Palavra-chave: sonho

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sonho

Bala e Pipa

Publicado em 16 de junho de 2008 por Olegario Schmitt

Beijo doce
Alma clara
Lambo os lábios
Amo a bala!

Olegario Schmitt


Pus meu sonho
Inacessível
Preso a um fio.
Alto voava…

Olegario Schmitt

In: Caderno de Assessoria Pedagógica, V. 3, Paratodos- História. São Paulo: Scipione, 2004, p. 40.

Obrigadão, Frô! (mariafro.blogspot.com)

Não bata à minha porta e não queira ver meus olhos

Publicado em 13 de outubro de 2006 por Olegario Schmitt

Um Lugar Para Sonhar

Não bata à minha porta
e não queira ver meus olhos:
estão para sempre empedrados
pelo passar solidificado do vento.

Não me venha com um beijo,
também não quero ver teu sorriso:
estou cansado das coisas fugazes
e desse tempo que não cessa
— eu quero nuvens e águas
e um lugar para sonhar.

Não me venha agradar com afagos,
nem mesmo quero dormir.

Já tenho tudo o que quero:
nuvens… águas…
o passar contínuo do vento.

Olegario Schmitt

In: No Pé da Letra, Ed. Blocos, 1999

A vida ensinou-lhe a ser dura e deu-lhe uma casca

Publicado em 12 de maio de 2005 por Olegario Schmitt

Casca

Para Nalú Nogueira

A vida deixou-a cansada.
Arriscou esperança. Não deu.
Tentou ilusão. Falhou.
Tentou golpes altos. Colheu desencanto.
A vida ensinou-a a ser dura
e deu-lhe uma casca.
Era o que se via através da face inexpressiva
e dos olhos parados olhando para o nada.

Mas por dentro era um vulcão,
por dentro rio caudaloso pedindo vazão.
E o pensamento voava através dessa casca,
não se sabia ao certo pra onde.
Tentou desespero, derrotando a felicidade.
Permitiu a vasta tristeza.
Colheu o que plantou.
Ela, que tanto gritou, que tanto lutou,
diante da derrota temporária decidiu ceder.
Os olhos penderam, o riso calou, o peito doeu, perdeu-se.

Parou.

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Começar de novo, e contar comigo…

Publicado em 15 de abril de 2005 por Olegario Schmitt

Caíram as pedras de sonhos
que eu trazia ao pescoço,
presas a um colar.

Uma a uma rolaram
pesadas com meu pesar.

Por ser de pedra
é que caíram,
e eu nada pude fazer.

Por ser de sonhos
é que quebraram,
e a mim só resta esquecer.

Terei porém outros sonhos,
farei um novo colar.

Tudo o que uma vez eu criei
posso mais uma vez inventar.

In: No Pé da Letra, Ed. Blocos, 1999

Porque um pouco de amor não faz mal a ninguém…

Publicado em 28 de novembro de 2004 por Olegario Schmitt

Ultravioletas

Então é assim o amor…
pensou com o nariz enfiado
no pescoço do seu sonho.

Depois chorou um pouquinho,
não que estivesse tristonho.

Chorou bem de mansinho
e inundou o peito do sonho
com as lágrimas do seu amor.

Olharam-se no fundo dos olhos,
ninguém sentiu-se sozinho…

Olharam-se no fundo dos olhos
e era tanto o seu carinho
que foram logo para o ninho
praticar o sentimento
das almas êxtase-em-flor.

Olegario Schmitt

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