Palavra-chave: silêncio

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silêncio

“Vou mandando um beijinho pra filhinha e pra vovó”

Publicado em 05 de janeiro de 2007 por Olegario Schmitt

Que só se vê até a altura daquilo que se é, isso é sabido.

Dessa forma, quanto menor se for, mais fácil será ter a existência percebida por todos indistintamente, uma vez que até o mais nobre dos homens possui em si, mesmo que em forma latente, alguma porção de baixeza.

Sendo, porém, pouco recomendável ser reconhecido pelas pessoas de baixo caráter, é melhor que cada um, à sua maneira, se esforce para ser grande, bastando para isso que se exercite a arte do silêncio vocal, mental e espiritual.

Também será necessária boa dose de amor próprio, para que o estar consigo mesmo se constitua em atividade profundamente agradável, ou ao menos suportável, pois aquele que decide conviver apenas com homens de bom caráter e espírito louvável estará fadado a passar boa parte de sua vida sozinho.

Cores, sons e cheiros

Publicado em 17 de fevereiro de 2005 por Olegario Schmitt

Rua São Vicente de Paulo,
Santa Cecília, São Paulo.

Entre três santos, vivo seguro.

Transito entre árvores,
flores e calmaria
— quem diria?!

Minha Rua de tantas cores, pausa
para a selvageria urbana.

Em noites de neblina,
alameda londrina.

Em dias de sol, nenhuma buzina:
antagônicos cantares de sabiá
transfiguram harmoniosamente
o quase absoluto silêncio.

Sinagoga e colégio católico
lado a lado respeitam-se.

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A “comemoração” da independência expõe nossas características intrínsecas.

Publicado em 07 de setembro de 2004 por Olegario Schmitt

Monumento ao Ipiranga

Hoje é 7 de setembro, data em que comemoramos nossa independência, ou melhor, data em que comemoramos o feriado e lembramos (?) a independência em relação à corte portuguesa, em 1822.

Nos maiores jornais e portais de Internet do país, eram estas as reportagens de capa:

“Quer namorar no FERIADO?” (Terra)

“Eleições nos EUA / Financial Times” (UOL)

“Lula usa o crescimento para incitar o patriotismo” (Folha de São Paulo)

“Enfim noivos (foto de capa: Ronaldo e Cicarelli) / Produção de carros bate recordes e cria 6.800 empregos” (Diário de São Paulo)

“Corte de candidatos com ficha criminal divide ministros do TSE” (O Globo)

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D’après o destino fatídico de uma mosca sendo comida por uma aranha.

Publicado em 08 de junho de 2004 por Olegario Schmitt

Série Aranhas e Insetos

A tarde toda essa expectativa, esse silêncio que deixa tudo estagnado, em suspenso como uma mosca morta na teia de aranha, como uma mosca morta aguardando o destino que a natureza lhe impôs.

A tarde toda essa sensação de estar esperando alguma coisa, sendo que na verdade nada espero e nada quero além dessa paz instável de estar vivo e poder sorrir de vez em quando, nada espero além do conforto de deitar minha cabeça no travesseiro tranqüilo da minha consciência e nada quero além dessa satisfação de ainda estar inteiro depois de tudo, de não dar o braço a torcer e ser feliz só de birra.

Nada quero e nada espero, porque a tarde está clara sob o sol e me traz essa serenidade necessária para buscar meus sonhos ou para permanecer em absoluto silêncio observando as moscas, as aranhas e suas teias e simplesmente não ligar a mínima para o destino trágico das moscas porque a vida dos seres felizes segue alheia às angústias pessoais de cada um.

(07/12/2002)

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