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As similaridades entre escritores e serial-killers

Publicado em 24 de Março de 2010 por Olegario Schmitt

Escrever é uma forma de crime e, por isso, todo escritor cultiva dentro de si características peculiares a um serial-killer. Como estes, consegue ignorar solenemente aquela vozinha do superego que diz “você não deveria fazer escrever isso, vão acabar pensando que você está falando é de você mesmo”. O assassino em série, como o escritor, na verdade sabe muito bem diferenciar o certo do errado, mas simplesmente não se importa. “É como se uma força, mais forte do que eu, me impelisse a matar escrever”. “Quando voltei a mim, já havia cometido o crime conto”.

Todo escritor é um sórdido. Nas cenas finais de Hamlet, os personagens invariavelmente matando-se uns aos outros, Shakespeare nada faz para impedi-los. Ele poderia transformar, subitamente, as espadas em lenços de seda e os venenos em purgantes, evitando assim o trágico desfecho. Mas Shakespeare não faz nada. E se não faz nada é porque na verdade ele gosta.

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Eis a questão!

Publicado em 28 de setembro de 2005 por Olegario Schmitt

Autorretrato

Ser ou não ser — eis a questão. Que é mais nobre para a alma: suportar os dardos e arremessos do fado sempre adverso, ou armar-se contra um mar de desventuras, e dar-lhes fim tentando resistir-lhes?

Morrer… dormir… não mais! Imaginar que um sono põe remate aos sofrimentos do coração e aos golpes infinitos que constituem a natural herança da carne, é solução para almejar-se.

Morrer… dormir. Dormir… talvez sonhar: é aí que bate o ponto!

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Tempo é arte, por isso muitos poetas já cantaram sobre a melhor maneira de aproveitar o dia.

Publicado em 02 de agosto de 2004 por Olegario Schmitt

T(E)=Arte

Carpe diem é expressão de origem latina significando “aproveite o dia”.

Desde Horácio, o tema tem sido recorrente ao longo dos séculos. Apareceu no renascentismo francês, no barroco inglês e no arcadismo brasileiro, citando alguns exemplos.

Carpe diem também está presente na cultura oriental e, por incrível que pareça, até na poesia asteca, pré-colombiana¹. Embora os astecas não tivessem conhecimento de Horácio e muito menos de carpe diem ou de tempus fugit, já sabiam que tempo é arte (Zeit ist Kunst), conhecendo profundamente a fórmula da Lei do Tempo (T(E)=Arte)², mas como esse Blog não é esotérico, tampouco trata de física, não entrará em detalhes sobre a matéria.

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