Palavra-chave: ser

Resultados para a palavra-chave ser

ser

O que faz com que o Ser seja?

Publicado em 11 de setembro de 2007 por Olegario Schmitt

Lendo um artigo sobre as relações entre ser e discurso em Parmênides e Platão, decidi que é melhor deixar essa briga para os peixes grandes, principalmente porque tenho a tendência de concordar com Parmênides e quem sou eu para discordar de Platão?

No entanto, tal leitura levantou uma questão: do que realmente precisamos para “ser”?

Tomemos, sem ironias, a seguinte afirmação verdadeira:

Elisete é mulher bonita e inteligente.

Se Elisete não fosse inteligente, continuaria existindo? Sem dúvida! E se não fosse bonita? Idem. Seria burra e feia como uma porta, mas continuaria existindo. “Ser sem os acessórios do Ser”Da mesma forma continuaria sendo se homem, gato ou árvore.

Tirando de Elisete tudo aquilo que é acessório, que é predicado do seu ser, sobraria apenas a seguinte afirmação:

Continuar lendo »

Ser E Não-Ser, eis a resposta!

Publicado em 20 de junho de 2007 por Olegario Schmitt

“O ser é tão pouco como o não-ser; o devir é e também não é”.
Heráclito de Éfeso

O Ser Humano, assim como a existência das coisas, é essencialmente dualista. Tal conceito pode ser encontrado nas mais diferentes culturas, ciências, religiões e filosofias. Para que algo realmente seja (exista), é preciso que haja outra coisa em contrário (bem/mal, claro/escuro), de forma que se estabeleça relação referencial.

Sendo mais usual a busca por tudo o que é, ou seja, a tentativa de capturar a essência ou aquilo que define uma pessoa, lugar ou objeto, aqui se inicia longo caminho justamente em direção contrária: esse é dos primeiros passos na tentativa ainda embrionária de encontrar aquilo que não é, a essência do não-ser, “duplo” do ser.

Dessa forma DezAtinos, série fotográfica composta por dez imagens onde aparece o número 10 (dez), trata-se, de certa forma, de uma espécie de brincadeira semiótica através da transfiguração dos signos: com a junção da fonética do signo “dez” àquela dos signos fotografados, tenta-se alcançar por via não-convencional (daí a expressão “brincadeira”), novos significados que, por sua vez, poderão ser ambíguos, permitindo dupla interpretação.

Continuar lendo »

Como alcançar o simples num mundo cada vez mais complexo?

Publicado em 17 de maio de 2007 por Olegario Schmitt

Coisa simplória é algo cuja simplicidade não é fruto de mérito, estudo ou meditação; é aquilo ou aquela pessoa que “é” simples por mero acaso ou falta de opção.

Por outro lado simples — adjetivo derivado do latim simplex e, conforme apontam Ernout e Meillet¹, formado pelos elementos latinos sim- (de uma vez, um só) e -plex (que se dobra), significando só, único, que só é dobrado uma vez — é a coisa-em-si, a essência, o caráter, a parcela mínima sem a qual a coisa deixa de ser.

Antes de ser adjetivo, simples é coisa-substantivo, sem ornamentos de qualquer espécie, sem afetações ou pretensões.

Dessa forma, não há nada mais complicado do que se conseguir chegar à essência das coisas.

Que ninguém se engane: só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.
Clarice Lispector


A simplicidade é o que há de mais difícil no mundo:
é o último reduto da experiência, a derradeira força do gênio.
George Sand


Em caráter, em comportamento e em todas as coisas,
a suprema excelência está na simplicidade.
Henry Longfellow


É curioso ver que quase todos os homens de grande valor têm maneiras simples;
e que quase sempre as maneiras simples são tomadas como indício de pouco valor.
Giacomo Leopardi


¹ ERNOUT, Alfred / MEILLET, Antointe. Dictionnaire étymologique de la Langue Latine, 4ème. éd. Paris: Klincksieck, 1967.

Coooompre batooommm… coooompre batooommm… coooompre batooommm…

Publicado em 23 de março de 2007 por Olegario Schmitt

Salvador Dali - Remorso ou Esfinge Atolada na Areia

O capitalismo não é um ser, mas por vezes parece possuir essa mente pensante, sórdida e extremamente inteligente, nos dizendo de maneira ininterrupta: “compre Batom, compre Batom, compre Batom”.

No entanto, é importante lembrar de que a idéia do “ter é igual ser” não é nova, tampouco fruto do capitalismo. Tudo parece ter começado em Adão e Eva, quando a serpente convenceu o feminino humano de que TER a maçã significaria SER D’us. Desde então nos iludimos, desde então nos estrepamos, sem nunca aprendermos a lição.

Não se estendendo muito no mérito dos avós dessa mazela — sejam eles Adão e Eva ou as Revoluções Francesa e Industrial — pode-se dizer que tudo principiou a ficar como está a partir da alvorada sombria do século XX.

Na primeira década, Henry Ford inventou fast-ford e a televisão”a linha de produção; na segunda, surgiu o fast-food; e na terceira, nasceu a televisão. Acredito que resto tudo, incluindo o estado em que nos encontramos agora, tenha sido apenas conseqüência.

Continuar lendo »

Eis a questão!

Publicado em 28 de setembro de 2005 por Olegario Schmitt

Autorretrato

Ser ou não ser — eis a questão. Que é mais nobre para a alma: suportar os dardos e arremessos do fado sempre adverso, ou armar-se contra um mar de desventuras, e dar-lhes fim tentando resistir-lhes?

Morrer… dormir… não mais! Imaginar que um sono põe remate aos sofrimentos do coração e aos golpes infinitos que constituem a natural herança da carne, é solução para almejar-se.

Morrer… dormir. Dormir… talvez sonhar: é aí que bate o ponto!

Continuar lendo »

Designed by