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schopenhauer

Você é daquele tipo que não julga? Parabéns, você é um cretino!

Publicado em 28 de agosto de 2010 por Olegario Schmitt

Lago Argentino, El Calafate

Todo conceito é ou será um preconceito. Isso se dá a partir do momento em determinada pessoa pense diferente de você. O que acontece então é que o conceito DELA é que será o conceito, e o seu será o pré-conceito.

Taxar algo de preconceito é algo que não chega realmente a ser um argumento, mas sim um golpe baixo, tão baixo a ponto de fazer A Arte de Insultar de Schopenhauer um livro para crianças em fase pré-cognitiva.

Trata-se de uma argumentação vazia em si mesma: por ser preconceito, não tem sentido, mas “argumento vazio”não tem sentido UNICAMENTE por ser preconceito. Atente-se também para o fato de que o acusador não considera sua própria definição ela mesma um preconceito: preconceito é unicamente o conceito do outro.

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A arte de insultar

Publicado em 03 de agosto de 2008 por Olegario Schmitt

Suspeito de que nenhum néscio goste de si mesmo, pois nem mesmo um néscio seria capaz de tamanho mau gosto.

Algumas pessoas não me causam raiva, mas pena: acordar todo dia e dar de cara com elas mesmas em frente ao espelho é algo que ninguém merece.

Há pessoas que deveriam ser incapacitadas de procriar. É assustador pensar que possam vir a existir outros iguais a elas, ainda mais quando se percebe que são justamente estas as que procriam indiscriminadamente.

O som da língua inglesa falada pelos americanos se assemelha ao de um cão engasgado. A diferença é que, no caso dos cães, se quer exprimir alguma coisa.

Algumas doces senhoras, de tantas cirurgias, acabam por ter as faces plastificadas. Afinal, é esse mesmo o objetivo, não é? Cirurgia… plástica?

As máximas costumam ocupar espaço mínimo. Ao contrário de “Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico”, uma palavra imensa, ridícula e sem nenhuma serventia que costuma me deixar acometido de hipopotomonstrosesquipedaliofobia.

Nunca li “A Arte de Insultar” de Schopenhauer mas, como se nota, este livro não parece ter me feito falta nenhuma.

Na visão de Arthur Schopenhauer

Publicado em 15 de setembro de 2006 por Olegario Schmitt

Rasgando o Bucho do Chão - Manifestação Urbana

O que em sociedade desagrada aos grandes espíritos é a igualdade de direitos e, portanto, de pretensões, em face da desigualdade de capacidades, de realizações (sociais) dos outros. A chamada boa sociedade admite méritos de todo o tipo, menos os intelectuais: estes chegam a ser contrabando. Ela obriga-nos a demonstrar uma paciência sem limites com qualquer insensatez, loucura, absurdo, obtusidade. Por outro lado, os méritos pessoais devem mendigar perdão ou ocultar-se, pois a superioridade intelectual, sem interferência nenhuma da vontade, fere pela sua mera existência. Eis por que a sociedade, chamada de boa, não tem só a desvantagem de pôr-nos em contato com homens que não podemos louvar nem amar, mas também a de não permitir que sejamos nós mesmos, tal qual é conveniente à nossa natureza. Antes, obriga-nos, por conta do uníssono com os demais, a encolhermo-nos ou mesmo a desfigurarmo-nos.

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Ninguém nasce sabendo?

Publicado em 09 de outubro de 2004 por Olegario Schmitt

Mão (Autorretrato)
Fundo: A Cor do Som de Uma Onda
Acrílica s/ vidro – Olegario Schmitt (2003)

Interessante como as pessoas podem trazer em si o conhecimento inato de algumas coisas. Fiquei meditando sobre isso hoje, depois de ter lido um trecho do Livro III de “O Mundo Como Vontade e Como Representação”, de Arthur Schopenhauer, onde ele discorre sobre a coisa em si de Kant e a idéia de Platão. Como posso ter resumido as idéias básicas do texto de Schopenhauer — o qual eu ainda não havia lido — sobre Kant e Platão, autores que ainda não li?

Há duas linhas de pensamento possíveis a partir daí: pela primeira, espiritualista, eu já conteria esse conhecimento desde antes de nascer; pela segunda, mais cética, certas coisas são evidentes e poderiam ser percebidas por qualquer pessoa com sensibilidade mais elaborada. Como sou espiritualista e, principalmente, não me considero capaz de pensar por mim mesmo à altura de Kant, Platão, Jaspers ou meu amado Schopenhauer, fico com a primeira opção.

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