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Sobre isso pensar você vai?

Publicado em 31 de agosto de 2010 por Olegario Schmitt

Look, Mamma, I went blue and cubist at the same time

Uma vez eu conheci um poeta que escrevia tudo de trás pra frente. Em vez de dizer “o céu é azul e bonito” ele dizia algo como “céu, bonito e azul, é”. Aí você perdia horas montando o verso na seqüência correta só pra descobrir enfim que ele queria dizer apenas e simplesmente “o céu é azul e bonito”.

Como sempre gostei muito do Mario Quintana e quando este queria dizer que o céu era bonito e azul simplesmente pegava e dizia, perguntei pro poeta esse qual era o sentido de escrever tudo de trás pra frente.

Ele não gostou — dissque ele era um douto que tinha estudado muitos anos pra aprender a escrever de trás pra frente e dissque isso era muito chique, sobretudo pra quem tinha estudado muitos anos.

Quintana e eu não havíamos estudado muitos anos, a gente não tinha vindo de escola nenhuma. Acabamos perdendo o amigo e mais uns outros que gostavam de coisas de trás pra frente assim como ele.

Ainda agora, tantos anos passados, essa história me consome, porque até hoje não descobri se ele era um poeta cubista ou algum tipo de Mestre Yoda da metalinguística.

Todos estes que aí estão atravancando meu caminho…

Publicado em 31 de julho de 2006 por Olegario Schmitt

É melhor que um sanduíche de falácias!

Publicado em 28 de junho de 2005 por Olegario Schmitt

Caleidoscópio

Paradoxo é algo que só é verdade se for falso e, quando é falso, obviamente, passa a ser verdade novamente. Portanto, o paradoxo é o outro pólo da verdade que não é, mais ou menos como disse Quintana:

Se te contradisseste e acusam-te… sorri.
Pois nada houve, em realidade.
Teu pensamento é que chegou, por si,
Ao outro pólo da Verdade…

Eu minto: Paradoxo do Mentiroso

Segundo esse paradoxo, atribuído a Eubúlides de Mileto (séc. IV a.C.), quando digo “eu minto” e o que digo é verdade, a afirmação é falsa (porque se eu minto não posso estar dizendo a verdade); e se o que digo é falso, a afirmação é verdadeira (é verdade que eu minto) e, por isso, novamente falsa. Portanto quando alguém diz “eu minto”, isso é um paradoxo, pois é verdade e mentira ao mesmo tempo.

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“Eu quero uma mulher biônica…”

Publicado em 08 de março de 2005 por Olegario Schmitt

Lindsay Wagner - A Mulher Biônica (1976)

A Mulher Biônica

Mario Quintana

Eu quero uma mulher biônica
Que me ame como uma suspirosa máquina
Do mais intenso amor
Uma mulher que quase me mate…
Mas me livre de todos os ataques!
Eu quero, quero uma mulher biônica
Para que eu possa, a qualquer momento,
Desparafusá-la…

Uma sopa improvável.

Publicado em 28 de junho de 2004 por Olegario Schmitt

Série Aranhas e Insetos

Freqüentemente os homens se relacionam com seus príncipes como fazem com seu deus, o príncipe tendo sido muitas vezes o representante do deus, seu sumo sacerdote, pelo menos¹. Mas para algo existir mesmo — um deus, um bicho, um universo, um anjo… — é preciso que alguém tenha consciência dele. Ou simplesmente que o tenha inventado².

A esse medo dos poderes invisíveis, inventados ou imaginados a partir de relatos, chama-se religião³, então não desças os degraus do sonho para não despertar os monstros. Não subas aos sótãos — onde os deuses, por trás das suas máscaras, ocultam o próprio enigma. Não desças, não subas, fica. O mistério está é na tua vida! É um sonho louco este nosso mundo², o homem é o lobo do homem³.

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