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A Nova República platônica é iluminada… com as brasas das fogueiras

Publicado em 26 de julho de 2006 por Olegario Schmitt

Era uma vez uma República Feita de Brasas, governada por um Sapo Cururu muito gordo o qual, diziam as más línguas, gostava de beber água da fonte Que Passarinho Não Bebe.

Apesar da saparada não ser predominantemente indígena, “cururu” era palavra originada da língua dizimada dos índios Tupis, o que tornava a todos, por extensão, tupininquins, cujo coletivo era polvo.

Antes de alcançar o poder, Vossa Cururuleza passara a vida toda grulhando trabalho na caverna escura e“lula: da raça mesma do polvo” platônica que era a República. Dizia que havia luz lá fora e que se lhe fosse concedido o trono ao qual tinha direito por nascença — ele assim pensava, convencendo a todos do mesmo, porque era uma lula, da raça mesma do polvo, porém não tão burra —, haveria de mostrar a todos, indistintamente, o quão feliz e bela seria a vida sob a Nova Luz da República.

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Todo bônus tem seu ônus. Qual é o preço pago pelo conhecimento?

Publicado em 27 de julho de 2004 por Olegario Schmitt

Reflexão (Autoretrato)
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Há alguns dias, enquanto andava na rua, percebi um grupo de pessoas rindo feito uns diabos. É incrível como a intelectualidade reflete-se na expressão das faces e, dessa forma, pude perceber claramente o nível cultural desse grupo. Fiquei abismado ao ouvir que eles riam-se das maiores bobagens, das maiores idiotices imagináveis, de coisas sem sentido.

Lembrei-me de imediato do conto de Voltaire, História de Um Brâmane, lido ainda na minha adolescência, onde ele, percebendo que as pessoas menos cultas pareciam ser mais felizes, questiona o valor do conhecimento e da cultura.

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Qual é, afinal, a linha de pensamento desse blog?

Publicado em 22 de junho de 2004 por Olegario Schmitt

Estresse na Fila do Banco – Série Matches

Meu melhor amigo disse-me que esse Blog seguia linha niilista, completa descrença nos seres humanos.

Quanto à descrença nos seres humanos, tudo bem, porque até aí é verdade… mas quanto à linha, não pretendia que esse Blog seguisse alguma, porque eu próprio não tenho qualquer tipo de linha: não sou novelo.

Deixo claro, portanto, que esse Blog, oficialmente, é tão desalinhado quanto meus cabelos.

Mas por falar em desalinhos, lembrei-me de algo que aconteceu há alguns minutos atrás, na fila dos Correios. Uma senhorinha, muito displicente, resolveu furar a fila. Haviam três na frente dela, além de mim, que era o primeiro. E quem tirava a muquiraninha do guichê? Quem? Irredutível, pés fixos, atacada de surdez estratégica, permanecia estatuada no mesmo lugar.

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“através do abuso exasperante do mais barato meio de agitação, a afetação moral, buscam incitar o gado de chifres que há no povo” – Nietzsche In: Genealogia da Moral

Publicado em 03 de junho de 2004 por Olegario Schmitt

Nietzsche estava certo ao afirmar que o povo é como gado.

Sejamos, portanto, compreensivos — jamais complacentes — com a massa.

A matéria bruta não assimila o etéreo: não lê poesia e acha Vivaldi um chato. Prefere revistas de moda e batidas de martelo.

O gado não diz obrigado, não pede desculpas, desconhece o que sejam sentimentos nobres.

Pesando os chifres sobre suas cabeças, olha na direção em que suas almas apontam: o chão. Por isso são tristes e andam de cabeças baixas.

E na sua existência, fora a cria, o pasto e a bosta, nada mais faz sentido.

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