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O que faz com que o Ser seja?

Publicado em 11 de setembro de 2007 por Olegario Schmitt

Lendo um artigo sobre as relações entre ser e discurso em Parmênides e Platão, decidi que é melhor deixar essa briga para os peixes grandes, principalmente porque tenho a tendência de concordar com Parmênides e quem sou eu para discordar de Platão?

No entanto, tal leitura levantou uma questão: do que realmente precisamos para “ser”?

Tomemos, sem ironias, a seguinte afirmação verdadeira:

Elisete é mulher bonita e inteligente.

Se Elisete não fosse inteligente, continuaria existindo? Sem dúvida! E se não fosse bonita? Idem. Seria burra e feia como uma porta, mas continuaria existindo. “Ser sem os acessórios do Ser”Da mesma forma continuaria sendo se homem, gato ou árvore.

Tirando de Elisete tudo aquilo que é acessório, que é predicado do seu ser, sobraria apenas a seguinte afirmação:

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A Nova República platônica é iluminada… com as brasas das fogueiras

Publicado em 26 de julho de 2006 por Olegario Schmitt

Era uma vez uma República Feita de Brasas, governada por um Sapo Cururu muito gordo o qual, diziam as más línguas, gostava de beber água da fonte Que Passarinho Não Bebe.

Apesar da saparada não ser predominantemente indígena, “cururu” era palavra originada da língua dizimada dos índios Tupis, o que tornava a todos, por extensão, tupininquins, cujo coletivo era polvo.

Antes de alcançar o poder, Vossa Cururuleza passara a vida toda grulhando trabalho na caverna escura e“lula: da raça mesma do polvo” platônica que era a República. Dizia que havia luz lá fora e que se lhe fosse concedido o trono ao qual tinha direito por nascença — ele assim pensava, convencendo a todos do mesmo, porque era uma lula, da raça mesma do polvo, porém não tão burra —, haveria de mostrar a todos, indistintamente, o quão feliz e bela seria a vida sob a Nova Luz da República.

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Ninguém nasce sabendo?

Publicado em 09 de outubro de 2004 por Olegario Schmitt

Mão (Autorretrato)
Fundo: A Cor do Som de Uma Onda
Acrílica s/ vidro – Olegario Schmitt (2003)

Interessante como as pessoas podem trazer em si o conhecimento inato de algumas coisas. Fiquei meditando sobre isso hoje, depois de ter lido um trecho do Livro III de “O Mundo Como Vontade e Como Representação”, de Arthur Schopenhauer, onde ele discorre sobre a coisa em si de Kant e a idéia de Platão. Como posso ter resumido as idéias básicas do texto de Schopenhauer — o qual eu ainda não havia lido — sobre Kant e Platão, autores que ainda não li?

Há duas linhas de pensamento possíveis a partir daí: pela primeira, espiritualista, eu já conteria esse conhecimento desde antes de nascer; pela segunda, mais cética, certas coisas são evidentes e poderiam ser percebidas por qualquer pessoa com sensibilidade mais elaborada. Como sou espiritualista e, principalmente, não me considero capaz de pensar por mim mesmo à altura de Kant, Platão, Jaspers ou meu amado Schopenhauer, fico com a primeira opção.

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