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pasto

Tradução do poema ‘Les Animaux et leurs hommes’ de Paul Élouard

Publicado em 24 de agosto de 2012 por Olegario Schmitt

 

Os animais e seus homens

Paul Éluard

Não se conduz a vaca
Ao campo raso e seco,
Ao campo sem carícias.

O pasto que a recebe
Deve ser suave como um fio de seda,
Um fio de seda doce como um fio de leite.

Mãe ignorada,
Para as crias, ele não é o almoço,
Mas o leite sobre a relva.

A erva face à vaca,
A cria face ao leite.

Tradução: Olegario Schmitt

 

 

Les Animaux et leurs hommes
Paul Élouard

On ne mène pas la vache
À la verdure rase et sèche,
À la verdure sans caresses.

L’herbe qui la reçoit
Doit être douce comme un fil de soie,
Un fil de soie doux comme un fil de lait.

Mère ignorée,
Pour les enfants, ce n’est pas le déjeuner,
Mais le lait sur l’herbe

L’herbe devant la vache,
L’enfant devant le lait.

In: Les Animaux et leurs hommes, les hommes et leurs animaux

“através do abuso exasperante do mais barato meio de agitação, a afetação moral, buscam incitar o gado de chifres que há no povo” – Nietzsche In: Genealogia da Moral

Publicado em 03 de junho de 2004 por Olegario Schmitt

Nietzsche estava certo ao afirmar que o povo é como gado.

Sejamos, portanto, compreensivos — jamais complacentes — com a massa.

A matéria bruta não assimila o etéreo: não lê poesia e acha Vivaldi um chato. Prefere revistas de moda e batidas de martelo.

O gado não diz obrigado, não pede desculpas, desconhece o que sejam sentimentos nobres.

Pesando os chifres sobre suas cabeças, olha na direção em que suas almas apontam: o chão. Por isso são tristes e andam de cabeças baixas.

E na sua existência, fora a cria, o pasto e a bosta, nada mais faz sentido.

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