Série Flores
J’ai des émotions
gardées dans moi
en état latent.
Comme des champignons
qui explosent au soleil,
comme pissenlits
en se défondant
aux affections du vent
mes émotions
attendent le moment.
no pé da letra
J’ai des émotions gardées...
J’ai des émotions
gardées dans moi
en état latent.
Comme des champignons
qui explosent au soleil,
comme pissenlits
en se défondant
aux affections du vent
mes émotions
attendent le moment.
Une rose... c’est quoi?
Rose:
quelques pétales,
couleurs, parfums,
simple éxistence.
Rose:
légume de la classe
des dicotylédones,
de la famille des rosacées.
Rose:
ta pensée, ta conclusion
sur les choses les plus courants.
Rose:
la luminosité présente
dans les yeux des pauvres enfants,
qui sourient avec les lèvres,
mais pas avec les yeux.
Rose:
à cet instant résumée
à n’importe quoi dès qui fasse silence,
parce que ne la comprennent
tous qui à elle sont étrangers,
même que de jolie elle en est.
Rose:
semblable aux velours
mélangée avec affection,
mais pas bien ça.
Rose:
rose.
Começar de novo, e contar comigo...

Caíram as pedras de sonhos
que eu trazia ao pescoço,
presas a um colar.
Uma a uma rolaram
pesadas com meu pesar.
Por ser de pedra
é que caíram,
e eu nada pude fazer.
Por ser de sonhos
é que quebraram,
e a mim só resta esquecer.
Terei porém outros sonhos,
farei um novo colar.
Tudo o que uma vez eu criei
posso mais uma vez inventar.
Quando Pandora abre o baú e saem de dentro dele todos os males do mundo, a esperança, sabemos, fica presa na borda.
Nos momentos de vazio criativo — que podem durar meses, até anos — pelo qual todo escritor passa em algum momento da vida, é interessante ficar remexendo nos “baús”, à procura de pérolas esquecidas. Essa atividade acabará, por via de regra, levando ao reencontro de todos aqueles lixos tenebrosos ou inacabados, para os quais não houve coragem suficiente de torná-los públicos.
Tarefa mais interessante ainda — podendo, no entanto, mostrar-se extremamente dolorida e vergonhosa — é reler os primeiros cadernos de poesia. Entre absurdos literários e verdadeiros atentados à poética, pode-se acabar encontrando verdadeiras pérolas.
Homem: ícaro incansável.

O Homem inventa
asas-delta,
aeroplanos,
jatos supersônicos,
foguetes de propulsão
de plutônio.
Os pássaros voam livres
através do infinito,
e nem sabem disso...
Esse poema também está disponível em multimídia:
http://www.oleschmitt.com.br/multimidia/ospassaros.html
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