Palavra-chave: no pé da letra

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no pé da letra

J’ai des émo­ti­ons gardées...

Publicado em 01 de junho de 2005 por Olegario Schmitt

Série Flo­res

J’ai des émo­ti­ons
gar­dées dans moi
en état latent.

Comme des cham­pig­nons
qui explo­sent au soleil,
comme pis­sen­lits
en se défon­dant
aux affec­ti­ons du vent

mes émo­ti­ons
atten­dent le moment.

Poema ori­gi­nal: Emo­ções
In: No Pé da Letra, Ed. Blo­cos, 1999
Ver­são para o fran­cês: Ole­ga­rio Schmitt

Une rose... c’est quoi?

Publicado em 01 de junho de 2005 por Olegario Schmitt

Série Flo­res

Rose:
quel­ques péta­les,
cou­leurs, par­fums,
sim­ple éxistence.

Rose:
légume de la classe
des dicoty­lé­do­nes,
de la famille des rosacées.

Rose:
ta pen­sée, ta con­clu­sion
sur les cho­ses les plus courants.

Rose:
la lumi­no­sité pré­sente
dans les yeux des pau­vres enfants,
qui sou­ri­ent avec les lèvres,
mais pas avec les yeux.

Rose:
à cet ins­tant résu­mée
à n’importe quoi dès qui fasse silence,
parce que ne la com­pren­nent
tous qui à elle sont étran­gers,
même que de jolie elle en est.

Rose:
sem­bla­ble aux velours
mélan­gée avec affec­tion,
mais pas bien ça.

Rose:
rose.

Poema ori­gi­nal: Rosa
In
: No Pé da Letra, Ed. Blo­cos, 1999
Ver­são para o fran­cês: Ole­ga­rio Schmitt

Come­çar de novo, e con­tar comigo...

Publicado em 15 de abril de 2005 por Olegario Schmitt

Caí­ram as pedras de sonhos
que eu tra­zia ao pes­coço,
pre­sas a um colar.

Uma a uma rola­ram
pesa­das com meu pesar.

Por ser de pedra
é que caí­ram,
e eu nada pude fazer.

Por ser de sonhos
é que que­bra­ram,
e a mim só resta esquecer.

Terei porém outros sonhos,
farei um novo colar.

Tudo o que uma vez eu criei
posso mais uma vez inventar.

In: No Pé da Letra, Ed. Blo­cos, 1999

Quando Pan­dora abre o baú e saem de den­tro dele todos os males do mundo, a espe­rança, sabe­mos, fica presa na borda.

Publicado em 12 de abril de 2005 por Olegario Schmitt

Le Bahut — 13/05/1958
Jor­nal edi­tado pelos for­man­dos do Liceu E. F. Gau­tier (Paris)

Nos momen­tos de vazio cri­a­tivo — que podem durar meses, até anos — pelo qual todo escri­tor passa em algum momento da vida, é inte­res­sante ficar reme­xendo nos “baús”, à pro­cura de péro­las esque­ci­das. Essa ati­vi­dade aca­bará, por via de regra, levando ao reen­con­tro de todos aque­les lixos tene­bro­sos ou ina­ca­ba­dos, para os quais não houve cora­gem sufi­ci­ente de torná-los públicos.

Tarefa mais inte­res­sante ainda — podendo, no entanto, mostrar-se extre­ma­mente dolo­rida e ver­go­nhosa — é reler os pri­mei­ros cader­nos de poe­sia. Entre absur­dos lite­rá­rios e ver­da­dei­ros aten­ta­dos à poé­tica, pode-se aca­bar encon­trando ver­da­dei­ras pérolas.

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Homem: ícaro incansável.

Publicado em 23 de junho de 2004 por Olegario Schmitt

O Homem inventa
asas-delta,
aero­pla­nos,
jatos supersô­ni­cos,
fogue­tes de pro­pul­são
de plutônio.

Os pás­sa­ros voam livres
atra­vés do infi­nito,
e nem sabem disso...

In: No Pé da Letra, Ed. Blo­cos, 1999

Esse poema tam­bém está dis­po­ní­vel em mul­ti­mí­dia:
http://www.oleschmitt.com.br/multimidia/ospassaros.html

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