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Em busca da luz-em-si

Publicado em 05 de dezembro de 2007 por Olegario Schmitt

Este trabalho não procura analisar como o volume dos objetos é construído através das inter-relações existentes entre luz e sombra, mas sim conseguir alcançar a própria essência da luz — a luz-em-si —, sem qualquer outro elemento constituindo a imagem além dela mesma.

Sabendo-se que para alcançar a essência de qualquer coisa é necessário abandonar tudo o que é acessório à sua existência — chegando enfim à dita coisa-em-si, onde ela, abstratamente, não é mais nada além de si mesma —, se percebeu que a sombra de uma mão, por exemplo, traria consigo uma série de significados, cada um deles nos distanciando cada vez mais da essência da luz a qual se buscava.

Dessa forma, optou-se pelo abstracionismo —“nenhum signo além da própria luz” não havendo conexão direta com a realidade, libertou-se também do compromisso com qualquer tipo de signo além da própria luz, possibilitando que se alcançasse tanto maior liberdade criativa quanto interpretativa. Continuar lendo »

Nem eu nem você…

Publicado em 11 de setembro de 2007 por Olegario Schmitt

Instalação na XXVI Bienal de São Paulo

a gente não reage
porque nada de novo se vê
além da nova novela
— a vida é tão bela
                        na tela
                        da tv

a gente não está nem aí
mas tem orgulho de ser brasileiro
                        na copa
                        no 7 de setembro
                        no brazilian day de ny
depois não mais
                        nem você
                        nem eu

a gente não está nem aí
porque nada de novo se vê
                        na copa
                        no 21 de abril
                        no brazilian way

a gente reage depois ou nunca
mas tem orgulho de ser brasileiro
— a vida é tão bela
                        na tela
                        não se vê
                        nem eu
                        nem você

Coooompre batooommm… coooompre batooommm… coooompre batooommm…

Publicado em 23 de Março de 2007 por Olegario Schmitt

Salvador Dali - Remorso ou Esfinge Atolada na Areia

O capitalismo não é um ser, mas por vezes parece possuir essa mente pensante, sórdida e extremamente inteligente, nos dizendo de maneira ininterrupta: “compre Batom, compre Batom, compre Batom”.

No entanto, é importante lembrar de que a idéia do “ter é igual ser” não é nova, tampouco fruto do capitalismo. Tudo parece ter começado em Adão e Eva, quando a serpente convenceu o feminino humano de que TER a maçã significaria SER D’us. Desde então nos iludimos, desde então nos estrepamos, sem nunca aprendermos a lição.

Não se estendendo muito no mérito dos avós dessa mazela — sejam eles Adão e Eva ou as Revoluções Francesa e Industrial — pode-se dizer que tudo principiou a ficar como está a partir da alvorada sombria do século XX.

Na primeira década, Henry Ford inventou fast-ford e a televisão”a linha de produção; na segunda, surgiu o fast-food; e na terceira, nasceu a televisão. Acredito que resto tudo, incluindo o estado em que nos encontramos agora, tenha sido apenas conseqüência.

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