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luz

Existe quoi au-delà l’amour?

Publicado em 09 de junho de 2009 por Olegario Schmitt

Dans le Léman. Genève, 2009

Nous existons. Le reste, excessif, déline
l’essence imprégné par la forme du abîme,
car l’ombre des âmes qui aiment
est translucide: elle retient lumière
suffisante pour seulement nourir
le sentiment lui-même.

Dehors l’amour, l’unique sens
est l’absence du sens des choses.

A sensibilidade ISO como parábola para a sensibilidade das pessoas

Publicado em 16 de novembro de 2008 por Olegario Schmitt

Autoretrato Lendo o Manual - ISO Baixo / ISO Alto

Filmes fotográficos possuem essa propriedade chamada ISO que é fator determinante do nível de sensibilidade das películas à luz: quanto maior o ISO, menor a quantidade de luz necessária para impressioná-las e vice-versa. Em situações iluminação idêntica, quanto maior o ISO, menor o tempo de captura necessário para registrar a cena (ou “sensibilizar o filme”, no jargão).

Dessa forma, situações com grande intensidade de luz (praia em dia de sol, por exemplo) exigem ISO baixo — se você já fez fotos na praia utilizando um filme de ISO 400 é provável que suas fotos tenham ficado esbranquiçadas (ou superexpostas, no jargão), pois o mais adequado para essa situação seria um filme de ISO 100. Se você já tentou registrar fotos noturnas com sua câmera sem flash certamente a maioria delas ficaram ou escuras (subexpostas) ou então borradas. Isso se dá porque em ambientes de baixa luminosidade ou você aumenta o tempo de exposição da foto (“deixa a foto batendo por mais tempo”, em expressão leiga), “algumas tecnicidades”ou utiliza filme de sensibilidade mais alta (maior ISO).

Isso acontece porque nos filmes de ISO baixo, o tamanho dos grãos de sal de prata é bem pequeno, exigindo maior número de raios luminosos até que sejam sensibilizados. Já nos filmes de ISO alto, esses grãos são bem maiores — muitas vezes ficam visíveis na própria imagem, daí o aspecto granulado de algumas fotos —, permitindo com que cada mísero raio de luz o acerte com extrema facilidade.

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Em busca da luz-em-si

Publicado em 05 de dezembro de 2007 por Olegario Schmitt

Este trabalho não procura analisar como o volume dos objetos é construído através das inter-relações existentes entre luz e sombra, mas sim conseguir alcançar a própria essência da luz — a luz-em-si —, sem qualquer outro elemento constituindo a imagem além dela mesma.

Sabendo-se que para alcançar a essência de qualquer coisa é necessário abandonar tudo o que é acessório à sua existência — chegando enfim à dita coisa-em-si, onde ela, abstratamente, não é mais nada além de si mesma —, se percebeu que a sombra de uma mão, por exemplo, traria consigo uma série de significados, cada um deles nos distanciando cada vez mais da essência da luz a qual se buscava.

Dessa forma, optou-se pelo abstracionismo —“nenhum signo além da própria luz” não havendo conexão direta com a realidade, libertou-se também do compromisso com qualquer tipo de signo além da própria luz, possibilitando que se alcançasse tanto maior liberdade criativa quanto interpretativa. Continuar lendo »

Em busca por um homem honesto

Publicado em 03 de outubro de 2006 por Olegario Schmitt

Diogenes (1860) - Jean Leon Gerome

Diariamente ficamos indignados com a corrupção que assola o nosso país. Nesses momentos, apesar da profunda indignação, não posso deixar de lembrar de algo que aprendi ainda na escola: toda vez em que apontamos um dedo dizendo “culpado”, há três dedos apontando de volta para nós mesmos.

Ao apontarmos nosso indicador para algum político dizendo “culpado”, o que dirá cada um dos outros três dedos que apontam de volta para cada um de nós?

Talvez o nosso dedo médio aponte para os nossos erros eleitorais. Quando digo “nossos”, pode não ser meu, pode até mesmo não ser seu, mas certamente o é de grande parte do povo brasileiro.

É importante que nunca equeçamos que povo é dos substantivos mais democráticos de todos, não apenas na sua própria acepção:“eu, tu, ele, nós, vós e eles” talvez seja o único que abrigue, em si mesmo, todos os pronomes pessoais — “o povo” inclui, necessariamente, eu, tu, ele, nós, vós e eles. Mesmo isso sendo aparentemente óbvio, quase sempre dizemos “eles, o povo” e nunca “nós, o povo”. “A culpa é do povo brasileiro!” Quantas vezes você e eu já dissemos isso, como se fizéssemos parte da população de outro país que não deste?

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Todo ano um novo ano

Publicado em 13 de dezembro de 2004 por Olegario Schmitt

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O único mistério é haver quem pense no mistério.

Publicado em 04 de junho de 2004 por Olegario Schmitt

Série Flores

O mistério das coisas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o Sol
E a pensar muitas coisas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o Sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do Sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do Sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.

Alberto Caeiro

In: O Guardador de Rebanhos

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