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identidade

Sobre “A produção social da identidade e da diferença” de Tomaz Tadeu da Silva

Publicado em 23 de setembro de 2009 por Olegario Schmitt

O autor discorre nesse ensaio como se dá o processo social de construção da identidade e da diferença. Isso que ele chama de “pedagogia da diferença”, é fundamental para a estruturação do seu pensamento uma vez que todo nosso processo cognitivo comumente é construído sobre a “pedagogia da igualdade” (ou, com outras palavras, da “pedagogia da identidade”).

Como a construção cultural de sentido conscientemente se dá por analogia e não por antinomia1, por isso se mostra imprescindível toda a parte inicial do ensaio, justamente para desconstruir esse “linguagem: sistema de diferenças”vício lingüístico: citando Sausurre, Da Silva aponta o inconsciente desse processo: “a linguagem é, fundamentalmente, um sistema de diferenças”. Ao mostrar que ao dizer “vaca”, ao mesmo tempo se diz “não-porco”, “não-cavalo”, etc., nos apresenta o caminho contrário daquilo que consideramos a construção do conhecimento: ao dizermos os sinônimos estamos dizendo igualmente todos os antônimos. Isso obviamente faz todo o sentido, mas nunca pensamos nisso.

Todo o discurso sobre a construção dos signos é uma espécie de engenharia reversa da atribuição da identidade e da diferença e, afinal, é apenas compreendendo intrinsecamente a dinâmica de um determinado processo que se torna possível desconstruí-lo.

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Um pensamento inflamado

Publicado em 13 de Maio de 2008 por Olegario Schmitt

Somos uma coisa, passamos ser outra completamente diferente e o que as pessoas pensam que somos é ainda uma terceira coisa, que não tem nada a ver com a história. No meio disso tudo, onde fica o que somos de verdade?

Nessa busca, acabei por descobrir que minha essência está personificada no dedão do meu pé: sempre com uma unha encravada, algo por dentro que incomoda e lateja e tenta rasgar seu caminho para fora.

Por isso a arte…

Quando se escrafunha ali, digo, aqui, sempre dói muito e fica a sensação de que ficou alguma coisa escondida lá dentro, mas que a gente não consegue ver direito…

Acho que sou meu dedão do pé porque nos melhores dias inflamo.

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