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As danças do fandango

Publicado em 16 de setembro de 2004 por Olegario Schmitt

Festa Gaúcha - Delafuente (Gabriel Usinger)

No Rio Grande do Sul, dá-se o nome de fandango ao conjunto de danças realizadas em um baile gaúcho.

Os ritmos executados no baile devem ser originais, que preservem a autenticidade do folclore gaúcho de forte influência histórica européia e latino-americana. Quanto ao fandango antigo no Rio Grande do Sul, as danças mais populares são o anu, o balaio, a queromana, o tatu e a tirana. No fandango atual são executados preferencialmente os ritmos do folclore vigente, como marchas, vaneras, vanerões, xotes, milongas, rancheiras, polcas, valsas, chamamés e bugios.

Os ritmos de fandango são musicalmente ricos e variados permitindo evoluções belas e harmoniosas na dança, cada ritmo dança-se de um jeito e cada ritmo tem a sua característica própria de ser dançado. Sendo assim recomenda-se que o conjunto musical de fandango execute todos dos ritmos de forma variada e criteriosa sem distorcer um determinado ritmo acelerando-o para um efeito mais ágil e nem repetindo excessivamente o mesmo ritmo musical caindo na mesmice ou ainda descaracterizando-o quanto a sua forma original.

Esses ritmos apresentam as seguintes características históricas:

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A Indumentária

Publicado em 15 de setembro de 2004 por Olegario Schmitt

A autêntica cultura do povo e suas expressões estão alicerçadas em tradições, em conhecimentos obtidos pela convivência em grupo, somadas aos elementos históricos e sociológicos. Seus legados e sua tradição, entre eles o seu modo de vestir, são transportados para as gerações seguintes, sujeitos a mudanças próprias de cada época e circunstância.

O homem do Rio Grande do Sul adaptou suas vestimentas baseado nas suas necessidades e no seu tipo de vida. Fica claro que os trajes, no decorrer da história , aceitam os processos de modernização e de transformação que uma cultura possa ter. A cultura é viva e, enquanto viva, ela se modifica. Essas modificações, legaram ao gaúcho além de uma herança, beleza e identidade. Se os costumes são constantemente alterados no decorrer da história, nada mais claro de que os trajes também tenham tido uma modificação, mantendo, no entanto, a sua raiz.

A Evolução da Indumentária Gaúcha

Fagundes, Antônio Augusto In: Indumentária Gaúcha, 1985

Traje Indígena – 1620 a 1730

Índio Charrua e Índia Missioneira

Quando o homem que veio fazer a América — e se vestia à européia — aqui chegou encontrou, nos campos, índios missioneiros e índios cavaleiros.

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Considerações finais

Publicado em 14 de setembro de 2004 por Olegario Schmitt

Autorretrato

Neste Dia do Gaúcho, após uma semana de artigos diários sobre a Semana Farroupilha e a cultura gaúcha, encerro a série com a intenção de dizer que não somos feitos só de chimarrão, revolução e churrasco.

Somos feitos, sobretudo, do orgulho de, primeiro, sermos gaúchos, para depois, e apenas depois, sermos brasileiros. Por mais revolta, ou inveja, ou despeito, ou seja lá que tipo de emoções isso possa despertar — e desperta — nos brasileiros de outros estados, assim é que o sentimento do gauchismo se manifesta.

Mais do que de pretensão, o gaúcho é feito dessa cultura típica extremamente forte, tão peculiar e enraizada nos valores sociais que deve mesmo causar inveja a muitos outros brasileiros, mais preocupados com o je/me/moi do dia a dia do que com o coletivo ou com a sua própria cultura.

Em vez de sentar com as pernas arregaçadas acolhendo livremente tudo o que vem de fora, o gaúcho, por ter esse orgulho extremado, essa vaidade de sua cultura, esse jeito prepotente e arrogante de quem se basta consigo mesmo, acolhe e preza antes por aquilo que vem de dentro, de si e de seus semelhantes.

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