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flor

J’ai des émotions gardées…

Publicado em 01 de junho de 2005 por Olegario Schmitt

Série Flores

J’ai des émotions
gardées dans moi
en état latent.

Comme des champignons
qui explosent au soleil,
comme pissenlits
en se défondant
aux affections du vent

mes émotions
attendent le moment.

Poema original: Emoções
In: No Pé da Letra, Ed. Blocos, 1999
Versão para o francês: Olegario Schmitt

Une rose… c’est quoi?

Publicado em 01 de junho de 2005 por Olegario Schmitt

Série Flores

Rose:
quelques pétales,
couleurs, parfums,
simple éxistence.

Rose:
légume de la classe
des dicotylédones,
de la famille des rosacées.

Rose:
ta pensée, ta conclusion
sur les choses les plus courants.

Rose:
la luminosité présente
dans les yeux des pauvres enfants,
qui sourient avec les lèvres,
mais pas avec les yeux.

Rose:
à cet instant résumée
à n’importe quoi dès qui fasse silence,
parce que ne la comprennent
tous qui à elle sont étrangers,
même que de jolie elle en est.

Rose:
semblable aux velours
mélangée avec affection,
mais pas bien ça.

Rose:
rose.

Poema original: Rosa
In
: No Pé da Letra, Ed. Blocos, 1999
Versão para o francês: Olegario Schmitt

Amor é carga… que não pesa!

Publicado em 20 de maio de 2005 por Olegario Schmitt

Série Flores

Com tanto amor
Beijo teus lábios…
Carrego-te comigo!

Cores, sons e cheiros

Publicado em 17 de fevereiro de 2005 por Olegario Schmitt

Rua São Vicente de Paulo,
Santa Cecília, São Paulo.

Entre três santos, vivo seguro.

Transito entre árvores,
flores e calmaria
— quem diria?!

Minha Rua de tantas cores, pausa
para a selvageria urbana.

Em noites de neblina,
alameda londrina.

Em dias de sol, nenhuma buzina:
antagônicos cantares de sabiá
transfiguram harmoniosamente
o quase absoluto silêncio.

Sinagoga e colégio católico
lado a lado respeitam-se.

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Porque um pouco de amor não faz mal a ninguém…

Publicado em 28 de novembro de 2004 por Olegario Schmitt

Ultravioletas

Então é assim o amor…
pensou com o nariz enfiado
no pescoço do seu sonho.

Depois chorou um pouquinho,
não que estivesse tristonho.

Chorou bem de mansinho
e inundou o peito do sonho
com as lágrimas do seu amor.

Olharam-se no fundo dos olhos,
ninguém sentiu-se sozinho…

Olharam-se no fundo dos olhos
e era tanto o seu carinho
que foram logo para o ninho
praticar o sentimento
das almas êxtase-em-flor.

Olegario Schmitt

De flor em flor, o beija-flor foge… das rimas de amor.

Publicado em 05 de setembro de 2004 por Olegario Schmitt

A maldição dos beija-flores é serem eternamente rimados com dores e amores e — ora, vejam, que originalidade! — com flores. Por isso são tão lépidos e fugidios: para que os poetas não tenham tempo de rimá-los com coisas óbvias.

Neste bosque alegre e rindo
Sou amante afortunado;
E desejo ser mudado
No mais lindo Beija-Flor.
…………………………………….
E num vôo feliz ave
Chego intrépido até onde
Riso e pérolas esconde
O suave e puro Amor.

Silva Alvarenga (1749-1814)

Rondó VII — O Beija-Flor In: Glaura — Poemas Eróticos

Conheço a moça franzina
Que a fronte cândida inclina
Ao sopro de casto amor:
Seu rosto fica mais lindo,
Quando ela conta sorrindo
A história do beija-flor.

Tobias Barreto (1839-1889)

O Beija-Flor In: Dias e Noites

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Agora que sinto amor tenho interesse no que cheira.

Publicado em 04 de junho de 2004 por Olegario Schmitt

Série Flores

Agora que sinto amor
Tenho interesse no que cheira.
Nunca antes me interessou que uma flor tivesse cheiro.
Agora sinto o perfume das flores como se visse uma coisa nova.
Sei bem que elas cheiravam, como sei que existia.
São coisas que se sabem por fora.
Mas agora sei com a respiração da parte de trás da cabeça.
Hoje as flores sabem-me bem num paladar que se cheira.
Hoje às vezes acordo e cheiro antes de ver.

Alberto Caeiro

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