Palavra-chave: filosofia

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filosofia

A curiosidade matou o gato

Publicado em 26 de Maio de 2005 por Olegario Schmitt

Pandora - J. W. Waterhouse (1896)

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Letra e música: Bruno Kavanagh / Áudio: Bobby Williams / Animação: Chris Day

Publicado em 17 de Maio de 2005 por Olegario Schmitt

É de comer pura ou é de passar em cima do pão?

Publicado em 16 de Abril de 2005 por Olegario Schmitt

Intervenção Digital sobre Pictografia

O que é essa coisa a que chamamos realidade, afinal? Você pode até pensar que vive nela, mas isso não é verdade: o que é, por exemplo, uma árvore?

— É um vegetal, composto de raízes, tronco e galhos, folhas, flores, frutos e sementes — dirá o botânico.

— É um elemento mágico, manifestação de Gaya — dirá o exotérico.

— É fonte de carvão — dirá o carvoeiro.

— É a minha casinha — dirá o inseto.

Quem está certo e quem está errado? Todos e nenhum: a única maneira de abranger a realidade completa da árvore é analisá-la, ao mesmo tempo, sob todos os pontos de vista possíveis, incluindo aí, obviamente, aqueles fora do nosso alcance intelectual e espiritual.

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Carta aos jovens estudantes de filosofia

Publicado em 13 de Janeiro de 2005 por Olegario Schmitt

Artista desconhecido (detalhe) - XXIV Bienal de São Paulo

Se você está pensando em se aprofundar nos estudos filosóficos, mas não sabe se Filosofia se come puro ou se passa em cima do pão, eis aqui pequena coletânea de citações, com a intenção de norteá-lo:

Quando um filósofo completa uma resposta,
ninguém se lembra de qual foi a pergunta.

André Gide

Na história humana,
não há registro de um filósofo feliz.

H. L. Mencken

Ó Física, poupe-me da Metafísica!

Isaac Newton

O truque da filosofia é
começar por algo tão simples
que ninguém ache digno de nota
e terminar por algo tão complexo
que ninguém entenda.

Bertrand Russell

Quando aquele que ouve não sabe
o que aquele que fala quer dizer,
e quando aquele que fala
também não sabe o que quer dizer:
a isto se chama Filosofia.

Voltaire

Ninguém nasce sabendo?

Publicado em 09 de outubro de 2004 por Olegario Schmitt

Mão (Autorretrato)
Fundo: A Cor do Som de Uma Onda
Acrílica s/ vidro – Olegario Schmitt (2003)

Interessante como as pessoas podem trazer em si o conhecimento inato de algumas coisas. Fiquei meditando sobre isso hoje, depois de ter lido um trecho do Livro III de “O Mundo Como Vontade e Como Representação”, de Arthur Schopenhauer, onde ele discorre sobre a coisa em si de Kant e a idéia de Platão. Como posso ter resumido as idéias básicas do texto de Schopenhauer — o qual eu ainda não havia lido — sobre Kant e Platão, autores que ainda não li?

Há duas linhas de pensamento possíveis a partir daí: pela primeira, espiritualista, eu já conteria esse conhecimento desde antes de nascer; pela segunda, mais cética, certas coisas são evidentes e poderiam ser percebidas por qualquer pessoa com sensibilidade mais elaborada. Como sou espiritualista e, principalmente, não me considero capaz de pensar por mim mesmo à altura de Kant, Platão, Jaspers ou meu amado Schopenhauer, fico com a primeira opção.

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“Se você tivesse fígado… que hepatite, hein?”

Publicado em 01 de outubro de 2004 por Olegario Schmitt

Ela é uma menininha, mas já tem 40 anos (completados no último 29/09).

Criação de Joaquín Lavado, o Quino, é desprezada por seu próprio “pai” desde a mais tenra infância, sendo por ele relegada a segundo plano e considerada “morta” em 1973. Quino ainda não consegue entender o seu sucesso. Em entrevista ao jornal Clarín, declarou: “Se ela ainda é lida como antes, para que continuar desenhando-a? Uma vez me perguntaram se eu não gostaria de ressuscitá-la. Ressuscitar significa que algo está morto”.

Apesar do desprezo de seu criador, a menininha continua tão viva quanto sempre na admiração de seus fãs: como não apaixonar-se por essa baixinha de cabeça redonda, revolucionária contestadora que odeia sopa e ao mesmo tempo é profunda questionadora do mundo, seus contrastes e injustiças?

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Uma sopa improvável.

Publicado em 28 de junho de 2004 por Olegario Schmitt

Série Aranhas e Insetos

Freqüentemente os homens se relacionam com seus príncipes como fazem com seu deus, o príncipe tendo sido muitas vezes o representante do deus, seu sumo sacerdote, pelo menos¹. Mas para algo existir mesmo — um deus, um bicho, um universo, um anjo… — é preciso que alguém tenha consciência dele. Ou simplesmente que o tenha inventado².

A esse medo dos poderes invisíveis, inventados ou imaginados a partir de relatos, chama-se religião³, então não desças os degraus do sonho para não despertar os monstros. Não subas aos sótãos — onde os deuses, por trás das suas máscaras, ocultam o próprio enigma. Não desças, não subas, fica. O mistério está é na tua vida! É um sonho louco este nosso mundo², o homem é o lobo do homem³.

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Há algum sentido em se viver na pós-modernidade?

Publicado em 25 de Maio de 2004 por Olegario Schmitt

Aqueles que vivem essa cultura insana do nada, onde o grande propósito são os despropósitos e o objetivo, nem sempre inconsciente, é a desconstrução paranóica da realidade, saibam que quando essa completa falta de sentido for finalmente alcançada, quando estivermos todos definitivamente entregues ao vazio existencial dessa realidade intangível, talvez então conseguiremos estar em profundo contato com nossos verdadeiros eus.

E dentro desse caos que alcançaremos talvez encontremos um norte rumando a algum objetivo.

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