Palavra-chave: filosofia

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filosofia

Lançamento da Editora WMF Martins Fontes

Publicado em 26 de abril de 2011 por Olegario Schmitt

Sobre os enganos do mundo (capa)

A Editora WMF Martins Fontes acabou de lançar Sobre os enganos do mundo, de Sêneca, como parte da Coleção Ideias Vivas, idealizada e coordenada pelo designer Gustavo Piqueira, da Casa Rex.

Sobre os enganos do mundo (detalhes)

Sobre os enganos do mundo — parte de um conjunto maior de Sêneca conhecido como Cartas a Lucílio — é voltada ao público jovem e/ou com pouca intimidade com filosofia e é ilustrada com fotografias de Olegario Schmitt, a partir da série fotográfica Pictografias.

Mais informações podem ser encontradas no site da Editora WMF Martins Fontes, aqui.

 

 

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SORTEIO

 

Para comemorar o recebimento da nova edição, no dia 03/05/2011, terça-feira, às 13h00, será realizado o sorteio de 4 (quatro) exemplares, conforme regulamento abaixo.

 

 

REGULAMENTO

 

  1. Os exemplares serão sorteados via mysort.net.
  2. Os sorteados deverão fornecer, no prazo de 48 horas, endereço postal para que seu respectivo exemplar seja entregue via Correios. Caso isso não aconteça, o prêmio passará para o próximo da lista de sorteio.
  3. Será sorteado um único exemplar para cada participante.

 

 

FACEBOOK – Para concorrer

 

  1. Ser amigo do perfil http://www.facebook.com/Ole.Schmitt
  2. Curtir a publicação sobre esse sorteio (assim se sabe quem está realmente interessado em participar) OU
  3. Confirmar a presença no evento criado para o sorteio.

 

 

TWITTER – Regulamento

 

A promoção via Twitter foi cancelada e todos os 4 exemplares serão sorteados no Facebook.

 

 

NOTA

 

Se você não foi sorteado(a) e tem interesse em adquirir o livro, maiores informações podem ser encontradas no site da Editora WMF Martins Fontes.

Ser E Não-Ser, eis a resposta!

Publicado em 20 de junho de 2007 por Olegario Schmitt

“O ser é tão pouco como o não-ser; o devir é e também não é”.
Heráclito de Éfeso

O Ser Humano, assim como a existência das coisas, é essencialmente dualista. Tal conceito pode ser encontrado nas mais diferentes culturas, ciências, religiões e filosofias. Para que algo realmente seja (exista), é preciso que haja outra coisa em contrário (bem/mal, claro/escuro), de forma que se estabeleça relação referencial.

Sendo mais usual a busca por tudo o que é, ou seja, a tentativa de capturar a essência ou aquilo que define uma pessoa, lugar ou objeto, aqui se inicia longo caminho justamente em direção contrária: esse é dos primeiros passos na tentativa ainda embrionária de encontrar aquilo que não é, a essência do não-ser, “duplo” do ser.

Dessa forma DezAtinos, série fotográfica composta por dez imagens onde aparece o número 10 (dez), trata-se, de certa forma, de uma espécie de brincadeira semiótica através da transfiguração dos signos: com a junção da fonética do signo “dez” àquela dos signos fotografados, tenta-se alcançar por via não-convencional (daí a expressão “brincadeira”), novos significados que, por sua vez, poderão ser ambíguos, permitindo dupla interpretação.

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Quem dera os homens fossem mais parecidos com os cães…

Publicado em 25 de novembro de 2006 por Olegario Schmitt

Geralmente, basta que as pessoas ouçam seu nome para já ficarem com medo. Seu ladrido, então, é de arrepiar os mais destemidos que até esse ponto ainda não haviam pensado em correr.

Mas para quem o conhece, seu nome parece como aquelas coisas que a gente não sabe por que se chamam assim, como quadros-negros e seguros de vida… No entanto, isso só durará até que outro, que não ele, tente conseguir algum carinho do seu dono. Imediatamente seu nome vem à tona, em ataque de ciúme possessivo: Furioso! Ou simplesmente Fúria, para os íntimos.

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Em busca por um homem honesto

Publicado em 03 de outubro de 2006 por Olegario Schmitt

Diogenes (1860) - Jean Leon Gerome

Diariamente ficamos indignados com a corrupção que assola o nosso país. Nesses momentos, apesar da profunda indignação, não posso deixar de lembrar de algo que aprendi ainda na escola: toda vez em que apontamos um dedo dizendo “culpado”, há três dedos apontando de volta para nós mesmos.

Ao apontarmos nosso indicador para algum político dizendo “culpado”, o que dirá cada um dos outros três dedos que apontam de volta para cada um de nós?

Talvez o nosso dedo médio aponte para os nossos erros eleitorais. Quando digo “nossos”, pode não ser meu, pode até mesmo não ser seu, mas certamente o é de grande parte do povo brasileiro.

É importante que nunca equeçamos que povo é dos substantivos mais democráticos de todos, não apenas na sua própria acepção:“eu, tu, ele, nós, vós e eles” talvez seja o único que abrigue, em si mesmo, todos os pronomes pessoais — “o povo” inclui, necessariamente, eu, tu, ele, nós, vós e eles. Mesmo isso sendo aparentemente óbvio, quase sempre dizemos “eles, o povo” e nunca “nós, o povo”. “A culpa é do povo brasileiro!” Quantas vezes você e eu já dissemos isso, como se fizéssemos parte da população de outro país que não deste?

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Na visão de Arthur Schopenhauer

Publicado em 15 de setembro de 2006 por Olegario Schmitt

Rasgando o Bucho do Chão - Manifestação Urbana

O que em sociedade desagrada aos grandes espíritos é a igualdade de direitos e, portanto, de pretensões, em face da desigualdade de capacidades, de realizações (sociais) dos outros. A chamada boa sociedade admite méritos de todo o tipo, menos os intelectuais: estes chegam a ser contrabando. Ela obriga-nos a demonstrar uma paciência sem limites com qualquer insensatez, loucura, absurdo, obtusidade. Por outro lado, os méritos pessoais devem mendigar perdão ou ocultar-se, pois a superioridade intelectual, sem interferência nenhuma da vontade, fere pela sua mera existência. Eis por que a sociedade, chamada de boa, não tem só a desvantagem de pôr-nos em contato com homens que não podemos louvar nem amar, mas também a de não permitir que sejamos nós mesmos, tal qual é conveniente à nossa natureza. Antes, obriga-nos, por conta do uníssono com os demais, a encolhermo-nos ou mesmo a desfigurarmo-nos.

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A Nova República platônica é iluminada… com as brasas das fogueiras

Publicado em 26 de julho de 2006 por Olegario Schmitt

Era uma vez uma República Feita de Brasas, governada por um Sapo Cururu muito gordo o qual, diziam as más línguas, gostava de beber água da fonte Que Passarinho Não Bebe.

Apesar da saparada não ser predominantemente indígena, “cururu” era palavra originada da língua dizimada dos índios Tupis, o que tornava a todos, por extensão, tupininquins, cujo coletivo era polvo.

Antes de alcançar o poder, Vossa Cururuleza passara a vida toda grulhando trabalho na caverna escura e“lula: da raça mesma do polvo” platônica que era a República. Dizia que havia luz lá fora e que se lhe fosse concedido o trono ao qual tinha direito por nascença — ele assim pensava, convencendo a todos do mesmo, porque era uma lula, da raça mesma do polvo, porém não tão burra —, haveria de mostrar a todos, indistintamente, o quão feliz e bela seria a vida sob a Nova Luz da República.

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As observações constantes nesse texto são fictíticas e qualquer semelhança que venha a ocorrer com quaisquer irmãos na face dessa terra terá sido mera coincidência

Publicado em 29 de setembro de 2005 por Olegario Schmitt

By Renate Fritsch

Irmão mais novo: Olha, um ovo com cabelos!!! Por que será que ele é assim? De onde veio? Para onde vai? Que paradoxo! Certamente há algum sentido oculto por trás disso tudo, que eu tentarei descobrir e depois de fotografar escreverei algo sobre isso citando Schopenhauer.

Irmã mais nova: Ovo? Que ovo? Não sei de ovo nem de cabelo nenhum, porque aquilo que não tomo conhecimento não existe e, não existindo, não preciso lidar com isso.

Irmã do meio: Olha, um ovo com cabelos… Certamente há uma explicação cármica para isso, porque ele deve ter sido um irmãzinho ovo muito mau na última encarnação então nasceu com cabelos como provação.

Irmã mais velha: Eu até vejo cabelos naquele ovo, mas como ovos não têm cabelos, aquilo não pode ser cabelo e certamente há uma outra explicação para isso, que eu não sei qual é e não quero saber.

É melhor que um sanduíche de falácias!

Publicado em 28 de junho de 2005 por Olegario Schmitt

Caleidoscópio

Paradoxo é algo que só é verdade se for falso e, quando é falso, obviamente, passa a ser verdade novamente. Portanto, o paradoxo é o outro pólo da verdade que não é, mais ou menos como disse Quintana:

Se te contradisseste e acusam-te… sorri.
Pois nada houve, em realidade.
Teu pensamento é que chegou, por si,
Ao outro pólo da Verdade…

Eu minto: Paradoxo do Mentiroso

Segundo esse paradoxo, atribuído a Eubúlides de Mileto (séc. IV a.C.), quando digo “eu minto” e o que digo é verdade, a afirmação é falsa (porque se eu minto não posso estar dizendo a verdade); e se o que digo é falso, a afirmação é verdadeira (é verdade que eu minto) e, por isso, novamente falsa. Portanto quando alguém diz “eu minto”, isso é um paradoxo, pois é verdade e mentira ao mesmo tempo.

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