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felicidade

A vida ensinou-lhe a ser dura e deu-lhe uma casca

Publicado em 12 de Maio de 2005 por Olegario Schmitt

Casca

Para Nalú Nogueira

A vida deixou-a cansada.
Arriscou esperança. Não deu.
Tentou ilusão. Falhou.
Tentou golpes altos. Colheu desencanto.
A vida ensinou-a a ser dura
e deu-lhe uma casca.
Era o que se via através da face inexpressiva
e dos olhos parados olhando para o nada.

Mas por dentro era um vulcão,
por dentro rio caudaloso pedindo vazão.
E o pensamento voava através dessa casca,
não se sabia ao certo pra onde.
Tentou desespero, derrotando a felicidade.
Permitiu a vasta tristeza.
Colheu o que plantou.
Ela, que tanto gritou, que tanto lutou,
diante da derrota temporária decidiu ceder.
Os olhos penderam, o riso calou, o peito doeu, perdeu-se.

Parou.

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O que faz com que um dia seja especial?

Publicado em 06 de setembro de 2004 por Olegario Schmitt

Gandhi (1869 - 1948)

Porque hoje é segunda-feira e não se comemora coisa alguma, tampouco é aniversário de seu nascimento ou de sua morte, eis aí um ótimo pretexto para lembrar Gandhi: hoje é um dia especial, como outro qualquer.

“A não-violência não existe se apenas amamos aqueles que nos amam. Só há não-violência quando amamos aqueles que nos odeiam. Sei como é difícil assumir essa grande lei do amor. Mas todas as coisas grandes e boas não são difíceis de realizar? O amor a quem nos odeia é o mais difícil de tudo. Mas, com a graça de Deus, até mesmo essa coisa tão difícil se torna fácil de realizar, se assim queremos.”

“Ao rejeitar a espada, não tenho senão a lâmina do amor para oferecer àquele que investiu contra mim. É ao oferecer-lhe esta lâmina que espero sua aproximação. Não posso conceber um estado de hostilidade permanente entre um homem e outro. Pois, crendo na reencarnação, vivo na esperança que, se não nesta vida humana mas numa outra, poderei cingir toda a humanidade num fraternal abraço.”

“Vocês podem me acorrentar, torturar e até destruir meu corpo, mas nunca aprisionarão minha mente.”

“Não há um único caminho para a felicidade; a felicidade é o caminho.”

O cidadão médio sente-se pequeno diante de coisas maiores que ele.

Publicado em 14 de junho de 2004 por Olegario Schmitt

© by Eric Raschke – rageous.us

Vejo uma menina maltrapilha pedindo trocados, um menino gorducho catando latinhas no lixo e um louco que passa ridiculamente feliz na sua condição, com uma etiqueta grudada na orelha e o sorriso doente e quebrado.

Vejo também pessoas comuns da minha cidade, pessoas comuns como as de uma cidade qualquer, tão felizes na alienação da sua ignorância que me fazem questionar sobre os conceitos de felicidade e conhecimento, sem no entanto obter respostas conclusivas.

Mas é somente quando o menina volta, visivelmente feliz por ter encontrado tantas latinhas de coca-cola, que me sinto imensamente culpado por, mesmo percebendo essas coisas e fazendo parte do mesmo mundo que ele, ainda conseguir sentir-me profundamente em paz.

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