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Alguma coisa não bate…

Publicado em 31 de maio de 2009 por Olegario Schmitt

Ode ao Lixo

Exposição: Vik Muniz
Curadoria: Vik Muniz
Data: 19/05/2009
Local: MASP – São Paulo


São 131 obras ao todo, integrantes de 24 trabalhos diferentes: Linha, Equivalentes, Indivíduos, Arame, Açúcar, Terra, Tinta, Montinhos, Diamantes e Caviar, Mônadas, Rebus, Revistas, Pigmentos, Chocolate, Mapa Mundi, Quebra-Cabeças, Papéis, Poeira, Lixo, Sucata, Duas Bandeiras, Cores, Earth Works e Cárcere, além de uma imagem completamente solta (Caminhante sobre um mar de cinzas). Alguns trabalhos fazem parte de séries maiores, outros são dípticos ou trípticos.

Sendo improfícuo discorrer sobre cada uma das séries individualmente, serão pontuados alguns “pontos altos” da exposição como, por exemplo, o fato de a segunda série mostrada, Equivalentes, dialogar com a terceira, Indivíduos. “diálogos”Numa, bichinhos feitos com algodão, clara referência ao passatempo “infantil” de descobrir animais nas nuvens; noutra, nuvens desenhadas num céu limpo com o auxílio de aviões de fumaça. Nota-se aí, além da fina ironia que permeia todo o trabalho, essa tendência de apropriação do lúdico comum às pessoas, para então transfigurá-lo.

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Chapas de vidro e claras de ovo

Publicado em 14 de março de 2009 por Olegario Schmitt

Edward Curtis - Chefe Joseph (1908)

Exposição: Edward Curtis
Curadoria: Christopher Cardozo/João Kulcsár
Data: 14/03/2009
Local: Caixa Cultural São Paulo (Sé)


Não poderia perder jamais a exposição do “cara” que fotografou o Chefe Joseph, uma vez que toda vez que penso em índio americano, logo me vem à mente essa foto de Curtis.

Trabalho emocionante: Curtis captou de tal maneira cada cena, cada cenário, cada luz, cada expressão, que foi uma grande aula de fotografia e de humanidade.

Destaque a parte também para a imensa variedade de técnicas utilizadas pelo fotógrafo. Posso citar, entre outras, viragem em platina, cianótipos, e uma tal de “viragem em ouro”, técnica desenvolvida por ele mesmo, que deixa a foto com fundo dourado.

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Sensibilidade à flor da pele

Publicado em 01 de março de 2009 por Olegario Schmitt

Pensando em Ristelhueber (Paris, 01/03/2009)

Exposição: Sophie Ristelhueber
Curadoria: Marta Gili
Data: 01/03/2009
Local: Jeu de Paume – Paris/França


Fotógrafa interessantíssima e bastante competente, a qual eu não conhecia anteriormente.

Sua exposição, concomitante à de Robert Frank, ocupava espaço expositivo bastante amplo, com pé direito de aproximadamente 3 metros de altura. As imagens, aproximadamente 30, quadradas e em tamanho grande (aprox. 1,5m x 1,5m), mostravam texturas praticamente abstratas formadas por coisas destruídas em decorrência da explosão de bombas no Iraque.

Note-se que essa é uma temática recorrente da fotógrafa, conforme tive a chance de pesquisar mais tarde: ela registra as cicatrizes deixadas na terra em decorrência da ocupação humana, principalmente através da guerra. Seus temas geralmente mostram restos de explosões ou incêndios, estradas destruídas por bombas.

Muitas imagens aéreas, o a série inteira praticamente uma monocromia, onde predominavam os tons amarelados e ocres. Uma das imagens dessa série mostrava uma estrutura carbonizada no meio do deserto, cujo esqueleto de aproximadamente 3 metros de altura lembrava muito o de uma câmera fotográfica.

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Impressões

Publicado em 01 de março de 2009 por Olegario Schmitt

Fila para a exposição (Paris, 01/03/2009)

Exposição: Robert Frank
Curadoria: Ute Eskildsen/Marta Gili
Data: 01/03/2009
Local: Jeu de Paume – Paris/França


A princípio não gosto muito de Robert Frank. Reconheço, evidentemente, a importância histórica e a qualidade de seu trabalho, mas há diversos outros fotógrafos que aprecio bem mais — note que nem entrarei no mérito de ele ter influenciado a sofrível geração beatnik. De qualquer forma, uma exposição dessas não é oportunidade que se deixe passar.

As fotos — ampliações originais, assinadas — de seu livro The Americas, quando expostas fora do contexto do livro perderam bastante o sentido, além do que, as que mais me chamam a atenção não estavam expostas lá. Entende? Você vai a um lugar esperando ver “aquela” foto que você tanto gosta e ela simplesmente não está lá.

Aproximadamente 10 The Americas estavam dispostos sobre uma série de bancos ocupando o centro do espaço expositivo, todos eles perfurados de maneira grotesca, por onde foi passado um cabo de aço (mesmo) evitando assim que os livros fossem roubados. Considerando-se diversas populações carentes ao redor do mundo que não têm acesso a essa obra, considerei essa cretinice à altura do fotógrafo e de seus seguidores (leia-se: Jack Keroauc, o pária).

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