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Deixe de macaquices!

Publicado em 03 de novembro de 2009 por Olegario Schmitt

Elementar: foto-grafia, escrita da luz.

Aqueles que “batem” fotos utilizam muito a expressão fotografia analógica… As pessoas inventam cada coisa, não é?! Primeiro, não entendo o porquê de tanto ódio, dessa necessidade de ficar batendo na foto como se ela tivesse feito alguma coisa de ruim. Segundo… o que exatamente quer dizer “analógico”?

Analógico vem de analogia, ou seja, é algo que apresenta relação ou semelhança entre coisas ou fatos. Considerar uma fotografia como sendo analógica, portanto, é retroceder ao pensamento“analógico: semelhança” positivista disseminado no século XIX que considerava a fotografia como “cópia exata, reprodução fiel da realidade”. Ou seja, quem diz “fotografia analógica” está dizendo de maneira implícita que a fotografia é algo meramente científico, jamais sendo fruto de criação e/ou interpretação por parte do agente por trás da câmera.

Dessa forma, dizer “fotografia analógica” é o mesmo que chamar o fotógrafo de macaco, ou seja, de mero apertador de botões. Não que estes não existam, mas na parte que me toca, acredito (ou prefiro acreditar) que faço bastante proveito dos 3% de carga genética que me diferenciam de um chimpanzé. Portanto, se você diz “fotografia analógica” saiba que o macaco, na verdade, é você.

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A sensibilidade ISO como parábola para a sensibilidade das pessoas

Publicado em 16 de novembro de 2008 por Olegario Schmitt

Autoretrato Lendo o Manual - ISO Baixo / ISO Alto

Filmes fotográficos possuem essa propriedade chamada ISO que é fator determinante do nível de sensibilidade das películas à luz: quanto maior o ISO, menor a quantidade de luz necessária para impressioná-las e vice-versa. Em situações iluminação idêntica, quanto maior o ISO, menor o tempo de captura necessário para registrar a cena (ou “sensibilizar o filme”, no jargão).

Dessa forma, situações com grande intensidade de luz (praia em dia de sol, por exemplo) exigem ISO baixo — se você já fez fotos na praia utilizando um filme de ISO 400 é provável que suas fotos tenham ficado esbranquiçadas (ou superexpostas, no jargão), pois o mais adequado para essa situação seria um filme de ISO 100. Se você já tentou registrar fotos noturnas com sua câmera sem flash certamente a maioria delas ficaram ou escuras (subexpostas) ou então borradas. Isso se dá porque em ambientes de baixa luminosidade ou você aumenta o tempo de exposição da foto (“deixa a foto batendo por mais tempo”, em expressão leiga), “algumas tecnicidades”ou utiliza filme de sensibilidade mais alta (maior ISO).

Isso acontece porque nos filmes de ISO baixo, o tamanho dos grãos de sal de prata é bem pequeno, exigindo maior número de raios luminosos até que sejam sensibilizados. Já nos filmes de ISO alto, esses grãos são bem maiores — muitas vezes ficam visíveis na própria imagem, daí o aspecto granulado de algumas fotos —, permitindo com que cada mísero raio de luz o acerte com extrema facilidade.

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