Palavra-chave: Deus

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Deus

Coooompre batooommm… coooompre batooommm… coooompre batooommm…

Publicado em 23 de março de 2007 por Olegario Schmitt

Salvador Dali - Remorso ou Esfinge Atolada na Areia

O capitalismo não é um ser, mas por vezes parece possuir essa mente pensante, sórdida e extremamente inteligente, nos dizendo de maneira ininterrupta: “compre Batom, compre Batom, compre Batom”.

No entanto, é importante lembrar de que a idéia do “ter é igual ser” não é nova, tampouco fruto do capitalismo. Tudo parece ter começado em Adão e Eva, quando a serpente convenceu o feminino humano de que TER a maçã significaria SER D’us. Desde então nos iludimos, desde então nos estrepamos, sem nunca aprendermos a lição.

Não se estendendo muito no mérito dos avós dessa mazela — sejam eles Adão e Eva ou as Revoluções Francesa e Industrial — pode-se dizer que tudo principiou a ficar como está a partir da alvorada sombria do século XX.

Na primeira década, Henry Ford inventou fast-ford e a televisão”a linha de produção; na segunda, surgiu o fast-food; e na terceira, nasceu a televisão. Acredito que resto tudo, incluindo o estado em que nos encontramos agora, tenha sido apenas conseqüência.

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O Pai-de-Todos e os fura-bolos

Publicado em 13 de outubro de 2006 por Olegario Schmitt

diante do Pai-de-Todos
somos meros
fura-bolos

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Alguns têm mais de uma, outros já não tem mais.

Publicado em 08 de maio de 2005 por Olegario Schmitt

Minha mãe, Nelcinda

Alguns têm mais de uma,
outros já não tem mais.
Outros ainda, nunca as tiveram,
são filhos sem mães nem pais.

Algumas são mães honorárias,
e há até as voluntárias…
mas de verdade só se tem uma,
embora as mães sejam várias.

Há mães presentes de corpo,
mas ausentes de espírito
e mães presentes em espírito,
mesmo que ausentes de corpo.

Há mãe doce, mãe carrasca…
Já a minha, é mãe de chimarrão:
é inseparável de seu mate
e outra eu não quero não.

Então, sem mãe ninguém é:
Jesus também teve a sua
e a divide com todos nós,
mesmo com aqueles sem fé.

Há mãe amorosa e de carinho.
Há mãe agitada e mãe calma:
D’us é tão perfeito que fez
uma mãe para cada alma.

É de comer pura ou é de passar em cima do pão?

Publicado em 16 de abril de 2005 por Olegario Schmitt

Intervenção Digital sobre Pictografia

O que é essa coisa a que chamamos realidade, afinal? Você pode até pensar que vive nela, mas isso não é verdade: o que é, por exemplo, uma árvore?

— É um vegetal, composto de raízes, tronco e galhos, folhas, flores, frutos e sementes — dirá o botânico.

— É um elemento mágico, manifestação de Gaya — dirá o exotérico.

— É fonte de carvão — dirá o carvoeiro.

— É a minha casinha — dirá o inseto.

Quem está certo e quem está errado? Todos e nenhum: a única maneira de abranger a realidade completa da árvore é analisá-la, ao mesmo tempo, sob todos os pontos de vista possíveis, incluindo aí, obviamente, aqueles fora do nosso alcance intelectual e espiritual.

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Talvez o verdadeiro mendigo não seja quem você pensa que é…

Publicado em 02 de outubro de 2004 por Olegario Schmitt

Nessa selvageria urbana em que vivemos, você já deu esmola?

Há poucos dias, impressionado pelo número de mendigos que encontrei na rua quando voltava para casa, fiquei me perguntando: é esmola mesmo que eles precisam?

Precisam de emprego e de uma vida digna!, diria a maioria demagógica, sem levar em conta que muitos deles não trocariam a mendicância por um emprego, um lar, uma família.

Você notou que nenhum deles usa sapatos? Já vi um de meias brancas, as solas perfeitamente limpas, mas onde estavam os sapatos? Já vi outro com o braço engessado e no outro dia vi-o novamente, só o gesso dessa vez estava no braço trocado. E o que pensar daqueles que ostentam seus filhos, na intenção de conseguir a condolência do transeunte?

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O que faz com que um dia seja especial?

Publicado em 06 de setembro de 2004 por Olegario Schmitt

Gandhi (1869 - 1948)

Porque hoje é segunda-feira e não se comemora coisa alguma, tampouco é aniversário de seu nascimento ou de sua morte, eis aí um ótimo pretexto para lembrar Gandhi: hoje é um dia especial, como outro qualquer.

“A não-violência não existe se apenas amamos aqueles que nos amam. Só há não-violência quando amamos aqueles que nos odeiam. Sei como é difícil assumir essa grande lei do amor. Mas todas as coisas grandes e boas não são difíceis de realizar? O amor a quem nos odeia é o mais difícil de tudo. Mas, com a graça de Deus, até mesmo essa coisa tão difícil se torna fácil de realizar, se assim queremos.”

“Ao rejeitar a espada, não tenho senão a lâmina do amor para oferecer àquele que investiu contra mim. É ao oferecer-lhe esta lâmina que espero sua aproximação. Não posso conceber um estado de hostilidade permanente entre um homem e outro. Pois, crendo na reencarnação, vivo na esperança que, se não nesta vida humana mas numa outra, poderei cingir toda a humanidade num fraternal abraço.”

“Vocês podem me acorrentar, torturar e até destruir meu corpo, mas nunca aprisionarão minha mente.”

“Não há um único caminho para a felicidade; a felicidade é o caminho.”

Uma sopa improvável.

Publicado em 28 de junho de 2004 por Olegario Schmitt

Série Aranhas e Insetos

Freqüentemente os homens se relacionam com seus príncipes como fazem com seu deus, o príncipe tendo sido muitas vezes o representante do deus, seu sumo sacerdote, pelo menos¹. Mas para algo existir mesmo — um deus, um bicho, um universo, um anjo… — é preciso que alguém tenha consciência dele. Ou simplesmente que o tenha inventado².

A esse medo dos poderes invisíveis, inventados ou imaginados a partir de relatos, chama-se religião³, então não desças os degraus do sonho para não despertar os monstros. Não subas aos sótãos — onde os deuses, por trás das suas máscaras, ocultam o próprio enigma. Não desças, não subas, fica. O mistério está é na tua vida! É um sonho louco este nosso mundo², o homem é o lobo do homem³.

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