Palavra-chave: cultura

Resultados para a palavra-chave cultura

cultura

Nem eu nem você…

Publicado em 11 de setembro de 2007 por Olegario Schmitt

Instalação na XXVI Bienal de São Paulo

a gente não reage
porque nada de novo se vê
além da nova novela
— a vida é tão bela
                        na tela
                        da tv

a gente não está nem aí
mas tem orgulho de ser brasileiro
                        na copa
                        no 7 de setembro
                        no brazilian day de ny
depois não mais
                        nem você
                        nem eu

a gente não está nem aí
porque nada de novo se vê
                        na copa
                        no 21 de abril
                        no brazilian way

a gente reage depois ou nunca
mas tem orgulho de ser brasileiro
— a vida é tão bela
                        na tela
                        não se vê
                        nem eu
                        nem você

Na visão de Arthur Schopenhauer

Publicado em 15 de setembro de 2006 por Olegario Schmitt

Rasgando o Bucho do Chão - Manifestação Urbana

O que em sociedade desagrada aos grandes espíritos é a igualdade de direitos e, portanto, de pretensões, em face da desigualdade de capacidades, de realizações (sociais) dos outros. A chamada boa sociedade admite méritos de todo o tipo, menos os intelectuais: estes chegam a ser contrabando. Ela obriga-nos a demonstrar uma paciência sem limites com qualquer insensatez, loucura, absurdo, obtusidade. Por outro lado, os méritos pessoais devem mendigar perdão ou ocultar-se, pois a superioridade intelectual, sem interferência nenhuma da vontade, fere pela sua mera existência. Eis por que a sociedade, chamada de boa, não tem só a desvantagem de pôr-nos em contato com homens que não podemos louvar nem amar, mas também a de não permitir que sejamos nós mesmos, tal qual é conveniente à nossa natureza. Antes, obriga-nos, por conta do uníssono com os demais, a encolhermo-nos ou mesmo a desfigurarmo-nos.

Continuar lendo »

O Google Trends explica…?

Publicado em 03 de agosto de 2006 por Olegario Schmitt

< .p>

O Google Labs disponibilizou novo serviço, chamado Google Trends, onde você digita uma palavra e ele mostra quais lugares do mundo mais a pesquisaram.

Comecei ingenuamente minha busca pela palavra “arte”, em português mesmo porque tinha certeza de que o Brasil estaria em primeiro lugar, mas não demorou muito para que eu caísse na real. Então digitei “sexo” e o mundo inteiro se desvendou frente aos meus olhos. Eis os resultados:

Continuar lendo »

Poeta maior brasileiro

Publicado em 14 de março de 2005 por Olegario Schmitt

Castro Alves (14/03/1847 - 06/07/1871)

Castro Alves (Antônio Frederico de Castro Alves), poeta, nasceu em Muritiba, BA, em 14 de março de 1847, e faleceu em Salvador, BA, em 6 de julho de 1871. É o patrono da Cadeira n. 7 da Academia Brasileira de Letras, por escolha do fundador Valentim Magalhães.

(…)

Duas vertentes se distinguem na poesia de Castro Alves: a feição lírico-amorosa, mesclada da sensualidade de um autêntico filho dos trópicos, e a feição social e humanitária, em que alcança momentos de fulgurante eloqüência épica. “fulgurante eloqüência épica”Como poeta lírico, caracteriza-se pelo vigor da paixão, a intensidade com que exprime o amor, como desejo, frêmito, encantamento da alma e do corpo, superando completamente o negaceio de Casimiro de Abreu, a esquivança de Álvares de Azevedo, o desespero acuado de Junqueira Freire. A grande e fecundante paixão por Eugênia Câmara percorreu-o como corrente elétrica, reorganizando-lhe a personalidade, inspirando alguns dos seus mais belos poemas de esperança, euforia, desespero, saudade. Outros amores e encantamentos constituem o ponto de partida igualmente concreto de outros poemas.

Continuar lendo »

“Se você tivesse fígado… que hepatite, hein?”

Publicado em 01 de outubro de 2004 por Olegario Schmitt

Ela é uma menininha, mas já tem 40 anos (completados no último 29/09).

Criação de Joaquín Lavado, o Quino, é desprezada por seu próprio “pai” desde a mais tenra infância, sendo por ele relegada a segundo plano e considerada “morta” em 1973. Quino ainda não consegue entender o seu sucesso. Em entrevista ao jornal Clarín, declarou: “Se ela ainda é lida como antes, para que continuar desenhando-a? Uma vez me perguntaram se eu não gostaria de ressuscitá-la. Ressuscitar significa que algo está morto”.

Apesar do desprezo de seu criador, a menininha continua tão viva quanto sempre na admiração de seus fãs: como não apaixonar-se por essa baixinha de cabeça redonda, revolucionária contestadora que odeia sopa e ao mesmo tempo é profunda questionadora do mundo, seus contrastes e injustiças?

Continuar lendo »

A “comemoração” da independência expõe nossas características intrínsecas.

Publicado em 07 de setembro de 2004 por Olegario Schmitt

Monumento ao Ipiranga

Hoje é 7 de setembro, data em que comemoramos nossa independência, ou melhor, data em que comemoramos o feriado e lembramos (?) a independência em relação à corte portuguesa, em 1822.

Nos maiores jornais e portais de Internet do país, eram estas as reportagens de capa:

“Quer namorar no FERIADO?” (Terra)

“Eleições nos EUA / Financial Times” (UOL)

“Lula usa o crescimento para incitar o patriotismo” (Folha de São Paulo)

“Enfim noivos (foto de capa: Ronaldo e Cicarelli) / Produção de carros bate recordes e cria 6.800 empregos” (Diário de São Paulo)

“Corte de candidatos com ficha criminal divide ministros do TSE” (O Globo)

Continuar lendo »

Todo bônus tem seu ônus. Qual é o preço pago pelo conhecimento?

Publicado em 27 de julho de 2004 por Olegario Schmitt

Reflexão (Autoretrato)
Clique aqui para ler um livro em PDF sobre autoretratos

Há alguns dias, enquanto andava na rua, percebi um grupo de pessoas rindo feito uns diabos. É incrível como a intelectualidade reflete-se na expressão das faces e, dessa forma, pude perceber claramente o nível cultural desse grupo. Fiquei abismado ao ouvir que eles riam-se das maiores bobagens, das maiores idiotices imagináveis, de coisas sem sentido.

Lembrei-me de imediato do conto de Voltaire, História de Um Brâmane, lido ainda na minha adolescência, onde ele, percebendo que as pessoas menos cultas pareciam ser mais felizes, questiona o valor do conhecimento e da cultura.

Continuar lendo »

“A culpa é do Sistema”, disse a funcionária pública à velhinha caquética da fila do INSS.

Publicado em 14 de junho de 2004 por Olegario Schmitt

O Sistema, que serve para regular a ação das massas, está contra os desajustados.

O Sistema, consumista por natureza, adquire o produto do desajuste, desde que travestido e adaptado a ele, e o assimila.

Uma vez assimilado pelo Sistema o produto do desajuste passa a ser Cultura.

A Arte Livre, aquela não-engajada ao Sistema, não obedece regras ou leis e, por isso, está voltada contra ele. “A arte livre está voltada contra ele”Do ponto de vista dele, a Arte Livre é Contra-Cultura. Contra-Cultura será então toda Arte que não pode ser assimilada por ele porque não ajustada e deverá ser aniquilada através da opressão.

Como sou artista, entendo que a Cultura inserta no Regime é a verdadeira Contra-Cultura e que, anulável, não tem nenhum valor.

Mas como tento, mesmo que inconscientemente, me travestir e me adaptar ao Sistema, isso faz de mim um hipócrita, não tendo eu também nenhum valor senão aos olhos do Sistema.

Continuar lendo »

Designed by