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Sincronicidade

Publicado em 11 de Maio de 2009 por Olegario Schmitt

Proibido dar Alimentos aos Animais, Entrar no Lago, Pescar

Duas citações decorrentes dos estudos de hoje. É interessante perceber como a “sincronicidade” discorrida por Jung em A Sincronicidade (1951) se manifesta.

[O homem contemporâneo] não consegue perceber que, apesar de toda a sua racionalização e toda a sua eficiência, continua possuído por ‘forças’ além do seu controle. Seus deuses e demônios absolutamente não desapareceram; têm apenas novos nomes. E conservam-no em contato íntimo com a inquietude, apreensões vagas, complicações psicológicas, uma insaciável necessidade de pílulas, álcool, fumo, alimento e, acima de tudo, com uma enorme coleção de neuroses.

JUNG, C.G. In O Homem e Seus Símbolos

A nossa economia enormemente produtiva… requer que nós façamos do consumo o nosso modo de vida, que nós convertamos a compra e o uso de mercadorias em rituais… que nós busquemos a nossa satisfação espiritual ou do nosso ego no consumo… nós precisamos de coisas consumidas, destruídas, gastas, substituídas e descartadas numa taxa continuamente crescente.

LEBLOW, Victor apud PEREIRA, Mauricio Broinizi In Revista PUCVIVA n# 20 – Imperialismo e Crise Socioambiental

Como seria o nosso mundo sem imagens fotográficas?

Publicado em 22 de outubro de 2007 por Olegario Schmitt

O mundo urbano contemporâneo sem a existência da fotografia é a tal ponto inimaginável, que soa mais sensato grafar “um mundo” em detrimento de “o mundo”: só é possível mensurar sem fotografia um mundo que não este.

Apesar de as más línguas afirmarem que “uma imagem vale por mil palavras”, se assim o fosse, não seria mais necessária a existência da grafia e, conseqüentemente, desse mesmo texto: tudo aquilo sobre o que é aqui discorrido seria representado através de imagens. Não é necessário muita imaginação para“uma imagem vale por mil palavras?” subentender que, dessa forma, não tardaria em existir novo alfabeto, de certa maneira similar ao egípcio, onde em vez de letras existiriam unicamente fotografias.

Se uma imagem não vale por mil palavras, o impacto causado por ela, no entanto, pode sim ser considerado no mínimo mil vezes mais profundo: diferente de ler a descrição da cena onde um menino cata lixo para sobreviver, é ver a sua imagem no ato.

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“A culpa é do Sistema”, disse a funcionária pública à velhinha caquética da fila do INSS.

Publicado em 14 de junho de 2004 por Olegario Schmitt

O Sistema, que serve para regular a ação das massas, está contra os desajustados.

O Sistema, consumista por natureza, adquire o produto do desajuste, desde que travestido e adaptado a ele, e o assimila.

Uma vez assimilado pelo Sistema o produto do desajuste passa a ser Cultura.

A Arte Livre, aquela não-engajada ao Sistema, não obedece regras ou leis e, por isso, está voltada contra ele. “A arte livre está voltada contra ele”Do ponto de vista dele, a Arte Livre é Contra-Cultura. Contra-Cultura será então toda Arte que não pode ser assimilada por ele porque não ajustada e deverá ser aniquilada através da opressão.

Como sou artista, entendo que a Cultura inserta no Regime é a verdadeira Contra-Cultura e que, anulável, não tem nenhum valor.

Mas como tento, mesmo que inconscientemente, me travestir e me adaptar ao Sistema, isso faz de mim um hipócrita, não tendo eu também nenhum valor senão aos olhos do Sistema.

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