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Antropomorfização dos animais de estimação

Publicado em 03 de novembro de 2008 por Olegario Schmitt

Primo Lucas

Por acaso existe acaso? Após ter escrito o artigo anterior (Animais de Estimação), eis que este livro vem parar em minhas mãos: Sobre o Olhar, de John Berger, com tradução de Lya Luft.

Segue um trecho do primeiro artigo, chamado “Por que olhar os animais?”:

No passado, famílias de todas as classes mantinham animais domésticos porque eles serviam a um objetivo útil — cães de guarda, cães de caça, gatos para matar ratos, e assim por diante. A prática de manter animais independente de sua utilidade, manter exatamente os animais de estimação (no século XVI, a palavra habitualmente se referia a um cordeiro criado na mamadeira) é uma inovação moderna e, na escada social em que atualmente existe, é única. É parte daquele afastamento universal porém pessoal para dentro da pequena unidade privada da família, decorada ou mobiliada com objetos do mundo exterior, que é um traço tão distintivo das sociedades de consumo.

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Trágicas histórias de quatro patas…

Publicado em 13 de outubro de 2008 por Olegario Schmitt

Furioso

Quando eu era criança morava num sítio e tinha um porquinho de estimação chamado Porquinho. Ele era bem roliço porque ganhava de mamar no bico, apesar “o porco sumiu”dos protesto de mamãe em “jogar leite fora com esse porco”. Ia roncando atrás de mim o tempo todo e quando eu coçava sua barriga ele dormia com a pancinha virada para cima. Até que um dia o tal do porco sumiu, misteriosamente. Apenas já muito grande é que fui entender que a gente havia comido ele.

Depois tive o Bequinho, um bezerro cuja mãe havíamos jantado no ano novo. Mas eu o ensinei a cabecear e a dar coices de forma que começou a ficar extremamente perigoso conforme crescia. “o bezerro me cabeceou”Certa feita, no meio do nada, Bequinho me cabeceou para dentro de uma vala funda de barro e minha mãe pegou implicância com ele. Na sua última façanha, encurralou dois negociantes no canto do galpão de papai e eles ficaram encantados. Criança ingênua, ainda mostrei todos os outros truques terríveis que ele sabia fazer. Foi vendido por um bom preço, apesar de meus protestos. Continuar lendo »

Quem dera os homens fossem mais parecidos com os cães…

Publicado em 25 de novembro de 2006 por Olegario Schmitt

Geralmente, basta que as pessoas ouçam seu nome para já ficarem com medo. Seu ladrido, então, é de arrepiar os mais destemidos que até esse ponto ainda não haviam pensado em correr.

Mas para quem o conhece, seu nome parece como aquelas coisas que a gente não sabe por que se chamam assim, como quadros-negros e seguros de vida… No entanto, isso só durará até que outro, que não ele, tente conseguir algum carinho do seu dono. Imediatamente seu nome vem à tona, em ataque de ciúme possessivo: Furioso! Ou simplesmente Fúria, para os íntimos.

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Há diferença entre melhor amigo e melhor inimigo do homem

Publicado em 14 de Março de 2005 por Olegario Schmitt

Cécil Braga e Chaves publicou em seu Blog, Meu Olhar…, artigo sobre os animais das raças Pit-Bull e Rottweiller, intitulado Justa Defesa, onde diz: “Fazendo-se justiça, porém, há que se considerar o histórico de vida desses pobres animais, de acordo com o informe policial diariamente sujeitos a maus tratos e ininterrupta selvageria. Se entre humanos racionais permite-se a ação em legítima defesa, por que estranhar animais agindo conforme seu mais puro e natural instinto de conservação da própria vida?”.

Muito sensato o seu ponto de vista ao defender esses animais que apenas tornam-se agressivos dependendo da criação/educação que receberam, mas acredito que depois de tantas crianças e adultos mortos de forma selvagem por esse tipo de cães, é necessário rever alguns conceitos.

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