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Onomatopéias, metáforas, hipérboles e catacreses…

Publicado em 21 de maio de 2010 por Olegario Schmitt

Imagem tosca, porque eu estava com preguiça

Hoje é Dia da Língua Nacional, essa mesma que a nova reforma ortográfica tentou destruir.

Então façamos todos um clap-clap para as onomatopéias e nos permitamos afundar no poço das metáforas enquanto derramamos rios hiperbólicos de lágrimas e, catacrésicos, fritamos o coco da cabeça pela morte do trema e do acento da ideia.

Retratos Portugueses escolhidos para exposição no Instituto Camões

Publicado em 17 de dezembro de 2008 por Olegario Schmitt

Retratos Portugueses - 50x75cm

16 imagens da série Retratos Portugueses foram selecionadas para a exposição coletiva Lá e Cá III, cujo tema esse ano é Identidades e, com curadoria de João Kulcsár, acontecerá no Instituto Camões – Embaixada de Portugal (Brasília/DF).

Essa coletiva, assim como nas demais edições, busca promover a integração Brasil/Portugal através da fotografia, contando com imagens produzidas por fotógrafos portugueses (lá) e brasileiros (cá).

Em datas a serem definidas, a exposição virá “cá” para São Paulo, depois irá para “lá”, digo, Lisboa e Porto, Portugal.

Links:
Retratos Portugueses
Instituto Camões

Deixai toda a esperança, vós que entrais no Brasil

Publicado em 22 de outubro de 2007 por Olegario Schmitt

Esra Ersen - 27ª Bienal de São Paulo

Não se iluda: no arco da nossa porta verde-amarela, nem Gonçalves Dias, nem Bilac, mas Dante, Canto III do Inferno: “Deixai toda a esperança, vós que entrais”.

O Brasil não tem jeito. A realidade é esta. Aceitemo-na tal qual ela é: dura, fria, amorfa como os corpos do mais novo acidente aéreo.

O que fazemos quando um político investigado por corrupção toma posse? NADA. O que fazemos quando acontece mais um acidente aéreo? Continuamos tomando vôos no mesmo aeroporto e, assim como o presidente, manifestamos comiserações de alcova.

Todos “Deixai toda a esperança, vós que entrais” – Dantesabem que nada acontecerá, porque nada acontece mesmo. E não acontece porque ninguém faz nada: nem você. Não acontece porque ninguém está nem aí: reclamamos e paramos em mão-dupla, devolvemos carteiras perdidas e jogamos lixo no chão. Tudo não passa de uma grande festa! Ôba! Ôba! Rouba! Rouba!

A grande maioria que estufa o peito e diz que o Brasil tem jeito está na verdade confundida: isto que chamam esperança não é nada mais do que ilusão. Portanto, abandonar toda a esperança já é um bom começo — o ceticismo niilista pode ser obscuro, desesperador e tristíssimo, mas certamente não é iludido.

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Nem eu nem você…

Publicado em 11 de setembro de 2007 por Olegario Schmitt

Instalação na XXVI Bienal de São Paulo

a gente não reage
porque nada de novo se vê
além da nova novela
— a vida é tão bela
                        na tela
                        da tv

a gente não está nem aí
mas tem orgulho de ser brasileiro
                        na copa
                        no 7 de setembro
                        no brazilian day de ny
depois não mais
                        nem você
                        nem eu

a gente não está nem aí
porque nada de novo se vê
                        na copa
                        no 21 de abril
                        no brazilian way

a gente reage depois ou nunca
mas tem orgulho de ser brasileiro
— a vida é tão bela
                        na tela
                        não se vê
                        nem eu
                        nem você

Tanta eficiência…

Publicado em 23 de março de 2007 por Olegario Schmitt

Hoje foram presas 606 pessoas no Estado de São Paulo, em megaoperação da Polícia Civil.

Na lista, ladrões de laptops de Guarulhos, assaltantes de Congonhas, larápios de cargas no Porto de Santos, traficantes, seqüestradores, etc. etc. etc.

Aqui no Brasil tanta eficiência jamais nos deixa satisfeitos, muito pelo contrário: ficamos todos de cabelos em pé ou pelo menos com a pulga atrás da orelha.

Considerando-se que essa operação levou 15 dias para ser planejada e efetivada, não se entende o que terá acontecido com os meses de janeiro e fevereiro, quando operações como essa não ocorreram.

O que terá feito as águas de março rolarem?

De uma coisa tenho certeza: se a polícia fizesse uma operação dessas por mês, não nos importaríamos nem um pouco que folgassem nos outros 15 dias restantes.

São as águas de março fechando o verão, trazendo suspeita no meu coração.

A história de uma infanta nada infantil

Publicado em 12 de março de 2007 por Olegario Schmitt

Crianças vítimas das minas - Francesco Zizola

gilda, Seus Olhos e Seu Sorriso


era uma nega fulô
à qual chamavam de gilda.
e para ela rir gostoso
os três meninos faziam-lhe cócegas:
um na sola dos pés,
o outro no sovaco,
e o outro na barriga.

depois um dedo no umbigo,
catar piolho na floresta miúda de pelos…
e aquele cheiro
de fruta suculenta e úmida
enchendo o ar
enchendo os sentidos
enchendo as cuecas…

em troca
eles lhe davam
as suas sementes.

e ela lhes devolvia
o seu olhar vazio
e o seu sorriso
sem dentes.



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Definição de República

Publicado em 10 de fevereiro de 2007 por Olegario Schmitt

República (Houaiss)
s.f. forma de governo em que o Estado se constitui de modo a atender o interesse geral dos cidadãos

República Brasileira (Sinal dos Tempos Blog)
s.f. prostituta bêbada e nua caída de costas com as pernas abertas

Filipe Segundo tinha um colar de oiro com pedras rubis…

Publicado em 18 de setembro de 2006 por Olegario Schmitt

Felipe II e o Brasil Império

Filipe Segundo
tinha um colar de oiro
tinha um colar de oiro
com pedras rubis.
Cingia a cintura
com cinto de coiro,
com fivela de oiro,
olho de perdiz

Comia num prato
de prata lavrada
girafa trufada,
rissóis de serpente.
O copo era um gomo
que em flor desabrocha,
de cristal de rocha
do mais transparente.

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