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boi

“atra­vés do abuso exas­pe­rante do mais barato meio de agi­ta­ção, a afe­ta­ção moral, bus­cam inci­tar o gado de chi­fres que há no povo” — Nietzsche In: Genealogia da Moral

Publicado em 05 de Janeiro de 2007 por Olegario Schmitt

O Povo Segundo Nietzsche

Havendo no mundo basicamente dois tipos de pessoas, a saber, aquelas que têm as idéias e aquelas que as executam, assim se estabelece o mundo, mandando quem pode, obedecendo quem tem juízo.

Aos primeiros é necessária a presença de algum mérito intelecto-cultural, por menor que seja, enquanto que aos segundos basta apenas que possuam força física. Nestes últimos, a burrice e a ignorância são até mesmo recomendáveis, de forma que quaisquer intelectualidade ou cultura por sorte presentes neste trabalhador braçal de existência tosca e rude serão menosprezadas, verdadeiros motivos de desabono pessoal.

No convívio social rural, por exemplo, será tida como a mais louvável a personalidade trabalhadora, capaz de enfrentar “muito bom sujeito, tra­ba­lha­dor”de maneira incansável longas jornadas de trabalho sob sol e chuva. Freqüentemente se ouve, entre conversas, expressões como “muito bom sujeito, trabalhador”, “uma grande pessoa, trabalhava de sol a sol”. Também se percebe que, a este tipo de pessoas, se faz vistas grossas para toda e qualquer falha de caráter que por ventura possa existir, desde que trabalhe como um boi de carga.

Ora, como os bois também possuem grande capacidade de trabalho, se poderia até concluir que os trabalhadores braçais são tão valoráveis quanto um bovino, não fosse a diferença essencial de que não se tolera um boi sem caráter: ao menor sinal de impertinência ou geniosidade, este será submetido ao açoite e, caso insistir com birra em tal comportamento, lhe será reservado unicamente o direito de virar churrasco.

Dessa forma, me permito concluir que a única diferença entre um ser humano de maneiras rudes e personalidade pouco louvável, porém trabalhador, e um boi é que, no primeiro, as falhas de caráter são facilmente perdoadas.

A língua boa dos bois é a língua morta

Publicado em 11 de outubro de 2006 por Olegario Schmitt


Scire tuum nihil est, nisi te scire hoc sciat alter
Teu saber nada é se os outros não souberem que tu sabes


Sola lingua bona est lingua mortua
A única língua boa é a língua morta


Sona si latine loqueris
Buzine se você falar Latim


O curas hominum! O quantum est in rebus inane!
Ah, a preocupação humana! Ah, quanta futilidade no mundo! (Lucilius)

Até mesmo o boi…

Publicado em 22 de julho de 2006 por Olegario Schmitt

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