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Religião, Direito, Arte e Livre Expressão podem conviver harmoniosamente?

Publicado em 11 de fevereiro de 2011 por Olegario Schmitt

Oblatvs, Castelo de Vide – Portugal
Série MundoVastoMundo

Abordar um assunto essencialmente religioso sob uma ótica laica pode ser pretensioso, mas mesmo assim possível, com algum esforço. Basta, na verdade, separar o joio do trigo e não analisar o assunto sob um ponto de vista que facilmente poderá resvalar no fanatismo.

Afinal, não se trata aqui, em primeira instância, de uma questão de religiosidade, daquilo em que cada um crê ou deixa de crer, mas sim de respeito, ou melhor, de respeito ao direito natural questão de respeitoalheio de ter suas crenças — não importando, obviamente, em qual religião, credo ou filosofia —, assim como, igualmente, o respeito ao direito de cada indivíduo de não ter nenhuma delas. Isso é inalienável, princípio básico de civilidade e humanidade e, por isso, uma questão moral. Continuar lendo »

Sabe D’us do que…

Publicado em 07 de setembro de 2010 por Olegario Schmitt

Gaudenzio Marconi (1841-1885), Le tireur d'épine ("O Espinário"), c. 1870

A arte contemporânea na maioria das vezes, como diria Millôr, é “um não sei quê pra não sei como” e isso me deixa simplesmente nauseado.

Mas, afinal, é disso mesmo que se trata a arte contemporânea, não é? De provocar uma reação no espectador?

Portanto, como espectador, me sinto no direito de ter a reação que eu achar adequada, como naquela vez em que fui ver uma obra do Nuno Ramos onde tinha de tirar os sapatos e ficar caminhando em cima dela só de meias. Fiquei pensando “eis aí o meu chulé. o meu chulé é o que eu penso da sua obra. toma, toma chulé na sua obra de merda, toma”.

Confesso que impregnar a obra de Nuno Ramos com meu chulé foi uma sensação libertadora. E a arte existe pra isso mesmo, né? Pra libertar… nem que seja o chulé.

Uma série fotográfica abusada?

Publicado em 18 de julho de 2009 por Olegario Schmitt

O Google Trends explica…?

Publicado em 03 de agosto de 2006 por Olegario Schmitt

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O Google Labs disponibilizou novo serviço, chamado Google Trends, onde você digita uma palavra e ele mostra quais lugares do mundo mais a pesquisaram.

Comecei ingenuamente minha busca pela palavra “arte”, em português mesmo porque tinha certeza de que o Brasil estaria em primeiro lugar, mas não demorou muito para que eu caísse na real. Então digitei “sexo” e o mundo inteiro se desvendou frente aos meus olhos. Eis os resultados:

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Pequeno perfil

Publicado em 30 de março de 2005 por Olegario Schmitt

Auto-Retrato – van Gogh
(1853 – 1890)

Rebelde, inclinado à solidão, até mesmo insociável, van Gogh é um desajustado no seu lar, em sua terra e em sua sociedade.

Desde jovem, tem dificuldade em se adequar aos padrões e passa por diversos trabalhos, até que descobre sua verdadeira aptidão, a pintura. É ajudado por seu irmão mais novo Theodore, a quem chama carinhosamente de Theo. Foi seu amparo afetivo, emocional e econômico.

Em 1876, vive suas primeiras crises nervosas e tem na religião um refúgio. Resolve ser pastor. Mas nem assim ele se aquieta. Pregava pouco e se preocupava demais com os doentes e crianças.

Quando resolve pintar, Theo o ajuda, pois neste período é um dos dirigentes da Galeria Goupil. Theo está em Paris, o centro artístico. Com o dinheiro que ele manda, van Gogh estuda anatomia e perspectiva. Resolve pintar a sua terra e os homens simples. Não deseja fazer uma pintura clássica, pintar “gente que não trabalha”. E diz:

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“A culpa é do Sistema”, disse a funcionária pública à velhinha caquética da fila do INSS.

Publicado em 14 de junho de 2004 por Olegario Schmitt

O Sistema, que serve para regular a ação das massas, está contra os desajustados.

O Sistema, consumista por natureza, adquire o produto do desajuste, desde que travestido e adaptado a ele, e o assimila.

Uma vez assimilado pelo Sistema o produto do desajuste passa a ser Cultura.

A Arte Livre, aquela não-engajada ao Sistema, não obedece regras ou leis e, por isso, está voltada contra ele. “A arte livre está voltada contra ele”Do ponto de vista dele, a Arte Livre é Contra-Cultura. Contra-Cultura será então toda Arte que não pode ser assimilada por ele porque não ajustada e deverá ser aniquilada através da opressão.

Como sou artista, entendo que a Cultura inserta no Regime é a verdadeira Contra-Cultura e que, anulável, não tem nenhum valor.

Mas como tento, mesmo que inconscientemente, me travestir e me adaptar ao Sistema, isso faz de mim um hipócrita, não tendo eu também nenhum valor senão aos olhos do Sistema.

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