Palavra-chave: amor

Resultados para a palavra-chave amor

amor

Para ti, “que me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a manhã da minha noite”…

Publicado em 03 de outubro de 2005 por Olegario Schmitt

Máscara da Alegria Eterna

Pedro, Lembrando Inês

Nuno Júdice


Em quem pensar, agora, senão em ti? Tu, que
me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a
manhã da minha noite. É verdade que te podia
dizer: «Como é mais fácil deixar que as coisas
não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos
apenas dentro de nós próprios?» Mas ensinaste-me
a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou,
até sermos um apenas no amor que nos une,
contra a solidão que nos divide. Mas é isto o amor;
ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua
voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo
esse que mal corria quando por ele passámos,
subindo a margem em que descobri o sentido
de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo
que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor,
de chegar antes de ti para te ver chegar: com
a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água
fresca que eu bebo, com esta sede que não passa. Tu:
a primavera luminosa da minha expectativa,
a mais certa certeza de que gosto de ti, como
gostas de mim, até ao fim do mundo que me deste.


In: Pedro, Lembrando Inês, Ed. D. Quixote, 2001

“Desire is fulfilled in the delight of loving”

Publicado em 18 de junho de 2005 por Olegario Schmitt

Série Lightpainting

It’s not that I’m afraid of being hurt again:
Nothing again can either hurt or heal.
I have thought at moments that the ecstasy is real
Although those who experience it may have no reality.
For what happened is remembered like a dream
In which one is exalted by intensity of loving
In the spirit, a vibration of delight
Without desire, for desire is fulfilled
In the delight of loving. A state one does not know
When awake. But what, or whom I love,
Or what in me was loving, I do not know.
And if all that is meaningless, I want to be cured
Of a craving for something I cannot find
And of the shame of never finding it.


T. S. Eliot

In: The Cocktail Party (1950)

Talvez nenhum de nós tenha escrito esse destino…

Publicado em 12 de junho de 2005 por Olegario Schmitt

I love him and where he goes I’ll follow him

Publicado em 21 de Maio de 2005 por Olegario Schmitt

Série Lightpainting

I Will Follow Him – Little Peggy March

I love him, I love him, I love him
And where he goes I’ll follow, I’ll follow, I’ll follow

Continuar lendo »

Tags: ,

Alguns têm mais de uma, outros já não tem mais.

Publicado em 08 de Maio de 2005 por Olegario Schmitt

Minha mãe, Nelcinda

Alguns têm mais de uma,
outros já não tem mais.
Outros ainda, nunca as tiveram,
são filhos sem mães nem pais.

Algumas são mães honorárias,
e há até as voluntárias…
mas de verdade só se tem uma,
embora as mães sejam várias.

Há mães presentes de corpo,
mas ausentes de espírito
e mães presentes em espírito,
mesmo que ausentes de corpo.

Há mãe doce, mãe carrasca…
Já a minha, é mãe de chimarrão:
é inseparável de seu mate
e outra eu não quero não.

Então, sem mãe ninguém é:
Jesus também teve a sua
e a divide com todos nós,
mesmo com aqueles sem fé.

Há mãe amorosa e de carinho.
Há mãe agitada e mãe calma:
D’us é tão perfeito que fez
uma mãe para cada alma.

Tudo nasce a partir da ação

Publicado em 13 de Abril de 2005 por Olegario Schmitt

O amor é o fio
que faz girar
o corrupio da vida.

13/04/2005 – 12h40

Exemplo de humanidade

Publicado em 17 de Março de 2005 por Olegario Schmitt

Cristo sendo retirado da Cruz

Jesus, conforme profetizado por Isaías (Is 53:9) deveria ser sepultado “como rico … na sua morte”. Mas quem colocaria o seu corpo em “um sepulcro novo, no qual ninguém tinha sido ainda posto” (Jo 19:41), uma vez que a maioria dos apóstolos estava escondida com medo dos fariseus (Jo 20:19) e as mulheres que O seguiam fielmente não tinham recursos para fazê-lo?

Por ser o responsável, juntamente com Nicodemos, pela retirada do Corpo de Cristo da cruz e por seu sepultamento, José de Arimatéia é considerado por muitos o mais cristão dos judeus.

Esse artigo, no dia em que a Igreja Romana celebra sua existência (a Igreja Grega o faz em 31 de julho) não passa de pretexto para relembrar a linda história da sua vida e seu ato de extremo AMOR, que originaram mais tarde a lenda (?) do Santo Graal.

“Hermoso es!”

Publicado em 05 de Março de 2005 por Olegario Schmitt

O Leão da Montanha

D. H. Lawrence


Elevando-se através da neve de janeiro, dentro do Cânion do Lobo
Escuros crescem os abetos, azul é o bálsamo, sons de água ainda não congelada, e a trilha ainda está evidente.

Homens!
Dois homens!
Homens! O único animal do mundo a temer!

Eles hesitam.
Nós hesitamos.
Eles têm uma arma.
Nós não temos nenhuma.

Então todos avançamos, para encontrarmo-nos.

Dois mexicanos, forasteiros, emergindo da escuridão e da neve e das entranhas do Vale do Lobo.
O que eles estão fazendo aqui nesta trilha que desaparece lentamente?

O que ele estará carregando?
Algo amarelo.
Um cervo?

Qué tiene amigo? —
León —

Ele sorri tolamente, como se fosse pego fazendo algo errado.
E nós sorrimos, tolamente, como se não soubéssemos.
Ele está bastante dócil e ao mesmo tempo soturno.

É um leão da montanha,
Um gato longo, esguio, amarelo como uma leoa.
Morta.

Capturou-a esta manhã, ele diz, sorrindo abobalhado.

Levanta sua face,
Sua face redonda, resplandescente, brilhante como geada.
Sua cabeça redonda, bem desenhada, com duas orelhas mortas:
E listras no gelo brilhante da sua face, raios escuros delicadamente pontiagudos,
Raios escuros, afiados, delicados no gelo brilhante de sua face.
Lindos olhos mortos.

Hermoso es!

Continuar lendo »

Designed by