Palavra-chave: amor

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amor

Você não gosta de mim? Ainda bem. Obrigado.

Publicado em 23 de setembro de 2009 por Olegario Schmitt

Não há coisa que intimamente mais me cause prazer no mundo do que saber ou perceber-me odiado.

Isso se dá porque aqueles que me amam possuem em relação a mim certa proporção de similaridade: amam-me somente porque até certo ponto sou similiar a elas mesmas e é provável que pessoa alguma ame a alguém que não seja si própria.

De minha parte, amo-as pelos mesmos motivos: amá-las é unicamente amar o tanto de mim que vejo nelas, já que ao restante desprezo.

Igualmente, saber-me amado por determinadas pessoas me seria um castigo tão insuportável que gosto quando elas me odeiam pois assim tenho certeza de que não somos iguais em nada.

Existe quoi au-delà l’amour?

Publicado em 09 de junho de 2009 por Olegario Schmitt

Dans le Léman. Genève, 2009

Nous existons. Le reste, excessif, déline
l’essence imprégné par la forme du abîme,
car l’ombre des âmes qui aiment
est translucide: elle retient lumière
suffisante pour seulement nourir
le sentiment lui-même.

Dehors l’amour, l’unique sens
est l’absence du sens des choses.

E de expressar esse sentimento

Publicado em 02 de dezembro de 2008 por Olegario Schmitt

Olegario Schmitt - A Cor do Som de Uma Onda - Acrílica sobre vidro

Meu amor, amar é mais simples do que se poderia supor, sabias? Amar é mais fácil do que a gente imagina e há muitas maneiras, muitas intensidades de se sentir essa coisa.

Eu, por exemplo, quando digo “eu te amo” não quero com isso dizer que tu és o grande amor da minha vida, tampouco é uma promessa de que o que sinto será eterno.

Por isso, quando digo “eu te amo” não sintas medo e não entres em pânico de forma alguma, pois não imponho a esse “sem esperar nada em troca”sentimento qualquer tipo de responsabilidade recíproca. Não espero por esse sentimento qualquer tipo de resposta ou atitude, pois amar é sentir sem cobrar, sem querer nada em troca. Amar é simplesmente sentir.

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Portugal, fevereiro de 2008

Publicado em 27 de fevereiro de 2008 por Olegario Schmitt

Essa série não tem a intenção de definir o povo português — as definições definem apenas os definidores1 e qualquer percepção acerca de alguma coisa será apenas o ponto de vista daquele que observa, nada mais do que isso.

Já a experiência em si, no entanto, é fácil de definir. Vi como um danado. Amei as coisas sem sentimentalidade nenhuma. (…)Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras. Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento. Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais2.

Em resumo, é sincera homenagem de um falante da língua de Gonçalves Dias àqueles da língua de Camões.

1 QUINTANA, Mário. Caderno H. São Paulo: Editora Globo, 2006.
2 CAEIRO, Alberto. Poemas Inconjuntos. Lisboa: Instituto Camões.

“Vou mandando um beijinho pra filhinha e pra vovó”

Publicado em 05 de janeiro de 2007 por Olegario Schmitt

Que só se vê até a altura daquilo que se é, isso é sabido.

Dessa forma, quanto menor se for, mais fácil será ter a existência percebida por todos indistintamente, uma vez que até o mais nobre dos homens possui em si, mesmo que em forma latente, alguma porção de baixeza.

Sendo, porém, pouco recomendável ser reconhecido pelas pessoas de baixo caráter, é melhor que cada um, à sua maneira, se esforce para ser grande, bastando para isso que se exercite a arte do silêncio vocal, mental e espiritual.

Também será necessária boa dose de amor próprio, para que o estar consigo mesmo se constitua em atividade profundamente agradável, ou ao menos suportável, pois aquele que decide conviver apenas com homens de bom caráter e espírito louvável estará fadado a passar boa parte de sua vida sozinho.

Quem dera os homens fossem mais parecidos com os cães…

Publicado em 25 de novembro de 2006 por Olegario Schmitt

Geralmente, basta que as pessoas ouçam seu nome para já ficarem com medo. Seu ladrido, então, é de arrepiar os mais destemidos que até esse ponto ainda não haviam pensado em correr.

Mas para quem o conhece, seu nome parece como aquelas coisas que a gente não sabe por que se chamam assim, como quadros-negros e seguros de vida… No entanto, isso só durará até que outro, que não ele, tente conseguir algum carinho do seu dono. Imediatamente seu nome vem à tona, em ataque de ciúme possessivo: Furioso! Ou simplesmente Fúria, para os íntimos.

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Bendita sejas sempre…

Publicado em 12 de outubro de 2006 por Olegario Schmitt

Maria, Mediatrice di Tutte le Gracie

Ave Maria gratia plena
Dominus tecum
benedicta tu in mulieribus
et benedictus fructus
ventris tui Jesus.

Sancta Maria, Mater Dei,
ora pro nobis, peccatoribus,
nunc et in hora mortis nostræ.
Amen.


Ave Maria

Não é uma faixa etária, é um direito

Publicado em 12 de outubro de 2006 por Olegario Schmitt

Criança
melhor do que brincar
é poder encher
a pança.

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