O raso, o ras­teiro e os OVNIs

Argu­men­tos rasos, tra­ba­lhos rasteiros...

Reflexões

O raso, o ras­teiro e os OVNIs

Argu­men­tos rasos, tra­ba­lhos rasteiros...

Publicado em 05 de outubro de 2010 por Olegario Schmitt

Freqüen­te­mente são uti­li­za­das expres­sões como “esse tra­ba­lho é muito ras­teiro” ou “esse é um argu­mento raso”. Mas ras­teiro é perto do chão e chão já é quase pro­fundo. Do raso para o pro­fundo, igual­mente, basta um passo, a des­peito do grande risco de se cair num abismo.

Tal­vez fosse mais apro­pri­ado dizer “esse tra­ba­lho atin­giu as nuvens” ou “esse argu­mento é estra­tos­fé­rico”, da mesma forma que se fala de obje­tos voa­do­res não identificados.

Sim, por­que cer­tas obras e deter­mi­na­dos argu­men­tos pare­cem ter sido cri­a­dos por ver­da­dei­ros ali­e­ní­ge­nas, os quais falam uma“con­ver­sa­ção ali­e­ní­gena” lín­gua que ape­nas eles com­pre­en­dem. Some-se a isso os habi­tan­tes de outros pla­ne­tas, que não têm nada a ver com o pla­neta em ques­tão, mas unem-se aos pri­mei­ros seguindo a dinâ­mica out­si­der, não sig­ni­fi­cando que os segun­dos neces­sa­ri­a­mente com­pre­en­dam a lín­gua dos pri­mei­ros, mas sabem fin­gir muito bem.

Tal­vez se trate ape­nas disso: somos todos ali­e­ní­ge­nas. Celi­ba­tá­rios, cada um habi­tando seu pró­prio pla­neta, em órbi­tas con­cên­tri­cas mas não neces­sa­ri­a­mente em torno da mesma estrela ou crença. Já os outros, mais nume­ro­sos, são cor­pús­cu­los sem “órbi­tas e aste­rói­des“órbita nem forma defi­nida loca­li­za­dos no grande cin­tu­rão de aste­rói­des. Estes últi­mos, ape­nas de vez em quando e por ins­tan­tes efê­me­ros, bri­lham inten­sa­mente, mas como são errá­ti­cos e incons­tan­tes, logo desa­pa­re­cem natu­ral­mente (por vezes, tam­bém, atin­gem a super­fí­cie deste ou daquele pla­neta, cau­sando gran­des estrondos).

Enfim, isso tudo que foi dito serve ape­nas para com­pro­var a teo­ria exposta nos dois pri­mei­ros pará­gra­fos: trata-se de uma argu­men­ta­ção ali­e­ní­gena e estra­tos­fé­rica que, por ins­tan­tes, atin­giu seu bri­lho máximo, para logo em seguida gra­ci­o­sa­mente des­pen­car por si mesma no mais pro­fundo do abismo.

Nenhum comentário

Seja o primeiro a comentar!

Comente

Designed by