Gine­cor­re­volta

Ah, as mulheres...

Reflexões

Gine­cor­re­volta

Ah, as mulheres...

Publicado em 18 de julho de 2008 por Olegario Schmitt

Picasso — Mulhe­res Cor­rendo na Praia (1932)

Estive pen­sando e che­guei à con­clu­são de que pra­ti­ca­mente todos os abor­re­ci­men­tos, meus e das pes­soas que conheço, têm o mesmo ponto de ori­gem: uma mulher.

Não, não se trata da mesma mulher, tam­pouco isso é decla­ra­ção de amor às aves­sas, à la Viní­cius de Morais, que fique bem claro.

As cha­te­a­ções que tive no último ano e “mulhe­res agindo de maneira des­pre­zí­vel“meio tive­ram como ori­gem três mulhe­res dis­tin­tas, uma em cada semes­tre. Pra­ti­ca­mente todas as pes­soas que agi­ram de maneira des­pre­zí­vel comigo nos últi­mos cinco anos eram mulhe­res. Os homens que por ven­tura me abor­re­ce­ram eram, na sua imensa mai­o­ria, homos­se­xu­ais, por­tanto fico sem saber como classificá-los.

Sim, sei que pode estar soando bas­tante machista e pre­con­cei­tu­oso mas acre­dite, é a mais pura ver­dade. Con­ver­sei com diver­sas pes­soas de ambos os sexos sobre esse assunto, na espe­rança de que alguém con­se­guisse me tra­zer argu­mento — um único que fosse — des­mon­tando minha teo­ria, mas todos con­cor­da­ram de que uma mulher sem­pre estava por trás de seus abor­re­ci­men­tos. Eu gos­ta­ria de não estar certo, tal­vez até mesmo não esteja, mas não con­sigo encon­trar nada negando meu pensamento.

O que afi­nal estará “o que lhes falta?“acon­te­cendo com as mulhe­res? O que lhes falta? Por que essa san­dice descontrolada?

Terá sido assim desde sem­pre? A ori­gem esta­ria em Eva?

Será que depois de tan­tos milê­nios de repres­são as mulhe­res agora não sabem o que fazer com essa (rela­tiva) liber­dade recém con­quis­tada e por isso resol­ve­ram jogar seus filhos atra­vés das janelas?

Todo aquele dou­rado “dou­rado“nas vitri­nes será para dis­far­çar algum tipo de escu­ri­dão interiorizada?

Não sei... não con­sigo res­pon­der a nada disso, mas che­guei à con­clu­são de que as mulhe­res não estão ten­tando con­tro­lar o mundo — e, cá entre nós, jamais con­se­gui­riam mesmo dessa maneira. Estão, isto sim, ten­tando nos enlou­que­cer. E estão conseguindo.

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