De Hobbes a Nietzsche, Passando por Quintana

Uma sopa improvável.

Reflexões

De Hobbes a Nietzsche, Passando por Quintana

Uma sopa improvável.

Publicado em 28 de junho de 2004 por Olegario Schmitt

Série Aranhas e Insetos

Freqüentemente os homens se relacionam com seus príncipes como fazem com seu deus, o príncipe tendo sido muitas vezes o representante do deus, seu sumo sacerdote, pelo menos¹. Mas para algo existir mesmo — um deus, um bicho, um universo, um anjo… — é preciso que alguém tenha consciência dele. Ou simplesmente que o tenha inventado².

A esse medo dos poderes invisíveis, inventados ou imaginados a partir de relatos, chama-se religião³, então não desças os degraus do sonho para não despertar os monstros. Não subas aos sótãos — onde os deuses, por trás das suas máscaras, ocultam o próprio enigma. Não desças, não subas, fica. O mistério está é na tua vida! É um sonho louco este nosso mundo², o homem é o lobo do homem³.

Portanto ouse conquistar a si mesmo¹, mas não olhe muito tempo pra dentro do abismo,“não olhe muito tempo pra den­tro do abismo” que o abismo começa a olhar dentro de você¹. Vivemos uma gerra de todos contra todos³ e o pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso². Os homens não vivem em cooperação natural, como fazem as abelhas ou as formigas. O acordo entre elas é natural; entre os homens é artificial. Os indivíduos só entram em sociedade quando a preservação da vida está ameaçada³.

Tudo, portanto, que advém de um tempo de Guerra, onde cada homem é Inimigo de outro homem, igualmente advém do tempo em que os homens vivem sem outra segurança além do que sua própria força e sua própria astúcia conseguem provê-los. (…) e o que é o pior de tudo, medo contínuo e perigo de morte violenta; e a vida do homem, solitária, pobre, sórdida, brutal e curta³: com o tempo, não vamos ficando sozinhos apenas pelos que se foram: vamos ficando sozinhos uns dos outros².

E se viermos um dia a descobrir que esses discos voadores estavam apenas estudando a vidas dos insetos…² não teríamos motivo para ficar surpreendidos…

¹ Frederich Nietzsche
² Mario Quintana
³ Thomas Hobbes

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