Cas­cata de Min­gau de Pão

As três regras de ouro para atin­gir o sucesso, influ­en­ciar pes­soas, fazer ami­gos, ficar podre de rico e muito mais

Reflexões

Cas­cata de Min­gau de Pão

As três regras de ouro para atin­gir o sucesso, influ­en­ciar pes­soas, fazer ami­gos, ficar podre de rico e muito mais

Publicado em 13 de julho de 2006 por Olegario Schmitt

Se algum dia eu come­tesse o sacri­lé­gio lite­rá­rio de escre­ver um livro de auto-ajuda, cer­ta­mente esse seria o nome: Cas­cata de Min­gau de Pão (da vida), As Três Regras Para Atin­gir o Sucesso, o qual con­sis­ti­ria, basi­ca­mente, no des­crito a seguir:

1ª. Regra do Pão Que Cresce

Essa regra mos­tra que é impos­sí­vel ven­cer na vida sem saber fazer pão. Como se sabe, não basta mis­tu­rar os ingre­di­en­tes“O impor­tante é sovar” e sovar, sovar, sovar a massa até não agüen­tar mais, para então sovar mais um pouco: depois do pro­cesso árduo da cons­tru­ção pani­fí­cia é neces­sá­rio espe­rar que a massa cresça para depois, e só depois, colo­car o pão para assar.

Numa frase tudo, para fazer pão não basta pos­suir os ingre­di­en­tes cor­re­tos: é pre­ciso fer­mento e espe­rar que a massa cresça. Em outras pala­vras, dose medida de cri­a­ti­vi­dade (fer­mento) e um tanto de paciência.

2ª. Regra do Mingau

Expe­ri­mente tomar um min­gau bem quente, mas bem quente mesmo, que você enten­derá do que estou falando pois, como preza o ditado popu­lar, o min­gau deve ser comido pelas bei­ra­das. Nota-se atra­vés dessa regra, a qual tam­bém chamo de Como Atin­gir o Sucesso Tomando Min­gau, que a vida exige cons­tan­te­mente boa dose de astú­cia até mesmo “Comece pelas bei­ra­das“nas ati­vi­da­des mais corriqueiras.

Se você esque­cer de comer o min­gau quente pelas bei­ra­das, ou ten­tar dar uma de esperto uti­li­zando nesse ponto a pri­meira regra no lugar da segunda, não se pre­o­cupe: levará pouco tempo até que você aprenda a fazer certo, por­que ou você queima a boca, ou come min­gau frio.

3ª. Regra da Cascata

Para a exis­tên­cia da cas­cata é impres­cin­dí­vel a rela­ção inter­de­pen­dente entre água (extre­ma­mente mole) e pedra (extre­ma­mente dura). “Água mode e pedra dura“Do ponto de vista filo­só­fico, é o mesmo que dizer que a Repre­sen­ta­ção (cas­cata) existe como resul­tado da rela­ção entre Objeto (água rolando) e Sujeito (pedra dura), donde, ainda filo­so­fi­ca­mente, se con­clui que “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.

Outra lição que se aprende matando a sede, é que a união faz a força. Uma molé­cula de água sozi­nha não é nada, mas junte “n” molé­cu­las de água... você enten­derá do que estou falando ou ao menos “Tudo está nas molé­cu­las“tomará um belo banho.

Para que se alcance qual­quer obje­tivo na vida, por­tanto, basta ape­nas que se siga essas três regras bási­cas: sem paci­ên­cia, astú­cia e per­sis­tên­cia, você não che­gará a lugar algum, tam­pouco comerá pão, sor­verá um bom min­gau na tem­pe­ra­tura cor­reta e cor­rerá sem­pre o risco de ficar fedido.

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