Aos Mal­di­tos

Um recado aos buro­cra­tas da pós-modernidade.

Reflexões

Aos Mal­di­tos

Um recado aos buro­cra­tas da pós-modernidade.

Publicado em 30 de maio de 2004 por Olegario Schmitt

Buro­cra­tas esqui­zo­frê­ni­cos cheios de para­fer­ná­lias esté­ti­cas pós-modernas, mais retró­gra­dos do que pás de moi­nho girando aos ven­tos solares.

Qui­xote salve suas almas, San­cho pro­teja da alu­ci­na­ção cole­tiva, esses filis­teus ali­e­na­dos na des­crença da rea­li­dade meta­fí­sica e da inal­can­çá­vel liber­ta­ção do sis­tema tec­no­crá­tico que é o estar vivo.

Ceti­cismo con­tem­po­râ­neo como girân­du­las, girassóis-gestalto pra­ti­cando a mas­tur­ba­ção polí­tica, o cinismo retó­rico e a mono­cro­mia hipó­crita do con­trole ilusionário.

Pisando sonhos e poe­sia como for­mi­gas atô­ni­tas no meio do cami­nho des­tru­tivo da engre­na­gem, assis­tindo sua pró­pria ani­qui­la­ção enquanto dan­çam em torno de foguei­ras pré-históricas, roendo o osso de mamute da liber­ta­ção criativa.

Morte aos filis­teus e à morte do sonho! Que a buro­cra­cia entre na fila infi­nita para o outro gui­chê, para o outro gui­chê, para o outro gui­chê, sabendo final­mente estar no setor errado.

E aos tec­no­cra­tas das moder­ni­da­des, coroas de flo­res às estam­pas Hermès.

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