Soneto do Amor Total

Por­que um pouco de amor não faz mal a ninguém...

Literatura

Soneto do Amor Total

Por­que um pouco de amor não faz mal a ninguém...

Publicado em 24 de outubro de 2004 por Olegario Schmitt

Soneto do Amor Total

Viní­cius de Moraes


Amo-te tanto, meu amor... não cante,
O humano cora­ção com mais ver­dade...
Amo-te como amigo e como amante,
Numa sem­pre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor pres­tante,
E te amo além, pre­sente na sau­dade.
Amo-te, enfim, com grande liber­dade,
Den­tro da eter­ni­dade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, sim­ples­mente,
De um amor sem mis­té­rio e sem vir­tude,
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente,
Hei de mor­rer de amar mais do que pude.

Comentários

  1. made
    12 de junho de 2008

    que poema lindo....

    mara­vi­lhoso

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