Máximas mínimas

A arte de insultar

Literatura

Máximas mínimas

A arte de insultar

Publicado em 03 de agosto de 2008 por Olegario Schmitt

Suspeito de que nenhum néscio goste de si mesmo, pois nem mesmo um néscio seria capaz de tamanho mau gosto.

Algumas pessoas não me causam raiva, mas pena: acordar todo dia e dar de cara com elas mesmas em frente ao espelho é algo que ninguém merece.

Há pessoas que deveriam ser incapacitadas de procriar. É assustador pensar que possam vir a existir outros iguais a elas, ainda mais quando se percebe que são justamente estas as que procriam indiscriminadamente.

O som da língua inglesa falada pelos americanos se assemelha ao de um cão engasgado. A diferença é que, no caso dos cães, se quer exprimir alguma coisa.

Algumas doces senhoras, de tantas cirurgias, acabam por ter as faces plastificadas. Afinal, é esse mesmo o objetivo, não é? Cirurgia… plástica?

As máximas costumam ocupar espaço mínimo. Ao contrário de “Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico”, uma palavra imensa, ridícula e sem nenhuma serventia que costuma me deixar acometido de hipopotomonstrosesquipedaliofobia.

Nunca li “A Arte de Insultar” de Schopenhauer mas, como se nota, este livro não parece ter me feito falta nenhuma.

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