Categoria: Especiais
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Lá e Cá III

Retratos Portugueses - 50x75cm
16 imagens da série Retratos Portugueses foram selecionadas para a exposição coletiva Lá e Cá III, cujo tema esse ano é Identidades e, com curadoria de João Kulcsár, acontecerá no Instituto Camões - Embaixada de Portugal (Brasília/DF).
Essa coletiva, assim como nas demais edições, busca promover a integração Brasil/Portugal através da fotografia, contando com imagens produzidas por fotógrafos portugueses (lá) e brasileiros (cá).
Em datas a serem definidas, a exposição virá "cá" para São Paulo, depois irá para "lá", digo, Lisboa e Porto, Portugal.
Acrósticos
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Beijo doce Alma clara Lambo os lábios Amo a bala! Olegario Schmitt |
Pus meu sonho Inacessível Preso a um fio. Alto voava... Olegario Schmitt |
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Peculiarities
Special to the "New York Times"

Still "frozen-whitened", a field at the sunrise
in Boca do Monte, district of Santa Maria City
Gaucho towns have these peculiarities, this modus vivendi out of the national pattern, if one does exist. These characteristics are more visible at winter times, when fields rise, in local expression, "frozen-whitened".
Winter temperatures varying between 23 and 59 °F, make essential the presence of a wood stove, working like some kind of fireplace, with the advantage that you can cook over it, merging together usefull cooking with very pleasant warming.
Long time ago, mom tells me, used to snow regularly around here and, she also says, we used to have four well defined seasons a year.
Although actually, making cold in summer and heat in winter, still snows on the mountains sometimes and the Minuano Wind resists bravelly. Cruel, it passes through gaucho clothes as a real knife made only of cold, dropping down the thermal sensation to some degrees less than thermometers show.
That's why, at coldest times of the year, we adopt lizard habits. This actitude, called by us of to lizard, have its name inspirated in the lizards, these cold blooded animals that use to stare at the sun to get warm. Here around it's an habit, almost an obligation, to say to someone who's staring at the sun: "Lizarding, huh!?".
Here in Santa Maria, a town with aproximatelly 300,000 habitants placed right in the middle of Rio Grande do Sul State, Brazil, between the end of the mountain range at north and the start of Pampa at south, it couldn't be any different. Walking down the Calçadão (town center) in any wintery morning, we can see this large group of lizarders, some of them professionals, stretched out at the sun.
This group, formed at most by retired pensioners, isn't of exclusive use by this category, because around here anyone can find some time to lizard too. Side by side with experienced lizarders, there's also young apprentices, ordinary and high society persons, gauchos caractherized or not. In a democratic way, they talk about our political and social lives from town itself to all over country, read the newspapers, drink mate (a traditional tea, pronounced maa-tea), or do absolutelly nothing at all.





Peculiaridades
Especial para o "New York Times"

Ainda branco de geada, campo ao sol nascente
em Boca do Monte, distrito de Santa Maria/RS
As cidades gaúchas têm essas peculiaridades, esse modus vivendi fora do padrão nacional, se é que existe algum. Tais características são mais visíveis durante o período do inverno, quando os campos amanhecem, expressão local, "brancos de geada".
As temperaturas invernais, que variam entre -5 e 15 °C, tornam imprescindível a presença do fogão a lenha, funcionando como uma espécie de lareira, com a vantagem de que se pode cozinhar em cima, unindo o útil ao muito agradável.
Há muito tempo atrás, minha mãe conta, custumava nevar regularmente e, diz ela, também tínhamos quatro estações no ano, bem definidas.
Embora atualmente, fazendo inverno em pleno verão e vice-versa, ainda neve na Serra, o que subsiste bravamente em boa parte do estado é o Vento Minuano. Cruel, atravessa as vestes do gaúcho como verdadeira faca feita unicamente de frio, fazendo com que a sensação térmica diminua em alguns graus a temperatura dos termômetros.
Por isso, nas épocas mais frias do ano instituiu-se o hábito de lagartear, ou seja, o hábito de imitar o lagarto, animal de sangue frio que costuma ficar ao sol para aquecer-se. Aqui nessas bandas é comum, quase obrigatório, dizer-se a alguém que esteja aquentando-se ao sol: "Lagarteando, hein!?".
Em Santa Maria, cidade de aproximadamente 300.000 habitantes situada bem no centro do Rio Grande do Sul, com o final da Serra ao norte e o início do Pampa ao sul, não poderia ser diferente. Passeando no Calçadão (centro da cidade) em qualquer manhã de sol do inverno, podemos encontrar vasto grupo de lagarteadores, alguns deles profissionais, estatelados ao sol.
Tal grupo, formado principalmente por aposentados, não é exclusivo dessa categoria, pois qualquer pessoa encontra tempo para lagartear um pouco também. Lado a lado com os lagarteadores mais experientes, há também jovens aprendizes, pessoas comuns e da alta sociedade, gaúchos a caráter ou não. De maneira democrática, conversam sobre a vida política e social da cidade e do país, lêem o jornal, tomam mate, ou simplesmente não fazem nada mesmo.





Penedo
O Segredo da Montanha Carrancuda

Penedo/RJ

Montanha Carrancuda de Penedo
Princípio da Serra da Mantiqueira, durante os dias em que lá estive a "Montanha Mal-Humorada", como a apelidei, freqüentemente se ocultava em pesadas nuvens e muita neblina.
Um dia antes de eu deixá-la, no entanto, se revelou seu mistério. Lentamente uma imensa e pesada nuvem começou a se desprender da montanha:




E foi então que seu mistério se desvelou para mim: o rosto carrancudo da Montanha deve ser nada mais do que o espírito de Uuskalio, ainda hoje guarnecendo o povoado que ajudou a fundar.
Mesmo com sua cara feia, que assustou-me a princípio, não deixou de manifestar sua alegria em receber visitantes, me fazendo um "tudo jóia?" com sua mão direita, conforme muito bem mostra a foto, que não me deixa mentir.
Mas, apesar das provas fotográficas contundentes, ainda tem gente que jura que é apenas a minha imaginação...
Mafalda

Ela é uma menininha, mas já tem 40 anos (completados no último 29/09).
Criação de Joaquín Lavado, o Quino, é desprezada por seu próprio "pai" desde a mais tenra infância, sendo por ele relegada a segundo plano e considerada "morta" em 1973. Quino ainda não consegue entender o seu sucesso. Em entrevista ao jornal Clarín, declarou: "Se ela ainda é lida como antes, para que continuar desenhando-a? Uma vez me perguntaram se eu não gostaria de ressuscitá-la. Ressuscitar significa que algo está morto".
Apesar do desprezo de seu criador, a menininha continua tão viva quanto sempre na admiração de seus fãs: como não apaixonar-se por essa baixinha de cabeça redonda, revolucionária contestadora que odeia sopa e ao mesmo tempo é profunda questionadora do mundo, seus contrastes e injustiças?

















