Categoria: Atualidades
Tião - O Macaco-Criança
Olá, criançada! O meu nome é Macaco Tião e eu trabalho no circo. Eu gosto muito quando as crianças riem das minhas travessuras, porque eu adoro crianças. Eu mesmo ainda sou um macaco-criança e não tenho nem dois anos. Agora eu queria que vocês prestassem bastante atenção, porque eu vou contar a história de como vim parar nesse circo.
Antes de trabalhar aqui eu vivia na floresta com o papai, a mamãe, o meu maninho Pimpolho e o resto da macacada. Lá em casa era sempre uma grande festa com a bicharada toda se divertindo muito, pulando de galho em galho e fazendo o maior alvoroço. O que eu mais gostava de fazer era catar piolhos no meu mano, que o Pimpolho sempre foi muito piolhento. Ele deitava de barriga pra cima num galho e deixava eu ficar catando os bichinhos na sua pelagem macia. A mamãe sempre estava por perto, porque éramos muito pequeninos ainda para podermos ficar sozinhos. O papai, do topo das árvores com aquela sua cara seriíssima, cuidava de todos nós.
Até que um dia apareceu lá em casa um grupo de caçadores com espingardas, redes e cães furiosos. Assim que viu aquilo, a macacada toda deu no pé o mais rápido que pode, fazendo alarido floresta afora, até que não fossem mais ouvidos por entre as folhagens. Mas a mamãe não conseguia fugir tão rápido quanto eles, porque tinha que nos carregar consigo. Então ela nos colocou em seu peito e nos agarramos firmemente nos seus pelos, tomando o maior cuidado para não cair como costumávamos fazer. O papai estava muito furioso, agitando seus braços e grunhindo de um jeito ameaçador.
Os caçadores impiedosos acertaram mamãe com uma dose de tranqüilizantes, com papai eu não sei o que houve. A mamãe foi ficando com muito sono e por pouco não despencou com a gente daquela altura toda onde estávamos. Nós três fomos capturados com uma rede, depois injetaram tranqüilizantes em mim e no meu mano também.
Quando acordei, eu já estava aqui, trancado nessa jaulinha escondida nos fundos do circo. Tão logo consegui ficar de pé, apareceu um senhor de bigodes com um chicote na mão. O nome dele é Sr. Domador e ele é muito mau. Mandava-me fazer coisas que eu não tinha nem idéia que existiam, como andar de bicicleta e virar cambalhota estrelinha. E eu também não entendia por que macacão tem esse nome se nós, macacos, nem gostamos de usar roupas. Depois de muitas chicotadas, aprendi muitas coisas. Hoje eu sei andar de bicicleta e sempre faço piruetas quando o Sr. Domador me manda. Eu nunca ouso contrariá-lo, porque da última vez que fiz isso, ele me deu mais chicotadas do que o normal e me deixou dois dias inteirinhos sem ração. Ai, que saudade do leitinho morno e adocicado da mamãe...
Nunca mais vi o papai, a mamãe ou mesmo o meu mano Pimpolho e todos os dias eu rezo muito para que eles estejam bem. Quando eu rezo, peço também a Deus que um dia os circos não tenham mais bichinhos como eu ou como o urso Babão — ele é babão porque vive lembrando de como era bom comer mel direto nas colméias das árvores e então ele se baba todo. O Babão também sabe andar em duas pernas como uma pessoa e às vezes eu faço de conta que ele é a mamãe, mas não é a mesma coisa.
Eu queria muito que vocês fizessem as mamães e os papais de vocês entender que o nosso lugar — o meu, o do Babão e de todos os outros bichos — é lá no meio do mato e não num picadeiro de circo e muito menos numa jaula. Conte para eles que o Sr. Domador aproveita-se da gente para ganhar dinheiro, sem ligar nem um pouquinho para o que realmente precisamos.
E lembrem-se também que existem muitos circos que são bem legais. São circos onde só tem gente, diferentes desse onde trabalho, e nesses circos também existem muitos palhaços, contorcionistas e malabaristas bem melhores do que eu, que sou apenas um macaquinho.
Sabe, eu gosto muito de fazer piruetas para as crianças rirem porque, como eu já disse, eu mesmo também sou um macaco-criança. Mas da próxima vez que algum de vocês for me assistir no circo ou até na televisão, lembrem que mesmo eu gostando muito de fazer vocês rirem, só ando de bicicleta e faço piruetas no picadeiro porque senão o Sr. Domador me enche de chicotadas e me deixa sem comida. E expliquem pros seus pais, que o que eu mais queria mesmo no mundo era um dia poder voltar para a minha casa lá na floresta e, sob o olhar cuidadoso do papai, me aninhar mais uma vez nos pelos macios da mamãe e ficar catando os piolhos do meu maninho Pimpolho.
Sonho
Um dia meu conto haverá de se tornar mera ficção

Vitória!
Após mais de cinco anos de briga, o destino da chimpanzé Dolores, de 8 anos, foi decidido. No dia 19 de janeiro, a justiça concedeu ganho de causa à ONG Aliança Internacional do Animal (Aila), que entregou Dolores à organização internacional The Great Ape Project (GAP - Projeto de Proteção dos Grandes Primatas).
Dolores se recupera em santuário na cidade de Sorocaba
Foto: AFPA briga pela guarda de Dolores se estende desde 1999. A chimpanzé pertencia originalmente ao Circo Di Napoli, onde sofria maus-tratos e vivia sob condições inadequadas, segundo a Aila.
O circo foi autuado pelo IBAMA e obrigado a entregar seus animais para instituições e zoológicos. Dolores foi recolhida pelo Beto Carrero World, onde passou por uma recuperação. Com a decisão da justiça, o animal foi levado do parque, que fica em Penha, Santa Catarina, para o Santuário dos Chimpanzés, em Sorocaba, São Paulo.
De acordo com Pedro Ynterian, biólogo responsável pelo GAP no Brasil, Dolores sofreu muito e ainda está em recuperação. "Ela chegou quase morta no Beto Carrero. Eles a recuperaram, mas ela ainda necessita de cuidados específicos. Estava depressiva e com bronquite crônica", diz Ynterian. A chimpanzé está de quarentena para receber todos os cuidados.
A porta-voz da ONG Aila, Ila Franco, comemorou a decisão de justiça: "Estamos muito contentes. O Brasil está ampliando a conscientização para a causa animal".
Fonte: Folha de São Paulo
haverá de se tornar um dia mera ficção
Uma Esmola, Pelo Amor de Deus

Nessa selvageria urbana em que vivemos, você já deu esmola?
Há poucos dias, impressionado pelo número de mendigos que encontrei na rua quando voltava para casa, fiquei me perguntando: é esmola mesmo que eles precisam?
Precisam de emprego e de uma vida digna!, diria a maioria demagógica, sem levar em conta que muitos deles não trocariam a mendicância por um emprego, um lar, uma família.
Você notou que nenhum deles usa sapatos? Já vi um de meias brancas, as solas perfeitamente limpas, mas onde estavam os sapatos? Já vi outro com o braço engessado e no outro dia vi-o novamente, só o gesso dessa vez estava no braço trocado. E o que pensar daqueles que ostentam seus filhos, na intenção de conseguir a condolência do transeunte?
O que mais eles precisam é de esmola ou valores morais? O desemprego, a miséria, a sub-vida, são motivos para que se corrompa a mínima moralidade e, além do respeito próprio, o respeito pela vida dos próprios filhos? Há alguma coisa no mundo que justifique o desrespeito pela vida de uma criança?
Afinal, qual postura devemos tomar quando estamos andando na rua e vem aquela mão pedinte invadindo o seu campo de visão, o seu caminho, a sua consciência?
Quando você ouve "uma esmola, pelo amor de Deus" você não se sente intimidado, como se, passando adiante incólume, você estivesse fazendo pouco caso do Amor de D'us? Quanto vale, para você, o Amor de D'us? E a vida do mendigo, quanto vale?
Se não houvessem esmolas, não haveriam mendigos. Eles estariam roubando, assaltando, morrendo, ou até mesmo trabalhando, quem sabe, mas pedindo esmolas certamente não estariam. Eles pedem esmola, portanto, sobretudo porque a esmola é dada, isso é um fato inegável por ser lógico.
Penso que dar uma esmola não passa de subterfúgio cruel para aliviar a própria culpa diante da situação. A verdadeira intenção por trás do gesto nunca é a de ajudar o mendigo, embora superficialmente até se pense assim. Dando-lhe uma esmola, você só contribuirá para que ele continue naquela condição de pedinte. Em vez de ajudá-lo a sair dali, você incentiva para que ele fique.
Afinal, não é mais fácil dar uma esmola e esquecer, pensando orgulhosamente que cumpriu com sua parte, em vez de levá-lo para sua casa, dar-lhe comida, banho, roupas limpas? Não é mais cômodo fazer isso em vez de envolver-se ativamente com instituições de caridade? Isso daria demasiado trabalho, não é? Melhor dar uma moeda e seguir o seu caminho, com sua consciência tranqüila, pensando que conquistou o Amor de D'us...
Portanto, da próxima vez em que alguém lhe pedir "uma esmola, pelo amor de Deus", medite sobre onde estará o Amor de D'us nessas horas. Medite se quem está precisando do Amor de D'us é o mendigo ou é você. Pense também se o Amor de D'us e a sua consciência tranqüila valem assim tão pouco que podem ser comprados com uma simples moeda... e tome uma atitude.
Normalidade

Parem o Mundo Que Eu Quero Descer (Auto-Retrato)
O mundo anda um não sei quê pra não sei como.
A coisa está assim já faz tempo: matam-nos aos poucos, um punhado de cada vez.
Depois das guerras — com seus milhões de mortos, a eliminação de mais de 6 milhões de judeus, milhares de japoneses e vietnamitas, além dos africanos que, desde sempre, morrem de fome todos os dias — a gente pensou que o inferno havia estabilizado dentro dessa "normalidade". Estávamos acostumados a pensar que o mundo era assim mesmo e qualquer eliminação em massa já era tão déjà vu que não causava mais frisson.
Então explodiram as Torres Gêmeas.
Ainda abalados pelo choque da tragédia, pensamos que agora sim já haviam mortes suficientes e poderíamos voltar a viver na "paz" de antes.
Mas logo invadiram o Iraque, centenas foram mortas num teatro da Rússia, explodiram um trem em Madri e, sim, ficamos chocados.
Quando degolaram Nick Burg, com imagens transmitidas pela TV, nos questionamos profundamente sobre o valor da vida humana. Mas como as degolas continuam até hoje, agora só se diz "degolaram mais um" — não é mais novidade.
Diariamente no Iraque são mortas tantas pessoas quanto nesse atentado da Espanha, mas parece que quando os mortos são sempre os mesmos, isso só serve para estatística e tudo fica dentro dessa maldita "normalidade". A realidade é que já estamos tão acostumados com iraquianos sendo mortos que quando vemos no noticiário que morreram mais 50 num atentado, isso nos choca muito menos do que se dissessem que morreram 50 num atentado em Madri. É como se os iraquianos pudessem ser livremente mortos, que nem ligamos, mas os americanos e os espanhóis não.
Eu fico me perguntando: nosso futuro é assim, habituado a tantas mortes? Até que ponto esse nosso conceito coletivo de "normalidade" pode ser esticado?
E por que é, afinal, que os "donos" do Mundo não apertam aquele maldito botão e acabam com todos nós de uma vez? Será que eles são assim tão sádicos que preferem ir matando-nos aos poucos?
Todos eliminados, acabariam-se os problemas do mundo! Num único golpe racistas e negros, puritanos e homossexuais, nazistas e judeus, católicos e muçulmanos — sobretudo os culpados pelo crime de serem direfentes da maioria.
Será mesmo preciso que sejamos mortos assim, pouco a pouco, um punhado de cada vez, dentro dessa maldita "normalidade"?
Independência é Morte!

Monumento do Ipiranga
Nos maiores jornais e portais de Internet do país, eram estas as reportagens de capa:
"Quer namorar no FERIADO?" (Terra)
"Eleições nos EUA / Financial Times" (UOL)
"Lula usa o crescimento para incitar o patriotismo" (Folha de São Paulo)
"Enfim noivos (foto de capa: Ronaldo e Cicarelli) / Produção de carros bate recordes e cria 6.800 empregos" (Diário de São Paulo)
"Corte de candidatos com ficha criminal divide ministros do TSE" (O Globo)
"7 de setembro tórrido" (Zero Hora)
"Produtividade da indústria cresce 7,2% no 1º semestre" (O Estado de S. Paulo)
Pouca ou nenhuma alusão a essa data tão especial pelos meios de comunicação em massa faz-nos perceber que talvez não haja motivos para comemorar: atualmente a Independência do Brasil não passa de um monumento cheio de cocôs de pombos, e nenhuma imagem poderia ser mais exata para representar a realidade da nossa dependência dos EUA e do FMI.
Às margens do Ipiranga: esgoto a céu aberto |
Que o diga Cuba.
Há mais de século nossos Dom Pedros extintos, "às margens do Ipiranga" adquiriu um tom mais sinistro, significando, literalmente, "às margens do esgoto correndo a céu aberto" e parece que do refrão do nosso Hino à Independência, ficou apenas o "Brasil servil".
Já os grifos e leões "guarnecendo" nosso monumento comemorativo à independência, em detrimento a boitatás com olhos de fogo ou curupiras montados em porcos-do-mato, dão-nos idéia bastante realística do que nossa independência significa: nada mais do que ilusão.
Monumento do Ipiranga: grifos e leões |
Sem dar-se conta, o artista/arquiteto de tal monumento, ao utilizar tais figuras, refletiu ali, além do seu próprio, o inconsciente de toda uma nação, expondo a todos nossa dependência internacional até mesmo no que tange às figuras mitológicas.
Oompa Loompa Doompadee Doo

Oompa Loompas - A Fantástica Fábrica de Chocolates
Leslie Bricusse & Anthony Newley
|
Oompa Loompa doompadee doo What do you get from a glut of TV? You'll get no Oompa Loompa Doompadee Dah |
Umpa Lumpa dumpadi du O que você ganha entupindo-se de TV? Você não terá Umpa Lumpa Dumpadi Dá |
Paranóia Completa - Complete Paranoid

silêncio & completa solidão para estar em contato com minhas entranhas.
mas vizinhos. vizinhos azucrinam o tempo todo.
às vezes sinto vontade de aniquilar meus vizinhos.
todos eles. agora mesmo fazendo barulho
nos corredores. portas batendo, campainhas tocando,
trololós sobre a vida alheia. morte aos vizinhos!
podadores da completa liberdade do ser humano!devemos todos adaptar-nos à vontade alheia?
mas qual vontade dentre todas deverá predominar?
devo obedecer à síndica funcionários seguindo
os passos do gerente? devemos todos ser iguais ao presidente?
e quem será o presidente do meu instante, da minha pátria,
do meu mundo e da vida do meu filho que explode?por isso agora serão 22h em nova iorque e talvez melanie
esteja lá sentindo o pânico de viver sem broadway
que sustente a insustentável leveza do ser.
talvez ela só quisesse poder feijão-com-arroz novamente.
apenas a tranqüilidade de ser brasileiro sem prédio
da onu matando amigo maneira trágica da democracia existir.colhendo o que plantou como pode Aquele Homem dormir
tendo a insônia de uma mãe, de um filho, de milhares de pessoas
anônimas a ele, anônimas à sua consciência tranqüila?como pode That Hittler Upgrade, aquele Verme
com Olhos de Águia dormir em paz depois
que os frutos florescem, que as frutas apodrecem
e vertem em lágrimas nos peitos rasgados medidos
em estatísticas? a dor de uma mãe é mais uma estatística
no seu travesseiro e Aquele Homem dorme tranqüilo.
como ele consegue?mas vizinhos. vizinhos azucrinam o tempo todo.
às vezes tenho vontade de aniquilar os vizinhos.
todos eles. agora mesmo invadindo bagdá ou
a minha privacidade. agora mesmo invadindo
o meu direito egocêntrico ao monopólio do instante.pois anônimo a bagdá eu durmo agora. sem presidentes
ou vizinhos meu sonho segue, sem barreiras.
ao menos há uma maneira de ser completamente livre.
silence & complete loneliness
to be in touch with my own entrails.
but neighbours. neighbours annoy all the time.
sometimes I want to annihilate my neighbours. all of them.
right now making noise in the corridors. doors knocking, bells ringing,
foolish talking about another's life. death to all neighbours,
trimmers of the complete human being's freedom!
right now will be 10 pm in new york and maybe melanie
is living the panic of being there without broadway
sustaining the unbearable lightness of being.
maybe all she wants is just rice-and-beans again,
just the tranquility of being brazilian without uno buildings
killing friends, tragic ways of the democracy to exist.
why everyone should try to adapt to another's wishes?
is it written somewhere in people's minds
whose wishing of all should prevail over our own?
should we obey the syndics employees following managers?
should we all follow our national presidents?
but who's the president of my instant, who's the president
of my whole world and of my exploding son's life?
having what was planted, how can That Man sleep in peace
with the insomnia of a mother, of a son, of thousand people
to him anonymous, anonymous to his tranquil conscience?
how can That Hitler Upgrade, that Eagle Eyes worm sleep
in peace when fruits burn and putrefying flowed in tears?
ripped bosoms can be measured in statistics?
a mother's pain is just one more statistic in his pillow
and That Man sleeps in peace. how can he do that?
but neighbours. neighbours annoy all the time.
sometimes I want to annihilate my neighbours. all of them.
right now invading baghdad or my own privacy.
right now invading my right to the monopoly of the instant.
miles away from baghdad, I also sleep now. no more barriers.
at least there is a way to be completely free.
Quinze Minutos

nesses últimos quinze minutos que se passaram,
mais uma bomba deve ter explodido em bagdá,
algum timorense deve ter sido caçado
no seu direito de viver livre em timor
e há menos iraquianos no mundohá menos mães iraquianas no mundo,
há menos crianças iraquianas no mundo,
há muito menos mundo no mundo.uma flor nasceu em algum lugar,
mas não sei onde porque não estava olhando,
e em saraievo nasceram também muitas flores,
mas eles não viram porque estão famintos.nesses quinze minutos centenas de meninas
estiveram se prostituindo ao redor do mundo
e milhares de crianças brasileiras
estiveram passando fome,
talvez mais de uma dezena delas haverá morrido
da fome ou da desidratação,
de craque ou de bandido.e nasceu mais uma flor na favela,
mas a essa altura ela certamente
já terá murchado e morrido de abandono.nesses quinze minutos
talvez um sonho tenha sido realizado,
uns outros milhões foram esquecidos.nesses quinze minutos
eu te escrevi esse poema
pois ainda resiste em mim
a certeza de que as flores valem a pena.
In: O Amor & Outras Coisas Que Coçam - Ed. e Ilustração do Autor, 2003





Às margens do Ipiranga: esgoto a céu aberto
Monumento do Ipiranga: grifos e leões