Nova Categoria: Impressões

Dando com a língua nos dentes (Auto-retrato)
Acabei de inaugurar uma nova categoria de artigos: Impressões.
Nessa sociedade hipócrita em que a gente vive, de forma tácita (óbvio, senão não seria hipócrita), só podemos expressar nossa opinião sobre determinadas pessoas se essa opinião for favorável.
Mas o que fazer se eu, por exemplo, acho Picasso insuportável? E Monet um bobão? E Monalisa uma chata? Aliás, podem ter certeza que estou me mordendo de vontade de colocar alguns nomes brasileiros na roda, mas o fato de eu ser linguarudo não faz de mim necessariamente um imbecil ou um suicida cultural.
O irritante disso tudo é que quando você diz essas coisas em público, fica todo mundo olhando como se você fosse algum tipo de ET. Não, todas as pessoas do mundo são obrigadas a gostar de Picasso. Se "n" críticos, intelectuais e historiadores da arte já babaram seus ovos, quem é você (ou eu, no caso) pra não gostar de Picasso?
Da mesma forma, você não fizer parte dos 99,9999999% de pessoas que amam Monalisa, então você não é nada mais do que um insensível, inculto e idiota. Pra você não gostar da Monalisa, você tem de ter 99.999.999.999.999 argumentos científicos, artísticos, estéticos e culturais desenvolvidos de maneira superior aos PhD's todos que já falaram (bem) dela.
E ai de você se encontrar um argumento melhor sem ter estudado um décimo do que eles estudaram. Portanto, você não pode não gostar dela. Você é OBRIGADO ou a amá-la perdidamente ou a ser simplesmente idiota.
Isso não quer dizer que eu não reconheça a importância histórica dessas obras/pessoas. Mas desde quando importância histórica=lindo para sempre?
Dá licença? Essa casa aqui é minha e pelo menos aqui, no MEU blog, acho que posso dizer o que bem entender sobre qualquer coisa que quiser. E que se dane o que as pessoas possam pensar sobre isso. Não há nenhum lugar no mundo onde a gente não precise ser polido?
O que será publicado aqui sob essa categoria não são críticas, até mesmo porque acho crítico uma raça frustada — a única diferença entre um crítico e eu (além da formação, é claro) é que eu não ganho dinheiro com isso. É isso mesmo: eu falo mal de graça, ok?
As vítimas As coisas dignas alvos de minhas impressões — as quais não têm culpa de eu ter nascido — vêm logo a seguir.
E quem tiver a cara de pau de me provocar nos comentários, prepare-se porque haverá resposta à altura!



