Aos Malditos

Burocratas esquizofrênicos cheios de parafernálias estéticas pós-modernas, mais retrógrados do que pás de moinho girando aos ventos solares.
Quixote salve suas almas, Sancho proteja da alucinação coletiva, esses filisteus alienados na descrença da realidade metafísica e da inalcançável libertação do sistema tecnocrático que é o estar vivo.
Ceticismo contemporâneo como girândulas, girassóis-gestalto praticando a masturbação política, o cinismo retórico e a monocromia hipócrita do controle ilusionário.
Pisando sonhos e poesia como formigas atônitas no meio do caminho destrutivo da engrenagem, assistindo sua própria aniquilação enquanto dançam em torno de fogueiras pré-históricas, roendo o osso de mamute da libertação criativa.
Morte aos filisteus e à morte do sonho! Que a burocracia entre na fila infinita para o outro guichê, para o outro guichê, para o outro guichê, sabendo finalmente estar no setor errado.
E aos tecnocratas das modernidades, coroas de flores às estampas Hermès.



