Expo­si­ção de Robert Frank

Impres­sões

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Expo­si­ção de Robert Frank

Impres­sões

Publicado em 01 de março de 2009 por Olegario Schmitt

Fila para a expo­si­ção (Paris, 01/03/2009)

Expo­si­ção: Robert Frank
Cura­do­ria: Ute Eskildsen/Marta Gili
Data: 01/03/2009
Local: Jeu de Paume – Paris/França


A prin­cí­pio não gosto muito de Robert Frank. Reco­nheço, evi­den­te­mente, a impor­tân­cia his­tó­rica e a qua­li­dade de seu tra­ba­lho, mas há diver­sos outros fotó­gra­fos que apre­cio bem mais — note que nem entra­rei no mérito de ele ter influ­en­ci­ado a sofrí­vel gera­ção beat­nik. De qual­quer forma, uma expo­si­ção des­sas não é opor­tu­ni­dade que se deixe passar.

As fotos — ampli­a­ções ori­gi­nais, assi­na­das — de seu livro The Ame­ri­cas, quando expos­tas fora do con­texto do livro per­de­ram bas­tante o sen­tido, além do que, as que mais me cha­mam a aten­ção não esta­vam expos­tas lá. Entende? Você vai a um lugar espe­rando ver “aquela” foto que você tanto gosta e ela sim­ples­mente não está lá.

Apro­xi­ma­da­mente 10 The Ame­ri­cas esta­vam dis­pos­tos sobre uma série de ban­cos ocu­pando o cen­tro do espaço expo­si­tivo, todos eles per­fu­ra­dos de maneira gro­tesca, por onde foi pas­sado um cabo de aço (mesmo) evi­tando assim que os livros fos­sem rou­ba­dos. Considerando-se diver­sas popu­la­ções caren­tes ao redor do mundo que não têm acesso a essa obra, con­si­de­rei essa cre­ti­nice à altura do fotó­grafo e de seus segui­do­res (leia-se: Jack Kero­auc, o pária).

No entanto, mais ao fundo, esta­vam algu­mas fotos de sua série sobre Paris, com ima­gens bem mais inte­res­san­tes, onde o fotó­grafo soube cap­tar muito bem o clima da cidade, seus momen­tos ene­vo­a­dos e misteriosos.

Diver­sas ima­gens (mar­ca­das no espaço expo­si­tivo), eram mos­tra­das ao público pela pri­meira vez. Ao vê-las, entendi o porquê de serem iné­di­tas: eram inó­cuas. Deve­riam estar per­fu­ra­das com cabos de aço também!

Numa saleta escura e atro­lhada de gente embas­ba­cada estava sendo pro­je­tado um de seus fil­mes, ao qual não assisti por­que o espaço todo estava dema­si­ado lotado e come­cei a ficar muito ner­voso: parece que em Paris as pes­soas não têm muito o que fazer aos domingos...

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