Semana Far­rou­pi­lha VI

A Indu­men­tá­ria

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Semana Far­rou­pi­lha VI

A Indu­men­tá­ria

Publicado em 15 de setembro de 2004 por Olegario Schmitt

A autên­tica cul­tura do povo e suas expres­sões estão ali­cer­ça­das em tra­di­ções, em conhe­ci­men­tos obti­dos pela con­vi­vên­cia em grupo, soma­das aos ele­men­tos his­tó­ri­cos e soci­o­ló­gi­cos. Seus lega­dos e sua tra­di­ção, entre eles o seu modo de ves­tir, são trans­por­ta­dos para as gera­ções seguin­tes, sujei­tos a mudan­ças pró­prias de cada época e circunstância.

O homem do Rio Grande do Sul adap­tou suas ves­ti­men­tas base­ado nas suas neces­si­da­des e no seu tipo de vida. Fica claro que os tra­jes, no decor­rer da his­tó­ria , acei­tam os pro­ces­sos de moder­ni­za­ção e de trans­for­ma­ção que uma cul­tura possa ter. A cul­tura é viva e, enquanto viva, ela se modi­fica. Essas modi­fi­ca­ções, lega­ram ao gaú­cho além de uma herança, beleza e iden­ti­dade. Se os cos­tu­mes são cons­tan­te­mente alte­ra­dos no decor­rer da his­tó­ria, nada mais claro de que os tra­jes tam­bém tenham tido uma modi­fi­ca­ção, man­tendo, no entanto, a sua raiz.

A Evo­lu­ção da Indu­men­tá­ria Gaúcha

Fagun­des, Antô­nio Augusto In: Indu­men­tá­ria Gaú­cha, 1985

Traje Indí­gena — 1620 a 1730

Índio Char­rua e Índia Missioneira

Quando o homem que veio fazer a Amé­rica — e se ves­tia à euro­péia — aqui che­gou encon­trou, nos cam­pos, índios mis­si­o­nei­ros e índios cavaleiros.

Índios Mis­si­o­nei­ros (Tapes, Gês-guaranizados): cons­ti­tuíam a matéria-prima tra­ba­lhada pelos padres jesuí­tas dos Sete Povos.

Os Mis­si­o­nei­ros se ves­tiam, con­forme severa moral jesuí­tica. Pas­sa­ram a usar os cal­ções euro­peus e em seguida a camisa, intro­du­zida nas mis­sões pelo Padre Antô­nio Sepp.

Usa­vam, ainda, uma peça de indu­men­tá­ria não euro­péia, pro­xi­ma­mente indí­gena — “el pon­cho” — isto é, o pala bichará. Essa peça de indu­men­tá­ria não exis­tia no Rio Grande do Sul antes da che­gada do branco, pois os nos­sos índios pré-missioneiros não teciam e nem fiavam.

Os Padres des­co­bri­ram a atra­ção que as ves­tes reli­gi­o­sas e as far­das mili­ta­res exer­ciam sobre os índios e dis­tri­buí­ram essas rou­pas entre eles. Assim, figu­rar o Alfe­res Real Sepé Tia­rayu, des­nudo ou ves­tindo chi­ripá, é erro gros­seiro. Ele usa­ria a farda cor­res­pon­dente ao seu alto grau mili­tar, ou vestiria-se civil­mente, com bra­gas, camisa e poncho.

A mulher mis­si­o­neira, usava o “tipoy”, que era um longo ves­tido for­mado por dois panos cos­tu­ra­dos entre si, dei­xando sem cos­tu­rar, ape­nas duas aber­tu­ras para os bra­ços e uma para o pes­coço. Na cin­tura, usa­vam uma espé­cie de cor­dão, cha­mado “chumbé”. O “tipoy” era feito de algo­dão esbran­qui­çado, mas em seguida se tor­nava aver­me­lhado com o pó das Mis­sões. Em oca­siões fes­ti­vas, a índia mis­si­o­neira gos­tava de usar um alvo “tipoy” de linho sobre o de uso diá­rio. Ape­nas nas ves­tes reli­gi­o­sas, sobre­tudo nas pro­cis­sões, as índias usa­vam man­tos de cores dra­má­ti­cas, como o roxo e o negro.

Índios cava­lei­ros (Mbaias: Char­ruas, Minu­a­nos, Yarós, etc): eram assim cha­ma­dos por­que pron­ta­mente se ado­na­ram do cavalo tra­zido pelo branco, desen­vol­vendo uma sur­pre­en­dente téc­nica de ames­tra­mento e equitação.

Usa­vam duas peças de indu­men­tá­ria abso­lu­ta­mente ori­gi­nais: o “chi­ripá” e o “cayapi”.

O chi­ripá era uma espé­cie de saia, cons­ti­tuída por um retân­gulo de pano enro­lado na cin­tura, até os joe­lhos. O cayapi dos minu­a­nos era um couro de boi, inteiro e bem sovado (que se usava às cos­tas) com o pêlo para den­tro e car­nal para fora, pin­tado de lis­tras ver­ti­cais e hori­zon­tais, em cinza e ocre. À noite, ser­via de cama, esti­rado no chão. Os char­ruas o cha­ma­vam de “quil­lapi” e “toropi”.

A mulher, entre os índios cava­lei­ros, usava ape­nas o chi­ripá. No rosto, pin­tura ritual de pas­sa­gem, assi­na­lando a entrada na puber­dade. No pes­coço, cola­res de con­tas ou den­tes de feras.

De peças da indu­men­tá­ria ibé­rica, de peças da indu­men­tá­ria indí­gena e tan­tas outras, o gaú­cho foi cons­ti­tuindo sua pró­pria indumentária.

Traje Gaú­cho — 1730 a 1820

Patrão da Vaca­ria e Estancieira

O pri­meiro cau­di­lho rio­gran­dense, tinha mais dinheiro e se ves­tia melhor. Foi o pri­meiro estan­ci­eiro. Trajava-se basi­ca­mente à euro­péia, com a braga e as cerou­las de crivo. Pas­sou a usar tam­bém a bota de gar­rão de potro, inven­ção gau­chesca típica. Igual­mente o cinturão-guaiaca, o lenço de pes­coço, o pala indí­gena, a tira de pano pren­dendo os cabe­los, o cha­péu de pança de burro, etc.

Gaú­cho Char­que­a­dor e Estancieira

A mulher desse rico estan­ci­eiro, usava boti­nhas fecha­das, meias bran­cas ou de cor, lon­gos ves­ti­dos de seda ou veludo, boti­nhas fecha­das, man­ti­lha, chale ou sobre­pe­liz, grande tra­vessa pren­dendo os cabe­los enro­la­dos e o infal­tá­vel leque.

Peão e China das Vacarias

O traje do peão das vaca­rias destinava-se a pro­te­ger o usuá­rio e a não atra­pa­lhar a sua ati­vi­dade — caçar o gado e caval­gar. Nor­mal­mente, este gaú­cho só usava o chi­ripá pri­mi­tivo (pano enro­lado como saia, até os joe­lhos, meio aberto na frente, para faci­li­tar a equi­ta­ção e mesmo o cami­nhar do homem) e um pala enfi­ado na cabeça. O chi­ripá, em pouco tempo, assu­mia uma cor indis­tinta de múgria — cor de esfre­gão. À cin­tura, faixa larga, negra, ou cin­tu­rão de bol­sas, tipo guai­aca, adap­tado para levar moe­das, palhas e fumo e, mais tarde, cédu­las, reló­gio e até pis­tola. Ainda à cin­tura, as infal­tá­veis armas desse homem: as bole­a­dei­ras, a faca fla­menga ou a adaga e, mais rara­mente, o facão. E sem­pre à mão, a lança — de peleia ou de tra­ba­lho. Camisa, quando con­tava com uma, era de algo­dão branco ou ris­cado, sem botões, ape­nas com cadar­ços nos punhos, com gola imensa e man­gas lar­gas. Pala, não fal­tava, comu­mente, o de lã — cha­mado “bichará” — em cores natu­rais, e mais rara­mente o de algo­dão e o de seda que aos pou­cos vão apa­re­cendo. Logo, tam­bém surge o pon­cho redondo, de cor azul e for­rado de baeta vermelha.

O pala tem ori­gem indí­gena. Pode ser de lã ou algo­dão, quando pro­teje con­tra o frio, ou de seda, quando pro­teje con­tra o calor. É sem­pre retan­gu­lar com fran­jas nos qua­tro lados. A gola do pala é um sim­ples talho, por onde o homem enfia o pescoço.

O pon­cho, de ori­gem intei­ra­mente gau­chesca, é feito, inva­ri­a­vel­mente, de lã grossa. Quase sem­pre é azul escuro, for­rado de baeta ver­me­lha, mas tam­bém exis­tem de outras com­bi­na­ções de cores. O pon­cho tem a forma cir­cu­lar ou ova­lada. Só pro­teje con­tra o frio e a chuva. A gola é alta, abo­to­ada e há um pei­ti­lho na frente do poncho.

As botas mais comuns eram as de garrão-de-potro, que eram reti­ra­das de vacas, bur­ros e éguas (rara­mente era usado o couro de potro, que lhe deu o nome). Essas botas eram lon­que­a­das ou per­diam o pêlo com o uso. Em uso, as botas não dura­vam mais de 2 meses. Nor­mal­mente, eram fei­tas com o couro das per­nas tra­sei­ras do ani­mal que dão botas mai­o­res. As que eram tira­das das patas dian­tei­ras, mui­tas vezes eram cor­ta­das na ponta e no cal­ca­nhar, ficando o usuá­rio com os dedos do pé e o cal­ca­nhar de fora. Acima da bar­riga da perna, era ajus­tada por meio de tran­ças ou tentos.

As espo­ras mais comuns nessa época eram as naza­re­nas (euro­péias) e as chi­le­nas (ame­ri­ca­nas). As naza­re­nas tem esse nome devido aos seus espi­nhos pon­tu­dos, que lem­bram os cra­vos que mar­ti­ri­za­ram Nosso Senhor. As chi­le­nas, devem seu nome à seme­lhança com as espo­ras do “huaso”, do Chile. Aos pou­cos, os fer­rei­ros da época come­ça­ram a criar novos tipos de esporas.

O peão das vaca­rias não era de muito luxo. Só usava cerou­las de crivo nas aglo­me­ra­ções urba­nas. Ade­mais, andava de per­nas nuas como os índios. À cabeça, usava a fita dos índios, pren­dendo os cabe­los — que os pla­ti­nos cha­mam “vin­cha” — e tam­bém o lenço, como touca, atado à nuca.

O cha­péu, quando usava, era de palha (mais comum), e de fel­tro, (mais raro), e tal­vez o de couro cru, cha­mado de “pança-de-burro”, feito com um reta­lho cir­cu­lar da bar­riga do muar, mol­dado na cabeça de um palan­que. O cha­péu, qual­quer que fosse o fei­tio, era preso com bar­bi­ca­cho sob o queixo ou nariz. Esse bar­bi­ca­cho era nor­mal­mente tran­çado em deli­ca­dos ten­tos de couro cru, tira­dos de lonca, ou então, eram sim­ples cor­dões de seda, tor­ci­das, ter­mi­nando em bor­las que caía para o lado direito. Mais rara­mente, era feito de sola e fivela.

Ainda nesta época, apa­rece o cin­gi­dor, que é o nosso tirador.

A mulher vestia-se pobre­mente: nada mais que uma saia com­prida, rodada, de cor escura e blusa clara ou des­bo­tada com o tempo. Pés e per­nas des­co­ber­tas, na mai­o­ria das vezes. Por baixo, ape­nas usava bom­ba­chi­nhas, que eram as cal­ças femi­ni­nas da época.

Traje Gaú­cho — 1820 a 1865

Gaú­cho Far­rou­pi­lha (com chi­ripá) e Mulher Gaú­cha (saia e casaquinho)

Este período é domi­nado por um chi­ripá que subs­ti­tuiu o ante­rior, que não é ade­quado à equi­ta­ção, mas para o homem que anda a pé. O chi­ripá dessa nova fase é em forma de grande fralda, pas­sada por entre as per­nas. Este adapta-se bem ao ato de caval­gar e essa é cer­ta­mente a expli­ca­ção para o seu apa­re­ci­mento. Com isto, fica claro que o Chi­ripá Pri­mi­tivo era de ori­gem indí­gena. Já o Chi­ripá Far­rou­pi­lha é intei­ra­mente gaú­cho. Esse é um traje muito fun­ci­o­nal, nem muito curto, nem muito com­prido, tendo o joe­lho por limite, ao cobrí-lo.

As espo­ras deste período são as chi­le­nas, as naza­re­nas e os novos tipos inven­ta­dos pelos fer­rei­ros da cam­pa­nha. As botas são, ainda, a bota forte, comum, a bota rus­si­lhona e a bota de gar­rão, inteira ou de meio pé. As cerou­las são enfi­a­das no cano da bota ou, quando por fora, mos­tram nas extre­mi­da­des, cri­vos, ren­das e fran­jas. À cin­tura, faixa preta e guai­aca, de uma ou duas five­las. Camisa sem botões, de gola, e man­gas lar­gas. Usa­vam jaleco, de lã ou mesmo veludo, e às vezes, a jaqueta, com gola e manga de casaco, ter­mi­nando na cin­tura, fechado à frente por gran­des botões ou moe­das. No pes­coço, lenço de seda, nas cores mais popu­la­res, ver­me­lho ou branco. Porém, mui­tas vezes, o lenço ado­tado tinha outras cores e padro­na­gens. Em caso de luto, usava-se o lenço preto. Com luto ali­vi­ado, preto com “petit-pois”, carijó ou xadrez de preto e branco. Aos ombros, pala, bichará ou pon­cho. Na cabeça usa­vam a fita dos índios ou o lenço amar­rado à pirata e, se for o caso, cha­péu de fel­tro, com aba estreita e copa alta ou cha­péu de palha, sem­pre preso com barbicacho.

A mulher, nesta época, usava saia e casa­qui­nho com dis­cre­tas ren­das e enfei­tes. Tinham as per­nas cober­tas com meias, salvo na inti­mi­dade do lar. Usa­vam cabelo solto ou tran­çado, para as sol­tei­ras e em coque para as senho­ras. Os sapa­tos eram fecha­dos e dis­cre­tos. Como jóias ape­nas um cama­feu ou bro­che. Ao pes­coço vinha mui­tas vezes o fichú (tri­ân­gulo de seda ou cro­chê, com as pon­tas fecha­dos por um bro­che). Este foi o traje usado pelas ricas e pobres desta época.

Traje Gaú­cho — 1865 até nos­sos dias

Gaú­cho Fazen­deiro e Mulher Rural

A bom­ba­cha sur­giu com os tur­cos e veio para o Bra­sil usada pelos pobres na Guerra do Para­guai. Até o começo do século, usar bom­ba­chas em um baile, seria um des­res­peito. O gaú­cho via­java à cavalo, tra­jando bom­ba­chas e tra­zia as cal­ças “cola fina”, dobra­das em baixo dos pele­gos, para frisar.

As bom­ba­chas são lar­gas na Fron­teira, estrei­tas na Serra e médias no Pla­nalto, abo­to­a­das no tor­no­zelo, e quase sem­pre com favos de mel. A cor­reta bom­ba­cha é a de cós largo, sem alças para a cinta e com dois bol­sos gran­des nas late­rais, de cores cla­ras para oca­siões fes­ti­vas, sóbrias e escu­ras para via­gens ou trabalho.

À cin­tura o fron­tei­rista usa faixa; o ser­rano e pla­nal­tense dis­pen­sam a mesma e a guai­aca da Fron­teira é dife­rente da ser­rana, por esta ser geral­mente peluda e com col­dre inteiriço.

A camisa é de um pano só, no máximo de pano ris­cado. Em ambi­ente de maior res­peito usa-se o colete, a blusa cam­peira ou o casaco.

O lenço do pes­coço é atado por um nó de oito manei­ras dife­ren­tes e as cores branco e ver­me­lho são as mais tradicionais.

Usa-se mais freqüen­te­mente o cha­péu de copa baixa e abas lar­gas, podendo variar com o gosto indi­vi­dual do usuá­rio, evi­tando sem­pre enfei­tes indis­cre­tos no barbicacho.

Por con­ven­ção social o peão não usa cha­péu em locais cober­tos, como por exem­plo no inte­rior de um galpão.

As espo­ras mais uti­li­za­das são as “chi­le­nas”, destacando-se ainda as “naza­re­nas”. Botas, de sapa­ta­ria pre­fe­ren­ci­al­mente pre­tas ou marrons.

Para proteger-se da chuva e do frio usa-se o pon­cho ou a capa cam­peira e do calor o poncho-pala. Cita-se ainda o bichará como pro­te­ção con­tra o frio do inverno. Obs.: O preto é somente usado em sinal de luto.

O tira­dor deve ser sim­ples, sem enfei­tes, cur­tos e com fle­cos com­pri­dos na Serra, de pon­tas arre­don­da­das no Pla­nalto, com­prido com ou sem fle­cos na Cam­pa­nha e de bor­das retas com fle­cos de meio palmo na Fronteira.

É vedado o uso de bom­ba­cha com túnica tipo mili­tar, bem como chi­ri­pás por pren­das por ser um traje masculino.

Gaú­cho Atual e Prenda Tradicionalista

A indu­men­tá­ria da prenda é regu­la­men­tada por uma tese de auto­ria de Luiz Celso Gomes Yarup, que foi apro­vada no 34º Con­gresso Tra­di­ci­o­na­lista Gaú­cho, em Caça­pava do Sul:

  1. O ves­tido deverá ser, pre­fe­ren­ci­al­mente, de uma peça, com barra da saia no peito do pé;
  2. A quan­ti­dade de passa-fitas, apli­ques, baba­dos e ren­das é livre;
  3. O ves­tido pode ser de tecido estam­pado ou liso, sendo facul­tado o uso de teci­dos sin­té­ti­cos com estam­pa­ria miúda ou “petit-pois”;
  4. Vedado o decote;
  5. Saia de armar: quan­ti­dade livre (sem exageros);
  6. Obri­ga­tó­rio o uso de bom­ba­chi­nhas, ren­da­das ou não, cujo com­pri­mento deverá atin­gir a altura do joelho;
  7. Man­gas até os coto­ve­los, três quar­tos ou até os pulsos;
  8. Facul­ta­tivo o uso de lenço com pon­tas cru­za­das sobre o peito, tam­bém facul­tado o uso do fichu de seda com fran­jas ou de cro­chê, preso com bro­che ou cama­feu, ou ainda do chale;
  9. Meias lon­gas bran­cas ou colo­ri­das, não transparentes;
  10. Sapato com salto 5 (cinco), ou meio salto, que abo­toe do lado de fora, por uma tira que passa sobre o peito do pé;
  11. Cabelo solto ou em trança (única ou dupla), com flo­res ou fitas;
  12. Facul­tado o uso de brin­cos de argola de metal. Veda­dos os de fan­ta­sia ou de plásticos;
  13. Vedado o uso de colares;
  14. Per­mi­tido o uso de pul­sei­ras de aro de qual­quer metal. Não acei­tas as pul­sei­ras de plástico;
  15. Per­mi­tido o uso de um anel de metal em cada mão. Veda­dos os de fantasia;
  16. É per­mi­tido o uso dis­creto de maqui­a­gem facial, sem batons roxos, som­bras colo­ri­das, deli­ne­a­do­res em demasia;
  17. Vedado o uso de reló­gios de pulso e de luvas;
  18. Livre a cri­a­ção dos ves­ti­dos, quanto a cores, padrões e silhu­e­tas, den­tro dos parâ­me­tros acima enumerados.

Comentários

  1. Dai­ane
    19 de setembro de 2008

    Essas ima­gens são muito baca­nas, pois falam da cul­tura do Rio Grande do Sul a minha que­rida terra.

  2. Fla­via
    5 de março de 2009

    Paté­tico! Aque­les tra­jes são de 1865 até os dias de hoje???

    Onde? Só se for nas gro­tas! Pelo amor de Deus! Tra­di­ci­o­na­lismo só pode dar nisso! Quanta bes­teira inútil!

  3. Adão Pereira
    16 de maio de 2009

    Sou GAÚ­CHO, gosto das tradiçôes,amo o Rio grande do sul. Certo estou que mui­tas pes­soas de BOA FÉ, tra­di­ci­o­na­lis­tas homens cul­tos, incan­sa­vel­mente pes­qui­sa­ram, e des­co­bri­ram a forma de ves­tir dos nos­sos ante­pas­sa­dos. Pra que ???? prá que um dia alguém ... um desin­for­for­mado qual­quer diga, que isto tudo é bes­teira inú­til . Deus ... perdoa-os .... eles não sabem o que dizem. Obri­gado a Pai­xão Côr­tes, Bar­bosa Lessa, tio Nico e outros mui­tos que Tra­ba­lha­ram dando apoio.

  4. Daniel
    5 de agosto de 2009

    Viva nossa linda e rica cul­tura gaú­cha! Fla­via igno­rante, morra, mas antes leia ao menos um livro na sua triste vida!

  5. Nata­lia
    13 de agosto de 2009

    Sou tra­di­ci­o­na­lista desde que me conheço, nossa cul­tura tem que ser mais divul­gada pelo Bra­sil e pelo mundo se possível.Prestigio e admiro quem gosta de estar den­tro de uma bom­ba­cha, cevando um bom mate e prin­ci­pal­mente res­pei­tando a cul­tura do nosso Estado.Já tem mais de 300 anos de his­tó­ria, e me orgu­lho desta terra que nasci.

    Viva Porto Ale­gre, Viva Rio Grande do Sul, Viva os gaú­chos e gaú­chas de todas as querências.....!!!

  6. Mah
    12 de setembro de 2009

    Lin­dís­simo!!!

  7. Zeca
    20 de setembro de 2009

    Bue­nas!

    Ótima pes­quisa e óti­mas fotos. Quero retratar-me, pois copiei duas das fotos que estão on line sem saber que per­ten­cem à você. Minha inten­ção era mon­tar um ava­tar para mim. Se per­mi­ti­res que eu use-as, vou acres­cer os devi­dos cré­di­tos. Caso con­trá­rio, me des­culpe mas não foi outra inten­ção senão de mon­tar um ava­tar, como já referi. Quais­quer dúvi­das, envies men­sa­gem para o e-mail regis­trado acima. Sem mais, cor­di­ais sau­da­ções e um quebra-costela dos bem apertado.

    La Vuelta del Gau­cho Mar­tín Fierro.

    Así me pongo a can­tar al com­pás de la viguela,

    que el hom­bre que lo des­vela una pena extraordinaria,

    como la ave soli­ta­ria con el can­tar se consuela.

    Soy gau­cho, y entién­danlo como mi len­gua lo explica:

    para mí la tierra es chica y pudi­era ser mayor (...)

    nai­des me puede qui­tar aquello que Dios me dio:

    lo que al mundo truje yo del mundo lo he de llevar.”

    Salu­dos y Suerte!

  8. Andressa
    22 de agosto de 2011

    Pri­mei­ra­mente para­be­nizo a todos por este lindo tra­ba­lho de pes­quisa. Tra­ba­lho este que me ser­virá de grande ins­pi­ra­ção, e espero que mais pes­soas leiam este artigo e tenham a mesma ins­pi­ra­ção e von­tade de pas­sar um pouco da nossa his­to­ria, e não saiam falando boba­gem, do que não conhecem.(pessoas igno­ran­tes ex:Flavia)

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