Pas­seio de barco por Estrasburgo

Vida de turista: a gente sofre mas se diverte!

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Pas­seio de barco por Estrasburgo

Vida de turista: a gente sofre mas se diverte!

Publicado em 25 de fevereiro de 2009 por Olegario Schmitt

Estras­burgo, feve­reiro de 2009

Local: Rio III
Data: 25/02/2009
Cidade: Estrasburgo/França


Ótimo pas­seio, mas não há real­mente muito o que dizer sobre ele: foi um pas­seio em barco turís­tico per­cor­rendo um rio de uma cidade maravilhosa.

Suas cons­tru­ções, suas com­por­tas (o rio é repre­sado)... e todas aque­las infor­ma­ções inú­teis pas­sa­das em 10 idi­o­mas dife­ren­tes atra­vés dos fones de ouvido e que depois a gente não lem­bra mais nada (“nessa casa à esquerda nas­ceu fulano de tal, na casa à direita se hos­pe­dou o rei tal”).

Havia um menino insu­por­tá­vel sen­tado no banco da frente que não parava qui­eto um minuto e não demo­rou muito até que eu impli­casse com ele e o xin­gasse com meu fran­cês ter­rí­vel mas que ele enten­deu muito bem. Por 5 minu­tos. Aí ele come­çou de novo. Aí eu xin­guei de novo. Mas, sin­ce­ra­mente, eu acho isso tudo muito diver­tido, mos­trar ao menino chato que ele não pode sim­ples­mente ser chato e pas­sar impune.

Pas­sa­mos pelo Con­se­lho da Europa, o Par­la­mento Euro­peu e, sobre­tudo, a Corte Euro­péia dos Direi­tos Huma­nos. Nessa parte con­fesso que fiquei inti­ma­mente muito emo­ci­o­nado em estar tão pró­ximo dessa ins­ti­tui­ção que, ape­sar de nem sem­pre fun­ci­o­nar, está lá para defen­der nos­sos direi­tos de seres huma­nos. Ima­gino que tal­vez a sen­sa­ção fosse a mesma que uma vaca sen­ti­ria por seus seme­lhan­tes se esta tivesse a capa­ci­dade de ter cons­ci­ên­cia. Nesse ponto quase senti com­pai­xão pelo menino impor­tuno que não parava qui­eto um segundo... mas antes do final da via­gem aca­bei por dar-lhe um pete­leco no coto­velo. Direi­tos huma­nos... que grande estopada!

Pas­sa­mos tam­bém pela Petit-France, um bairro muito antigo e carac­te­rís­tico entre­cor­tado por canais que é real­mente um encanto, e pela Ponte-Couverte, que é uma ponte coberta (dã) cons­truída no período medi­e­val. Tinha muita curi­o­si­dade de conhe­cer tal ponte, mas no final ela se mos­trou uma pon­te­sita muito das bobas.

No final, as cons­tru­ções que mais me cha­ma­ram a aten­ção não foram aque­las man­sões cons­truí­das entre os sécu­los XV e XIX, mas sim umas casi­tas peque­ti­tas, muito sim­pá­ti­cas, com água-furtada, jar­din­zi­nhos na frente e tudo. Ficava ima­gi­nando qual delas gos­ta­ria de com­par­ti­lhar com quem eu amo... mas aquele menino chato, ô bichi­nho insuportável!!!

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