Especiais

Análise de culturas exóticas.

Especiais

Vida de turista: a gente sofre mas se diverte!

Publicado em 25 de fevereiro de 2009 por Olegario Schmitt

Estras­burgo, feve­reiro de 2009

Local: Rio III
Data: 25/02/2009
Cidade: Estrasburgo/França


Ótimo pas­seio, mas não há real­mente muito o que dizer sobre ele: foi um pas­seio em barco turís­tico per­cor­rendo um rio de uma cidade maravilhosa.

Suas cons­tru­ções, suas com­por­tas (o rio é repre­sado)... e todas aque­las infor­ma­ções inú­teis pas­sa­das em 10 idi­o­mas dife­ren­tes atra­vés dos fones de ouvido e que depois a gente não lem­bra mais nada (“nessa casa à esquerda nas­ceu fulano de tal, na casa à direita se hos­pe­dou o rei tal”).

Havia um menino insu­por­tá­vel sen­tado no banco da frente que não parava qui­eto um minuto e não demo­rou muito até que eu impli­casse com ele e o xin­gasse com meu fran­cês ter­rí­vel mas que ele enten­deu muito bem. Por 5 minu­tos. Aí ele come­çou de novo. Aí eu xin­guei de novo. Mas, sin­ce­ra­mente, eu acho isso tudo muito diver­tido, mos­trar ao menino chato que ele não pode sim­ples­mente ser chato e pas­sar impune.

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A quarta mais alta do mundo

Publicado em 24 de fevereiro de 2009 por Olegario Schmitt

Pano­râ­mica da Cathé­drale de Strasbourg

Local: Cathé­drale de Stras­bourg
Data: 24/02/2009
Cidade: Estrasburgo/França


Cate­dral das mais inte­res­san­tes que já vi, ape­sar de seu visual bas­tante sinis­tro, pro­va­vel­mente fruto do pen­sa­mento reli­gi­oso exis­tente à época em que foi cons­truída. Con­cluída no século XV, reflete per­fei­ta­mente essa tempo de per­se­gui­ções reli­gi­o­sas e into­le­rân­cia por parte da Igreja Católica.

Seu aspecto é inti­mi­da­dor, fazendo com que os visi­tan­tes se sin­tam dimi­nuí­dos, opri­mi­dos ante a impo­nên­cia gótica da cons­tru­ção, que ao mesmo tempo ame­dronta e fascina.

O Reló­gio Astronô­mico é algo muito curi­oso, não ape­nas pelo deta­lha­mento de sua cons­tru­ção e por sua altura (18 metros), mas tam­bém pelos car­ri­lhões (escul­tu­ras móveis) que a cada 5 minu­tos saem para dar um pas­seio. Além de mar­car os anos bis­sex­tos, tam­bém exibe os equi­nó­cios e diver­sas outras infor­ma­ções astronô­mi­cas. Ah, sim, e tam­bém marca fiel­mente as horas (reló­gio cons­truído por suíços).

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Por­tu­gal, feve­reiro de 2008

Publicado em 27 de fevereiro de 2008 por Olegario Schmitt

Essa série não tem a inten­ção de defi­nir o povo por­tu­guês — as defi­ni­ções defi­nem ape­nas os defi­ni­do­res1 e qual­quer per­cep­ção acerca de alguma coisa será ape­nas o ponto de vista daquele que observa, nada mais do que isso.

Já a expe­ri­ên­cia em si, no entanto, é fácil de defi­nir. Vi como um danado. Amei as coi­sas sem sen­ti­men­ta­li­dade nenhuma. (...)Com­pre­endi que as coi­sas são reais e todas dife­ren­tes umas das outras. Com­pre­endi isto com os olhos, nunca com o pen­sa­mento. Com­pre­en­der isto com o pen­sa­mento seria achá-las todas iguais2.

Em resumo, é sin­cera home­na­gem de um falante da lín­gua de Gon­çal­ves Dias àque­les da lín­gua de Camões.

1 QUIN­TANA, Mário. Caderno H. São Paulo: Edi­tora Globo, 2006.
2 CAEIRO, Alberto. Poe­mas Incon­jun­tos. Lis­boa: Ins­ti­tuto Camões.

A seren­di­pi­dade con­tada atra­vés da maçã

Publicado em 05 de dezembro de 2007 por Olegario Schmitt

Vendo os sím­bo­los nata­li­nos, o autor per­cebe que há alguma coisa muito errada...

Publicado em 05 de dezembro de 2006 por Olegario Schmitt

Foi andando há alguns dias atrás pela Av. Pau­lista, em frente a um famoso banco que todo ano faz deco­ra­ção nata­lina eston­te­ante, que per­cebi que algo está muito errado.

Para come­çar, vive­mos num país tro­pi­cal onde as rou­pas quen­tes do Papai Noel são tão ina­de­qua­das quanto sua lenda nór­dica, que nada tem a ver com boitatá.

Mas desde que o Santa foi tor­nado “Papai Noel: tor­nado mun­di­al­mente famoso atra­vés de comer­cial da Coca-Cola nos anos 30“mun­di­al­mente famoso atra­vés de cam­pa­nha comer­cial na década de 1930, já nos acos­tu­ma­mos com isso e agora a gente nem dá mais bola, desde que a ceia tenha Coca-Cola.

For­çando um pouco a mente, a gente até con­se­gue per­doar — ou ao menos ten­tar — aquele Frosty feito de neve falsa e nariz de cenoura, assim como todas as outras refe­rên­cias ao frio nes­ses 35ºC da nossa época natalina.

Sim, a gente até aceita tudo isso, por­que os anos vão pas­sando e aquilo que não é mais novi­dade tam­bém deixa de chocar...

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Espe­cial para o “New York Times”

Publicado em 22 de julho de 2005 por Olegario Schmitt

Ainda branco de geada, campo ao sol nas­cente em Boca do Monte, dis­trito de Santa Maria/RS

As cida­des gaú­chas têm essas pecu­li­a­ri­da­des, esse modus vivendi fora do padrão naci­o­nal, se é que existe algum. Tais carac­te­rís­ti­cas são mais visí­veis durante o período do inverno, quando os cam­pos ama­nhe­cem, expres­são local, “bran­cos de geada”.

As tem­pe­ra­tu­ras inver­nais, que variam entre –5 e 15 °C, tor­nam impres­cin­dí­vel a pre­sença do fogão a lenha, fun­ci­o­nando como uma espé­cie de lareira, com a van­ta­gem de que se pode cozi­nhar em cima, unindo o útil ao muito agradável.

Há muito tempo atrás, minha mãe conta, cus­tu­mava nevar regu­lar­mente e, diz ela, tam­bém tínha­mos qua­tro esta­ções no ano, bem definidas.

Embora atu­al­mente, fazendo inverno em pleno verão e vice-versa, ainda neve na Serra, o que sub­siste bra­va­mente em boa parte do estado é o Vento Minu­ano. Cruel, atra­vessa as ves­tes do gaú­cho como ver­da­deira faca feita uni­ca­mente de frio, fazendo com que a sen­sa­ção tér­mica dimi­nua em alguns graus a tem­pe­ra­tura dos termômetros.

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Spe­cial to the “New York Times”

Publicado em 22 de julho de 2005 por Olegario Schmitt

Still “frozen-whitened”, a field at the sun­rise in Boca do Monte, dis­trict of Santa Maria City

These Gau­cho towns have its pecu­li­a­ri­ties, a modus vivendi out of the nati­o­nal pat­tern, if one does exist. These cha­rac­te­ris­tics are more visi­ble at win­ter times, when fields rise, in local expres­sion, “frozen-whitened”.

Win­ter tem­pe­ra­tu­res varying between 23 and 59 °F, make essen­tial the pre­sence of a wood stove, wor­king like some kind of fire­place, with the advan­tage that you can cook over it, mer­ging together use­full coo­king with very ple­a­sant warming.

Long time ago, mom tells me, used to snow regu­larly around here and, she also says, we used to have four well defi­ned sea­sons a year.

Although actu­ally, making cold in sum­mer and heat in win­ter, still snows on the moun­tains some­ti­mes and the Minu­ano Wind resists bra­velly. Cruel, it pas­ses through gau­cho clothes as a real knife made only of cold, drop­ping down the ther­mal sen­sa­tion to some degrees less than ther­mo­me­ters show.

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Você já pos­sui o seu Desconfiator©?

Publicado em 05 de maio de 2005 por Olegario Schmitt

Se o seu des­con­fi­ô­me­tro ori­gi­nal de fábrica ape­senta dis­fun­ção, de nas­cença ou adqui­rida, nós temos a solu­ção: o novís­simo e revo­lu­ci­o­ná­rio Des­con­fi­a­tor ST®.

Último grito da moda da decên­cia humana, foi desen­vol­vido exclu­si­va­mente por téc­ni­cos de cará­ter alta­mente qualificados.

MODO DE OPERAÇÃO

Você ins­tala o exclu­sivo Des­con­fi­a­tor ST® no pulso e toda vez que ultra­pas­sar os limi­tes do res­peito ao pró­ximo, levará des­car­gas elé­tri­cas, vari­ando de acordo com a seguinte tabela:

Situ­a­ção
Vol­ta­gem
alerta
50 volts
adver­tên­cia
110 volts
segure a onda
220 volts
des­res­peito nível prin­ci­pi­ante
440 volts
des­res­peito nível avan­çado
550 volts
abu­sado
660 volts
imo­ral
880 volts
nível crí­tico ou só matando
1100 volts

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