4 anos

Os quatro anos do blog e os Quatro Cavaleiros do Apocalipse

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4 anos

Os quatro anos do blog e os Quatro Cavaleiros do Apocalipse

Publicado em 16 de maio de 2008 por Olegario Schmitt

Albrecht Dürer - Os 4 Cavaleiros do Apocalipse

Num mundo onde cada vez mais se percebe uma generalizada falta de leitmotiv, de ausência de caráter, a selvageria do individualismo desenfreado afetando todo o coletivo, inclusive as pessoas praticantes dessas atitudes, há quatro anos nascia o Sinal dos Tempos Blog. Com logo exibindo uma bomba atômica, escrito por um cara utilizando máscara química, o Blog nunca teve intenção de ser oásis em meio a esse deserto.

Portanto, antes de comemorar os cerca de 200 visitas e 2500 hits diários — isso num ambiente sem fadinhas ou borboletinhas esvoaçantes —, é importante que se mantenha vivo o propósito desse espaço.

Gostaria de ter associado o número de aniversários com as estações do ano, se estas ainda existissem, ou quiçá com os pontos cardeais, se a humanidade não tivesse perdido seu norte há muito tempo. Até os néscios percebem que o mundo está mudando e por muitas vezes é inevitável adotar certo tom apocalíptico: são quatro anos e eram quatro cavaleiros, sinalizando a conquista, o extermínio, a fome e a morte.

Nada disso chega a ser novidade depois da eliminação de 6 milhões de judeus, mas a questão é: tudo isso AINDA continua acontecendo — as coisas mudam e os cavaleiros da visão do apóstolo vão se adaptando aos novos tempos.

Cavalo Branco – A Conquista
Tibete
E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer.
Apocalipse: 6-1,2

Cavalo Vermelho – A Guerra
Iraque
E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem, e vê. E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.
Apocalipse: 6-3,4

Cavalo Negro – A Fome
Sudão
E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer ao terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão. E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho.
Apocalipse: 6-5,6

Cavalo Amarelo – A Morte
China
E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra.
Apocalipse: 6-7,8

Isso são apenas pequenas amostras. Escolhidas a dedo, é claro. Porém, não seria difícil reduzir esse universo unicamente a um continente, qualquer que fosse. Ou reduzir ao nosso país, nossa cidade, nosso bairro. Talvez não fosse necessário muito esforço para encontrar esses quatro sinais unicamente dentro do próprio prédio onde se vive.

Faz quatro anos e eu gostaria de comemorar, mas bem na esquina da minha casa uma dezena de pessoas passa as noites ao relento.

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