“Nós as nações... Uni­das por um mundo melhor” — lema da ONU

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Nós as nações... Uni­das por um mundo melhor” — lema da ONU

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Nós as nações... Uni­das por um mundo melhor” — lema da ONU

Publicado em 11 de outubro de 2006 por Olegario Schmitt

Ato I

Coréia do Norte exe­cuta tes­tes nucle­a­res no mar do Japão.

Ato II

ONU nomeia o sul-coreano Ban Ki-Moon o pró­ximo secretário-geral.

Ato III

Coréia do Norte declara que qual­quer san­ção por parte da ONU “é decla­ra­ção de guerra”.

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É inte­res­sante e escla­re­ce­dor — para aque­les que têm a cora­gem de fazer as per­gun­tas cor­re­tas e lidar com suas con­seqüên­cias — o fato dos EUA terem o maior arse­nal nuclear do mundo e não sofre­rem, porém, qual­quer tipo de san­ção ou veto por parte da ONU, muito pelo contrário.

Diante disso, como pode qual­quer país do mundo, sem arse­nal nuclear, dia­lo­gar em pé de igual­dade com o Tio Sam? “Qual é mesmo o papel da ONU?“A igual­dade justa entre nações não deve­ria ser o carro-chefe da ONU? O que a ONU faz em rela­ção à guerra no Ira­que? E à fome/AIDS/massacres na África? Deve­ria a Coréia do Norte espe­rar pelo apoio da ONU para ter voz ativa? As “Nações Uni­das” devem ser uni­das desde que sob o jugo ame­ri­cano? A ONU foi ven­dida, como tudo mais no mundo?

Não sou a favor de arse­nais nucle­a­res, longe disso, mas como pode­ria ser pos­sí­vel ser con­tra um país que pro­cura meios para nego­ciar em pé de igual­dade, tendo-se em vista que a ONU não pro­move igual­dade alguma?

Isso abre espaço para que dita­do­res e ensan­de­ci­dos em geral considerem-se com o direito de reque­rer serem tão dita­do­res e ensan­de­ci­dos quanto os EUA em si. “dita­do­res...“Para você, George Bush inva­dindo o Ira­que e dizendo mass des­truc­tion wea­pons com aquele olhar sádico fitando o hori­zonte parece uma pes­soa mais sana do que Kim Jong II? Essas são gran­des questões...

Já a grande afir­ma­ção é que, há muito tempo, ONU pas­sou a ser sinô­nimo de EUA — gran­des siglas com­pro­me­tendo o futuro da huma­ni­dade, desvirtuando-o ao seu bel-prazer em defesa dos pró­prios inte­res­ses financeiros.

Leia a seguir alguns arti­gos da Decla­ra­ção Uni­ver­sal dos Direi­tos Huma­nos e veja por si mesmo se a ONU não pas­sou a ser em mui­tos pon­tos uma orga­ni­za­ção de fachada, ven­dida e cor­rom­pida aos inte­res­ses finan­cei­ros internacionais:

Artigo 1°

Todos os seres huma­nos nas­cem livres e iguais em dig­ni­dade e em direi­tos. Dota­dos de razão e de cons­ci­ên­cia, devem agir uns para com os outros em espí­rito de fra­ter­ni­dade.

Artigo 7°

Todos são iguais perante a lei e, sem dis­tin­ção, têm direito a igual pro­tec­ção da lei. Todos têm direito a pro­te­ção igual con­tra qual­quer dis­cri­mi­na­ção que viole a pre­sente Decla­ra­ção e con­tra qual­quer inci­ta­mento a tal discriminação.

Artigo 30°

Nenhuma dis­po­si­ção da pre­sente Decla­ra­ção pode ser inter­pre­tada de maneira a envol­ver para qual­quer Estado, agru­pa­mento ou indi­ví­duo o direito de se entre­gar a alguma ati­vi­dade ou de pra­ti­car algum ato des­ti­nado a des­truir os direi­tos e liber­da­des aqui enunciados.

Tenha em mente que esses arti­gos aplicam-se a todos os países-membros, à exces­são, obvi­a­mente, do G-7. Este retém direi­tos espe­ci­ais sobre os demais, incluindo o de inva­dir e des­truir, em nome da ganân­cia às reser­vas de petróleo.

Se, como todos sabe­mos, o Ira­que foi inva­dido sob o pre­texto falso de que este país pos­sui­ria armas de “a inva­são ao Ira­que“des­trui­ção em massa, então, sob esse ponto de vista, todas as nações do mundo têm esse mesmo direito de inva­dir os EUA utilizando-se desse mesmo argu­mento. Ou, sob outro ângulo, por que os EUA não inva­dem a si mes­mos, já que gos­tam tanto disso?

Mas, sob o olhar estra­te­gi­ca­mente míope da ONU, ao Tio Sam é per­mi­tida a cons­tru­ção de arma­men­tos nucle­a­res e a vio­la­ção da sobe­ra­nia de outras nações.

Muita areia para o cami­nhão­zi­nho desse governo que foi, lite­ral­mente, born in the Bushes*...

* bush, em inglês, sig­ni­fica moita, arbus­tos.
* born in the Bushes sig­ni­fica nas­cido na famí­lia Bush ou, tra­du­zido lite­ral­mente, nas­cido nas moi­tas ou ainda, em expres­são genui­na­mente bra­si­leira, filho das mace­gas.

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