O Muro

Uma visão positivista sobre o muro entre Estados Unidos e México

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O Muro

Uma visão positivista sobre o muro entre Estados Unidos e México

Publicado em 04 de outubro de 2006 por Olegario Schmitt

Muro na fronteira entre EUA e México

Bush promulgou a lei que permite a construção do muro na fronteira com o México

SCOTTSDALE, EUA, 4 out (AFP) – O presidente George W. Bush assinou nesta quarta-feira, na cidade de Scottsdale, Arizona (sudoeste), a lei que autoriza a construção de um muro de 1.200 km na fronteira com o México, aprovando assim a execução da polêmica obra.

Em momento como esse, certamente não podemos deixar de lembrar do Muro de Berlim. Também pensamos que, pleno século XXI, tais coisas não mais deveriam estar acontecendo. Mas tudo na vida tem o seu lado bom e indignar-se com o muro americano não passa de negativismo.

Primeiro temos de considerar o fato de que o mundo começará a acabar justamente pelos EUA, como eles “o fim do mundo”mesmo demonstram claramente através dos filmes “O Dia Depois de Amanhã” e “Guerra dos Mundos”, apenas citando dois exemplos.

Mas isso não é motivo para preocupações (lembre-se: sem negativismo!!): quando afinal chegar o fim das eras, nós — latino-americanos — estaremos em relativa segurança.

Devido ao aquecimento global — cujos maiores culpados são eles mesmos, diga-se de passagem —, o conseqüente “aquecimento global”derretimento das calotas polares e aumento do nível dos oceanos, somados aos maremotos e furacões que acontecem com maior freqüência e intensidade justamente pelo mesmo motivo — e cujas vítimas são eles mesmos —, será praticamente impossível que consigam escapar por via aquática.

Por outro lado, o terrorismo com sua permanente iminência de novos atentados aéreos torna a cada dia mais perigosa a saída por aviões, estando ela, portanto, descartada para fins de fuga em massa. Vale lembrar, também, que a revolta terrorista tem como origem o famigerado colonialismo americano, cujas vítimas, mais uma vez, são eles próprios.

Assim, estando o sul impedido pela construção do muro, o oceano impedido por furacões e o nível da água, o ar impedido pelo terrorismo,“por todos os lados” a única possibilidade seria que os americanos tentassem fugir para o norte, rumo ao Canadá. Essa alternativa, no entanto, ainda se mostra inviável, uma vez que a travessia do Estreito de Bering é praticamente impossível: americano não caminha e seus pesadíssimos e poluentes utilitários esportivos afundariam facilmente na fina camada de gelo.

Também deve ser levando em conta que no Estreito de Bering não há MacDonald’s e a maioria dos americanos preferiria simplesmente morrer a ficar sem fast food.

Dessa forma, jamais precisaremos mudar nossos idiomas oficiais para o inglês americano — essa língua cujo som se “língua e indumentária”parece com aquele produzido por um cachorro engasgado — e também estaremos para sempre livres das camisas coloridas estilo havaiano combinadas aos mocassins com meia branca esticada até as canelas.

Sim, a principal função do muro pode até ser a de tentar impedir que os mexicanos entrem — e isso é direito e benefício dos americanos —, mas é imporante lembrar que os maiores beneficiados sem dúvida seremos nós mesmos porque, ao impedir que os mexicanos entrem, o muro também impedirá que os americanos saiam.

Comentários

  1. Vitor
    17 de agosto de 2008

    Muito bom. Nunca ouvi teorias "anti-estadunidenses" hilárias serem impregadas com tanta lógica e real possibilidades.

    Está de parabéns. Espero que não se encomode, mas utilizarei o texto para um trabalho de escola (estou no terceiro do ensino médio e o trabalho é para amanha de manhã e já são 23 hrs. O governo do estado de São Paulo nos arrebenta mais uma vez com esses projetos ridiculos, vide versão 'beta' do projeto de ensino deste ano.)

    abraços.

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