Atualidades

Análise peculiares sobre política e notícias atuais.

Atualidades

Pro­posta para novo sis­tema de ava­li­a­ção de alu­nos em sala de aula

Publicado em 31 de maio de 2011 por Olegario Schmitt

Foto: Nalú Nogueira

Pia­gets, Vygotskys e Paulo Frei­res depois, muito se pen­sou e se fez pela edu­ca­ção. E isso cer­ta­mente pro­du­ziu melho­res pro­fes­so­res, ape­sar de não pare­cer estar pro­du­zindo melho­res alunos.

Dessa forma, sugiro que o sis­tema de ava­li­a­ção não parta do des­cons­tru­tivo Zero, onde o aluno vai adi­ci­o­nando notas até alcan­çar o (impro­vá­vel) 10. Nesse novo sis­tema, cha­mado Aluno Nota Dez, todo aluno já entra no pri­meiro dia de aula com nota máxima, e irá per­dendo pon­tos de acordo com os seguin­tes critérios:

 

Che­gar atrasado

- Menos 0,1 ponto por minuto

 

Fazer per­gunta cretina

- Menos 0,5 ponto por per­gunta (exceto se o pro­fes­sor der uma res­posta ainda mais cre­tina, então fica por isso mesmo)

 

Con­ver­sar com os cole­gas durante a aula

- Menos 0,1 ponto por sílaba

 

Fazer per­gunta que já foi res­pon­dida mas o aluno não sabia por­que não estava em sala de aula

- Menos 1,0 ponto ou 2,0

 

Não fazer o exer­cí­cio e/ou esque­cer de levá-lo no dia pro­posto para dis­cus­são em grupo

- Menos 2,0 pontos

 

Não elo­giar a beleza física do professor

- Menos 1,0 ponto por aula

 

Não elo­giar a beleza inte­lec­tual do professor

- Menos 1,5 ponto por aula
– 10 apoios

 

Pen­sar que o pro­fes­sor nunca ouviu essa mesma des­culpa esfar­ra­pada antes

- Menos 2,0 pon­tos
– Uma mar­te­lada em cada unha
– 10 apoios

 

Não ler o texto pro­posto para a aula

- Menos 1,0 ponto por pará­grafo
– 20 apoios
– 10 chibatadas

 

Rou­bar idéia dos cole­gas, esque­cer de des­li­gar o celu­lar ou man­dar SMS em horá­rio de aula

- Menos 2,0 pon­tos
– 20 chi­ba­ta­das
– Recu­pe­ra­ção para o resto da vida

 

Fazer “relei­tura” de outras obras, colo­car o título do tra­ba­lho em fran­cês quando existe expres­são equi­va­lente em por­tu­guês, explo­rar o “limite entre sonho e rea­li­dade”, uti­li­zar a licença poé­tica em vão e/ou uti­li­zar a pala­vra “her­mé­tico” em qual­quer lugar da justificativa

- Menos 5,0 pon­tos
– 60 apoios
– 30 chi­ba­ta­das por aula até o final do semestre

 

Ter estilo ins­pi­rado na banda Res­tart, usar cabelo “dread locks” ou agre­dir o senso esté­tico do pro­fes­sor de qual­quer outra maneira tão abo­mi­ná­vel quanto estas

- Menos 50 pon­tos
– 300 apoios
– 150 chi­ba­ta­das por aula até o final do semes­tre
– Exe­cra­ção pública
– Recu­pe­ra­ção para o resto da vida

 

Mãe, pai ou res­pon­sá­vel recla­mando do pro­fes­sor, falar mal do pro­fes­sor pelas cos­tas ou xin­gar muito no Twitter

- Recu­pe­ra­ção para o resto da vida e por mais três encar­na­ções con­se­cu­ti­vas, a par­tir do prézinho.

Alerta: a lei­tura desse artigo pode cau­sar náu­sea e cefa­léia. Havendo a pre­sença dos sin­to­mas, pro­cu­rar ori­en­ta­ção dos inte­le­cu­tais indicados.

Publicado em 27 de novembro de 2010 por Olegario Schmitt

Há no nosso país certo tipo de pen­sa­mento, com carac­te­rís­ti­cas inte­lec­tu­a­lói­des e pseudo-doutas auto-atribuídas e pro­ve­ni­ente daquela que é comu­mente cha­mada de “Esquerda Fes­tiva”, o qual é grande expo­ente da classe pen­sante brasileira.

Esse termo originou-se a par­tir do golpe mili­tar de 1964, quando alguns estu­dan­tes, artis­tas e inte­lec­tu­ais, não tomando parte da AÇÃO con­tra o regime mili­tar, ten­ta­vam derrubá-lo dis­cu­tindo suas idéias como­da­mente em bares e fes­tas. De acordo com Cruz (2005), o termo foi

des­crito por Zue­nir Ven­tura em 1968: o ano que não ter­mi­nou como uma expres­são inven­tada pelo colu­nista Car­los Leo­nam em 1963, após o minis­tro San Thi­ago Dan­tas dizer que havia duas esquer­das no Bra­sil: “a esquerda posi­tiva e a esquerda nega­tiva”. Leo­nam, um atento cro­nista do com­por­ta­mento cari­oca lan­çou a idéia: “tem outra esquerda, é a esquerda fes­tiva”. Con­ti­nuar lendo »

Como rea­gem as per­so­na­li­da­des da polí­tica latri­no­a­me­ri­cana nos momen­tos de crise?

Publicado em 11 de março de 2010 por Olegario Schmitt

Hoje, apro­xi­ma­da­mente 20 minu­tos antes da posse do novo pre­si­dente eleito do Chile, Sebas­tián Piñera, aquele país foi atin­gido por mais um ter­re­moto, alcan­çando 6,9 graus na Escala Rich­ter e ter­ri­fi­cando os pre­si­den­tes da Amé­rica Latrina pre­sen­tes no evento.

Não esque­ça­mos que o fato se deu nesse mesmo nosso con­ti­nente onde a falta de memó­ria parece ser um mal gene­ra­li­zado e onde cenas que deve­riam ser uni­ca­mente trá­gi­cas fre­quen­te­mente se trans­for­mam em cenas tra­gicô­mi­cas. Nós apren­de­mos a rir de nos­sas pró­prias tra­gé­dias. Aliás, apren­de­mos tão bem que agora não leva­mos quase nada a sério.

Como sabe­mos, é nos momen­tos de fra­queza que todos mos­tram quem ver­da­dei­ra­mente são. A terra tre­meu, as más­ca­ras caí­ram e, obvi­a­mente, aca­bou por revelar-se uma das cenas mais pân­de­gas do ano.

Leo La Valle/EFE

Rafael — A Bên­ção de Cristo (c. 1506)

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Dei­xai toda a espe­rança, vós que entrais no Brasil

Publicado em 22 de outubro de 2007 por Olegario Schmitt

Esra Ersen — 27ª Bie­nal de São Paulo

Não se iluda: no arco da nossa porta verde-amarela, nem Gon­çal­ves Dias, nem Bilac, mas Dante, Canto III do Inferno: “Dei­xai toda a espe­rança, vós que entrais”.

O Bra­sil não tem jeito. A rea­li­dade é esta. Aceitemo-na tal qual ela é: dura, fria, amorfa como os cor­pos do mais novo aci­dente aéreo.

O que faze­mos quando um polí­tico inves­ti­gado por cor­rup­ção toma posse? NADA. O que faze­mos quando acon­tece mais um aci­dente aéreo? Con­ti­nu­a­mos tomando vôos no mesmo aero­porto e, assim como o pre­si­dente, mani­fes­ta­mos comi­se­ra­ções de alcova.

Todos “Dei­xai toda a espe­rança, vós que entrais” — Dantesabem que nada acon­te­cerá, por­que nada acon­tece mesmo. E não acon­tece por­que nin­guém faz nada: nem você. Não acon­tece por­que nin­guém está nem aí: recla­ma­mos e para­mos em mão-dupla, devol­ve­mos car­tei­ras per­di­das e joga­mos lixo no chão. Tudo não passa de uma grande festa! Ôba! Ôba! Rouba! Rouba!

A grande mai­o­ria que estufa o peito e diz que o Bra­sil tem jeito está na ver­dade con­fun­dida: isto que cha­mam espe­rança não é nada mais do que ilu­são. Por­tanto, aban­do­nar toda a espe­rança já é um bom começo — o ceti­cismo nii­lista pode ser obs­curo, deses­pe­ra­dor e tris­tís­simo, mas cer­ta­mente não é iludido.

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Ris­cando os erros

Publicado em 14 de outubro de 2007 por Olegario Schmitt

by Joe Lee

Ficou a impres­são de que o artigo ante­rior está ali, sujando meu blog. E tal­vez a morte do gerún­dio não valha tanto assim.

As moe­das têm dois lados, às vezes têm duas caras (lesando a coroa em dobro).

Na vida con­tem­po­râ­nea, ano­ré­xica de heróis, parca de mode­los ou exem­plos, ser dis­cí­pulo de Dió­ge­nes é tarefa cada vez mais ingrata, a “bene­vo­lên­cia” gover­na­men­tal não pas­sando de mera esmola atada a um fio.

Dessa forma, VOU ESTAR RIS­CANDO o artigo, no gerún­dio mesmo, não na ten­ta­tiva de ocul­tar um erro, mas na inten­ção jus­ta­mente de admití-lo.

E apro­veito a opor­tu­ni­dade para ris­car tam­bém outras palavras:

Bra­sí­lia
Cor­rup­ção
Deso­nes­ti­dade
Mau-Caratismo
Apatia

A ques­tão é: dessa vez, estou ris­cando o erro de quem?

Vamos estar eli­mi­nando o gerún­dio de nos­sas vidas?

Publicado em 01 de outubro de 2007 por Olegario Schmitt

José Roberto Arruda, Gover­na­dor do DF — Foto: Alan Marques

Jamais pen­sei que, em algum ponto da vida, che­gasse ao ponto de dizer isso: esse homem hoje foi meu herói.

Leia abaixo a repor­ta­gem da Reda­ção Terra:

O gover­na­dor do Dis­trito Fede­ral, José Roberto Arruda, “demi­tiu”, em decreto publi­cado nesta segunda-feira no Diá­rio Ofi­cial do Dis­trito Fede­ral, “o gerún­dio de todos os órgãos do Governo Fede­ral”. O gerún­dio é uma forma nomi­nal do verbo, inva­riá­vel, ter­mi­nada em “ndo”, nor­mal­mente usada para expres­sar sen­tido de con­ti­nui­dade, por exem­plo, esta­mos “pro­vi­den­ci­ando”. De acordo com o decreto de Arruda, o uso do “gerún­dio para des­culpa de ine­fi­ci­ên­cia” está proi­bido a par­tir desta segunda nos órgãos do governo.

É, toda moeda tem dois lados mesmo. E quem rir por último, cer­ta­mente estará rindo melhor...

Tanta efi­ci­ên­cia...

Publicado em 23 de março de 2007 por Olegario Schmitt

Hoje foram pre­sas 606 pes­soas no Estado de São Paulo, em mega­o­pe­ra­ção da Polí­cia Civil.

Na lista, ladrões de lap­tops de Gua­ru­lhos, assal­tan­tes de Con­go­nhas, lará­pios de car­gas no Porto de San­tos, tra­fi­can­tes, seqües­tra­do­res, etc. etc. etc.

Aqui no Bra­sil tanta efi­ci­ên­cia jamais nos deixa satis­fei­tos, muito pelo con­trá­rio: fica­mos todos de cabe­los em pé ou pelo menos com a pulga atrás da orelha.

Considerando-se que essa ope­ra­ção levou 15 dias para ser pla­ne­jada e efe­ti­vada, não se entende o que terá acon­te­cido com os meses de janeiro e feve­reiro, quando ope­ra­ções como essa não ocorreram.

O que terá feito as águas de março rolarem?

De uma coisa tenho cer­teza: se a polí­cia fizesse uma ope­ra­ção des­sas por mês, não nos impor­ta­ría­mos nem um pouco que fol­gas­sem nos outros 15 dias restantes.

São as águas de março fechando o verão, tra­zendo sus­peita no meu coração.

Defi­ni­ção de República

Publicado em 10 de fevereiro de 2007 por Olegario Schmitt

Repú­blica (Hou­aiss)
s.f. forma de governo em que o Estado se cons­ti­tui de modo a aten­der o inte­resse geral dos cidadãos

Repú­blica Bra­si­leira (Sinal dos Tem­pos Blog)
s.f. pros­ti­tuta bêbada e nua caída de cos­tas com as per­nas abertas

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