Arte

Opiniões meio cretinas sobre arte contemporânea.

Arte

Sabe D’us do que…

Publicado em 07 de setembro de 2010 por Olegario Schmitt

Gaudenzio Marconi (1841-1885), Le tireur d'épine ("O Espinário"), c. 1870

A arte contemporânea na maioria das vezes, como diria Millôr, é “um não sei quê pra não sei como” e isso me deixa simplesmente nauseado.

Mas, afinal, é disso mesmo que se trata a arte contemporânea, não é? De provocar uma reação no espectador?

Portanto, como espectador, me sinto no direito de ter a reação que eu achar adequada, como naquela vez em que fui ver uma obra do Nuno Ramos onde tinha de tirar os sapatos e ficar caminhando em cima dela só de meias. Fiquei pensando “eis aí o meu chulé. o meu chulé é o que eu penso da sua obra. toma, toma chulé na sua obra de merda, toma”.

Confesso que impregnar a obra de Nuno Ramos com meu chulé foi uma sensação libertadora. E a arte existe pra isso mesmo, né? Pra libertar… nem que seja o chulé.

Alguma coisa não bate…

Publicado em 31 de maio de 2009 por Olegario Schmitt

Ode ao Lixo

Exposição: Vik Muniz
Curadoria: Vik Muniz
Data: 19/05/2009
Local: MASP – São Paulo


São 131 obras ao todo, integrantes de 24 trabalhos diferentes: Linha, Equivalentes, Indivíduos, Arame, Açúcar, Terra, Tinta, Montinhos, Diamantes e Caviar, Mônadas, Rebus, Revistas, Pigmentos, Chocolate, Mapa Mundi, Quebra-Cabeças, Papéis, Poeira, Lixo, Sucata, Duas Bandeiras, Cores, Earth Works e Cárcere, além de uma imagem completamente solta (Caminhante sobre um mar de cinzas). Alguns trabalhos fazem parte de séries maiores, outros são dípticos ou trípticos.

Sendo improfícuo discorrer sobre cada uma das séries individualmente, serão pontuados alguns “pontos altos” da exposição como, por exemplo, o fato de a segunda série mostrada, Equivalentes, dialogar com a terceira, Indivíduos. “diálogos”Numa, bichinhos feitos com algodão, clara referência ao passatempo “infantil” de descobrir animais nas nuvens; noutra, nuvens desenhadas num céu limpo com o auxílio de aviões de fumaça. Nota-se aí, além da fina ironia que permeia todo o trabalho, essa tendência de apropriação do lúdico comum às pessoas, para então transfigurá-lo.

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Jesus gave me water…

Publicado em 24 de setembro de 2008 por Olegario Schmitt

Viver é repetição, pulsar rítmico do coração

Publicado em 22 de agosto de 2008 por Olegario Schmitt

reproduzir em looping, ad infinitum

Instalação do tipo Sítio Específico em ASCII Art

Publicado em 16 de junho de 2008 por Olegario Schmitt

Vídeo com a montagem da obra “Eleve-se!” sobre uma porta de elevador.

As legendas estão embutidas em inglês, com closed-caption em português.

Uma pipoquinha para Andy

Publicado em 03 de agosto de 2005 por Olegario Schmitt

Pop Corn – Série Para Andy

A Pop Art está para o penico de DuChamp (Fountain, 1917) assim como a m**** está para o seu ventilador (Rotary Glass Plates (Precision Optics), 1920), como se ela, espalhada sobre ele ou a roda de bicicleta (Bicycle Wheel/Roue de Bicyslette, 1913), abrisse definitivamente as portas para a decadência da arte moderna, criando espaço para que toda essa leva de artistas contemporâneos — cheios de conceitos mas vazios de sentido — pudessem se proliferar como verdadeiros descendentes do Gregor Samsa kafkaniano.

E inserida nesse contexto pós-penico-de-DuChamp está a Pop Art que, nos tempos “photoshopicos” atuais, tem seu sentido — se é que algum dia o teve — restrito unicamente à gratuidade contemporânea.

Apesar de minha própria arte nessa série — por se tratar de “cópia” de idéia pré-existente — não deixar de ter também seu lado duvidoso (bem à moda dos tempos modernos), ela não chega a ser gratuita, uma vez que busca ressaltar — obviamente segundo minha opinião — a futilidade de “boa” parte da arte moderna.

Conheça os outros artigos feitos carinhosamente “para Andy” e seus fiéis seguidores, clicando na tag “para andy”, abaixo. A série inteira pode ser visto no site OleSchmitt.com.br através deste link.

Pequeno perfil

Publicado em 30 de março de 2005 por Olegario Schmitt

Auto-Retrato – van Gogh
(1853 – 1890)

Rebelde, inclinado à solidão, até mesmo insociável, van Gogh é um desajustado no seu lar, em sua terra e em sua sociedade.

Desde jovem, tem dificuldade em se adequar aos padrões e passa por diversos trabalhos, até que descobre sua verdadeira aptidão, a pintura. É ajudado por seu irmão mais novo Theodore, a quem chama carinhosamente de Theo. Foi seu amparo afetivo, emocional e econômico.

Em 1876, vive suas primeiras crises nervosas e tem na religião um refúgio. Resolve ser pastor. Mas nem assim ele se aquieta. Pregava pouco e se preocupava demais com os doentes e crianças.

Quando resolve pintar, Theo o ajuda, pois neste período é um dos dirigentes da Galeria Goupil. Theo está em Paris, o centro artístico. Com o dinheiro que ele manda, van Gogh estuda anatomia e perspectiva. Resolve pintar a sua terra e os homens simples. Não deseja fazer uma pintura clássica, pintar “gente que não trabalha”. E diz:

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Um chimarrão para Andy

Publicado em 17 de fevereiro de 2005 por Olegario Schmitt

Campbell's Soup Can - Andy Warhol

Chimarrão Gaúcho – Série Para Andy

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