junho de 2011

A tri­lha sonora da Divina Comé­dia de Dante Alighieri

Publicado em 10 de junho de 2011 por Olegario Schmitt

 

Ima­gine se os tor­men­tos do Inferno de Dante não fos­sem dita­dos por cas­ca­tas de san­gue bor­bu­lhante nem por solas dos pés sendo con­su­mi­das em fogo por toda a eter­ni­dade, mas sim por músi­cas clás­si­cas tocando em loo­ping, ad-infinitum. Ima­gine tam­bém a angús­tia de um Pur­ga­tó­rio sendo asso­lado cons­tan­te­mente pelo Vôo do Besouro ou um Paraíso cujo arre­ba­ta­mento seja obtido atra­vés do Mag­ni­fi­cat de Bach.

As asso­ci­a­ções aqui apre­sen­ta­das são ape­nas “umas asso­ci­a­ções”: não têm a ver dire­ta­mente com a pre­sença ou ausên­cia de beleza de cada uma das com­po­si­ções, mas sim com as sen­sa­ções que cada uma delas (me) trans­mite. Dessa forma, você é livre para con­cor­dar ou dis­cor­dar des­sas escolhas.

Seguindo ordem diversa daquela de Dante, se come­çará pelo cír­culo mais infame do Inferno e, a par­tir daí, se irá ascen­dendo con­ti­nu­a­mente até que se alcance por fim o Empí­reo, região eté­rea, a mais alta do Paraíso. Con­ti­nuar lendo »

Pro­posta para novo sis­tema de ava­li­a­ção de alu­nos em sala de aula

Publicado em 31 de maio de 2011 por Olegario Schmitt

Foto: Nalú Nogueira

Pia­gets, Vygotskys e Paulo Frei­res depois, muito se pen­sou e se fez pela edu­ca­ção. E isso cer­ta­mente pro­du­ziu melho­res pro­fes­so­res, ape­sar de não pare­cer estar pro­du­zindo melho­res alunos.

Dessa forma, sugiro que o sis­tema de ava­li­a­ção não parta do des­cons­tru­tivo Zero, onde o aluno vai adi­ci­o­nando notas até alcan­çar o (impro­vá­vel) 10. Nesse novo sis­tema, cha­mado Aluno Nota Dez, todo aluno já entra no pri­meiro dia de aula com nota máxima, e irá per­dendo pon­tos de acordo com os seguin­tes critérios:

 

Che­gar atrasado

- Menos 0,1 ponto por minuto

 

Fazer per­gunta cretina

- Menos 0,5 ponto por per­gunta (exceto se o pro­fes­sor der uma res­posta ainda mais cre­tina, então fica por isso mesmo)

 

Con­ver­sar com os cole­gas durante a aula

- Menos 0,1 ponto por sílaba

 

Fazer per­gunta que já foi res­pon­dida mas o aluno não sabia por­que não estava em sala de aula

- Menos 1,0 ponto ou 2,0

 

Não fazer o exer­cí­cio e/ou esque­cer de levá-lo no dia pro­posto para dis­cus­são em grupo

- Menos 2,0 pontos

 

Não elo­giar a beleza física do professor

- Menos 1,0 ponto por aula

 

Não elo­giar a beleza inte­lec­tual do professor

- Menos 1,5 ponto por aula
– 10 apoios

 

Pen­sar que o pro­fes­sor nunca ouviu essa mesma des­culpa esfar­ra­pada antes

- Menos 2,0 pon­tos
– Uma mar­te­lada em cada unha
– 10 apoios

 

Não ler o texto pro­posto para a aula

- Menos 1,0 ponto por pará­grafo
– 20 apoios
– 10 chibatadas

 

Rou­bar idéia dos cole­gas, esque­cer de des­li­gar o celu­lar ou man­dar SMS em horá­rio de aula

- Menos 2,0 pon­tos
– 20 chi­ba­ta­das
– Recu­pe­ra­ção para o resto da vida

 

Fazer “relei­tura” de outras obras, colo­car o título do tra­ba­lho em fran­cês quando existe expres­são equi­va­lente em por­tu­guês, explo­rar o “limite entre sonho e rea­li­dade”, uti­li­zar a licença poé­tica em vão e/ou uti­li­zar a pala­vra “her­mé­tico” em qual­quer lugar da justificativa

- Menos 5,0 pon­tos
– 60 apoios
– 30 chi­ba­ta­das por aula até o final do semestre

 

Ter estilo ins­pi­rado na banda Res­tart, usar cabelo “dread locks” ou agre­dir o senso esté­tico do pro­fes­sor de qual­quer outra maneira tão abo­mi­ná­vel quanto estas

- Menos 50 pon­tos
– 300 apoios
– 150 chi­ba­ta­das por aula até o final do semes­tre
– Exe­cra­ção pública
– Recu­pe­ra­ção para o resto da vida

 

Mãe, pai ou res­pon­sá­vel recla­mando do pro­fes­sor, falar mal do pro­fes­sor pelas cos­tas ou xin­gar muito no Twitter

- Recu­pe­ra­ção para o resto da vida e por mais três encar­na­ções con­se­cu­ti­vas, a par­tir do prézinho.

Lan­ça­mento da Edi­tora WMF Mar­tins Fontes

Publicado em 26 de abril de 2011 por Olegario Schmitt

Sobre os enga­nos do mundo (capa)

A Edi­tora WMF Mar­tins Fon­tes aca­bou de lan­çar Sobre os enga­nos do mundo, de Sêneca, como parte da Cole­ção Ideias Vivas, ide­a­li­zada e coor­de­nada pelo desig­ner Gus­tavo Piqueira, da Casa Rex.

Sobre os enga­nos do mundo (detalhes)

Sobre os enga­nos do mundo — parte de um con­junto maior de Sêneca conhe­cido como Car­tas a Lucí­lio — é vol­tada ao público jovem e/ou com pouca inti­mi­dade com filo­so­fia e é ilus­trada com foto­gra­fias de Ole­ga­rio Sch­mitt, a par­tir da série foto­grá­fica Pic­to­gra­fias.

Mais infor­ma­ções podem ser encon­tra­das no site da Edi­tora WMF Mar­tins Fon­tes, aqui.

 

 

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SOR­TEIO

 

Para come­mo­rar o rece­bi­mento da nova edi­ção, no dia 03/05/2011, terça-feira, às 13h00, será rea­li­zado o sor­teio de 4 (qua­tro) exem­pla­res, con­forme regu­la­mento abaixo.

 

 

REGU­LA­MENTO

 

  1. Os exem­pla­res serão sor­te­a­dos via mysort.net.
  2. Os sor­te­a­dos deve­rão for­ne­cer, no prazo de 48 horas, ende­reço pos­tal para que seu res­pec­tivo exem­plar seja entre­gue via Cor­reios. Caso isso não acon­teça, o prê­mio pas­sará para o pró­ximo da lista de sorteio.
  3. Será sor­te­ado um único exem­plar para cada participante.

 

 

FACE­BOOK — Para concorrer

 

  1. Ser amigo do per­fil http://www.facebook.com/Ole.Schmitt
  2. Cur­tir a publi­ca­ção sobre esse sor­teio (assim se sabe quem está real­mente inte­res­sado em par­ti­ci­par) OU
  3. Con­fir­mar a pre­sença no evento cri­ado para o sorteio.

 

 

TWIT­TER — Regulamento

 

A pro­mo­ção via Twit­ter foi can­ce­lada e todos os 4 exem­pla­res serão sor­te­a­dos no Facebook.

 

 

NOTA

 

Se você não foi sorteado(a) e tem inte­resse em adqui­rir o livro, mai­o­res infor­ma­ções podem ser encon­tra­das no site da Edi­tora WMF Mar­tins Fon­tes.

Reli­gião, Direito, Arte e Livre Expres­são podem con­vi­ver harmoniosamente?

Publicado em 11 de fevereiro de 2011 por Olegario Schmitt

Oblatvs, Cas­telo de Vide — Por­tu­gal
Série Mun­do­Vas­to­Mundo

Abor­dar um assunto essen­ci­al­mente reli­gi­oso sob uma ótica laica pode ser pre­ten­si­oso, mas mesmo assim pos­sí­vel, com algum esforço. Basta, na ver­dade, sepa­rar o joio do trigo e não ana­li­sar o assunto sob um ponto de vista que facil­mente poderá res­va­lar no fanatismo.

Afi­nal, não se trata aqui, em pri­meira ins­tân­cia, de uma ques­tão de reli­gi­o­si­dade, daquilo em que cada um crê ou deixa de crer, mas sim de res­peito, ou melhor, de res­peito ao direito natu­ral ques­tão de res­peitoalheio de ter suas cren­ças — não impor­tando, obvi­a­mente, em qual reli­gião, credo ou filo­so­fia —, assim como, igual­mente, o res­peito ao direito de cada indi­ví­duo de não ter nenhuma delas. Isso é ina­li­e­ná­vel, prin­cí­pio básico de civi­li­dade e huma­ni­dade e, por isso, uma ques­tão moral. Con­ti­nuar lendo »

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